Segredos de viagem: coisas que sua mãe não pode nem sonhar que você faz
Em homenagem as nossas amadas mães eis um post sobre nossos segredos de viagem que elas não pode nem sonhar. Quantas vezes, viajando por aí, você já pensou “meu Deus, minha mãe não pode imaginar que isso me aconteceu…”. Bom, eu já pensei infinitas vezes, essas são algumas das que lembrei.
“Por aqui tá tudo ótimo, mãe!”
O primeiro e mais importante segredo de viagem é não contar os absurdos pra mãe, deixa ela dormir em paz e poupe os detalhes preocupantes, claro que se acontecer algo realmente preocupante você vai contar, mas não as coisas que apronta e suas consequências malucas, tipo uma ressaca monstra porque fez história na noite anterior. Uma que evito sempre também é contar que estou me sentindo sozinha ou triste, porque quando você viaja muito na sua própria companhia tem momentos melancólicos e não ajuda em nada preocupar a mãe neles, melhor procurar amigos no hostel ou entrar no Tinder e ver se alguém te chama pra ir num lugar cheio de gente e agitado.
“Minha voz tá diferente porque acordei agora”
Também não conto doenças suaves, tipo gripe, tosse, infecção urinária, coisas possíveis de contornar com farmácias e um bom seguro viagem (não vacile, seguro viagem é seu grande amigo), é muita angústia pra nossa mãe saber que a gente está meio mal e geralmente quando melhoramos vamos pra vida e elas continuam lá sofrendo sem notícias. PS: doenças graves e super tretas, claro que é melhor contar. Já tive que ir pro hospital algumas vezes, mas como sabia que em todas não era nada preocupante, só contei pra minha mãe um mês depois, quando voltei pra casa. Algumas não contei até hoje pra ela não ficar aflita com um ano de atraso.
“Confia em mim, sou super organizada”
Nossa mãe não precisa saber que às vezes chegamos em uma cidade e percebemos que esquecemos de anotar o endereço e mapa de como chegar no hostel e não encontramos wifi e ficamos numa situação bem estúpida de “por que fiz isso, achava que era esperta”, até conseguir resolver esse probleminha de organização. Na dúvida nunca chegue a noite nos lugares, principalmente se viajar sozinha(o). E tente comprar um chip do país pra ter uma internet no celular ou pelo menos poder usar sms (lembra de sms? Isso ainda existe), minha amiga Duda já me salvou vendo do Brasil o endereço do hostel que eu ia ficar em Copenhagen com o HostelBrazil, depois que eu deixei todas as minhas anotações pra trás.
“Ah sim, a viagem já tá toda fechadinha”
Mães não precisam saber que acontece da gente chegar em uma cidade e decidir bookar o hostel na hora e aí ficamos dando buscas nos quartos e camas vagas da cidade, que muitas vezes não existem mais e podemos acabar batendo de hostel em hostel atrás de um espacinho. Aventuras necessárias, mas não pras mães, e sinceramente, tendo esse maravilhoso site que acha uma cama pra você até na Coréia, por que você viaja sem ver isso antes?
“Tô comendo direitinho, pode deixar”
Não conte que você se alimenta mal, come o café da manhã do hostel até explodir e depois tenta comer o mínimo possível pra economizar e gastar tudo em drinks. Mas quando chegar em casa conte pra ver se emplaca um almoço feito por ela com carinho com todos seus pratos preferidos pra você tirar o atraso da dieta mochileira. Mãe, sdds do seu arroz e feijão <3.
“Nossa mãe, tá tranquilo tá favorável”
Mais um segredo: melhor evitar que as mães saibam que suas noções de higiene podem diminuir bastante quando viaja, principalmente para lugares com banheiros mais precários, muita sujeira, palácios da poeira e micose, etc. Aqui escreve a pessoa que pegou micose na Rússia, não é mesmo? Acontece… quer ser limpinha(o) fique na sua casa no Brasil, esse lugar muito limpo do mundão.
“Ouvi dizer que tem uma rave no meio do deserto, mas é proibido e tem que voltar a pé”
Nossa mãe não precisa saber que vamos sim fazer um grupo de melhores amigos de poucos dias por onde a gente passar e com eles vamos até o fim na diversão, nem que pra isso a gente frequente uma rave esquisita, o título desse tópico descreve uma experiência que vivi no Atacama e minha mãe nunca soube, ainda bem. É cada festa que já fui com grupos enormes de pessoas que nunca mais falei nem vou falar (mas sozinha ou com apenas uma pessoa duvidosa não vou longe, fico em lugares bem seguros, beijos mãe).
“Fui numa festa bem suave ontem mãe”
Abafe também que hostels com bar te fazem voltar a juventude ao aceitar shots e convites para frequentar ônibus baladas e passeios de pubs, cheios de gente bêbada, histórias loucas, jovens que querem dar beijo triplo e guias não muito confiáveis. Mas talvez seja eu a única pessoa que entra em um busão balada achando essa experiência enriquecedora demais e faz xixi atrás do Coliseu.
“Essa tatoo significa muitas coisas…”
E deixe pra mostrar pra sua mãe a tatuagem da amizade que fez com australianos zueiros que acabou de conhecer na Bolívia só quando voltar pra casa com ela cicatrizada, essa eu já vi acontecer de perto e torço muito pra pessoa em questão ter muita força pra superar aquela tatoo, mas ainda bem que fui forte e não entrei na turma da amizade eterna de um dia. Beijos, mãe <3
PS: contem nos comentários os segredos de viagem que a mãe de vocês não imaginam porque tô saindo de férias daqui um mês e quero ter novas ideias!
Sobre a autora:
Jana Rosa é escritora, roteirista, trabalha com criatividades, faz altas coisas e aí junta dinheiro e viaja por aí causando coisas que a mãe jamais saberá.
Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.