Perrengues de viagem dos anos 90 que não existem mais
Alguns contratempos de mochileiros são tão velhos quanto o hábito de viajar: pegar ônibus por percursos acidentados (sem direito a paradas para usar o banheiro), companheiros de quarto roncando, encontrar um bar legal um minuto depois do happy hour ter acabado… E a lista continua. Outras dores de cabeça, no entanto, já entraram para a história.
Nós vasculhamos os arquivos do Hostelworld para achar sete perrengues que mochileiros costumavam enfrentar no dia-a-dia dos anos 1990 que hoje não existem mais. Dá uma olhada neles e agradeça por estar viajando em 2014 – e não em 1994.
1. Ontem: voos absurdamente caros
Hoje: boa oferta de voos baratos (ao menos fora do Brasil!)
Até a segunda metade dos anos 90, você precisava ser tão rico quanto o Tio Patinhas para voar pelo mundo. Hoje, companhias como Ryanair, Air Asia e JetBlue (cujo fundador criou a Azul, no Brasil) vendem passagens realmente baratas.
É verdade que temos que sacrificar o espaço para as pernas, a quantidade de bagagem, nossa dignidade e sanidade – mas poxa, até que vale a pena quando você se dá conta que o voo saiu mais barato que o táxi do aeroporto até o seu hostel.
2. Ontem: ansiedade pré-revelação das fotos
Hoje: viva a cultura do iPhone!
Filme queimado, dedão sujando a lente, reflexo do sol, engraçadinhos aparecendo atrás da gente nas fotos, ângulos mal selecionados. Esses eram apenas alguns dos motivos de frustração antes do advento dos smartphones e das câmeras digitais. Não mais: a opção de deletar cliques ruins está a apenas um botão de distância. Ainda bem!
3. Ontem: a tensão das caronas
Hoje: carona? Que carona?
As caronas eram, na verdade, muito mais uma experiência esquisita do que um problema. Sim, ouvimos histórias de nossos pais viajando sozinhos de carona nos 1960. Mas isso n]ao nos empolga de fazer o mesmo. Hoje em dia, a maioria de nós não confiaria no carro de estranhos – como o principal meio de viagem, então, nem se fala.
4. Ontem: não saber se o hostel era decente
Hoje: reserva pela internet
No passado, você jamais poderia saber se o lugar que tinha escolhido para se hospedar era bom ou não. Fosse porque a única dica da moça do quiosque de informações turísticas te levaria a um Holiday Inn nas áreas mais distantes da cidade; fosse porque o cara que você encontrou na estação de trem te ofereceu um quarto de hóspedes a preço de banana – mas você encontrou uma pia com uma cama ao lado, bem menos glamuroso do que o prometido.
Tudo começou a mudar já nos anos 1990, com a popularização dos cybercafés e sites de hostels como o Hostelworld. Nada como poder escolher onde ficar ao invés de se contentar com a única opção à mão, na última hora. Hoje, dá para usar o Hostelworld para checar críticas de outros usuários e reservar hostels incríveis com antecedência – o jeito mais fácil e mais legal de não se estressar (e pagar pouco) com hospedagem.
Dica: para escolher o hostel perfeito para a sua viagem, não deixe de baixar grátis o aplicativo Hostelworld para celular e tablet. São mais de 30.000 propriedades em 180 países, com fotos, descrições e preços a um clique de reservar. Disponível para iPhone, Android e iPad.
5. Ontem: escravos dos guias impressos de 4kg
Hoje: pesquisa online e apps
No passado, planejar um mochilão, por exemplo, pelo sudeste asiático significava pegar emprestado um guia do tamanho de um tijolo e marcar os lugares a visitar com aqueles pedacinhos de papel na ponta das páginas.
Uma vez na Ásia, você se daria conta do quão desatualizado o guia estava: metade dos lugares já não existia mais e a metade que permanecia aberta custava bem mais caro do que você imaginava. Para piorar, os mapas não tinham o nome de ruas secundárias (só das principais), deixando o viajante bem desorientado. Hoje, nada disso te aporrinha mais. Viva as recomendações por Twitter, os blogs, os e-books, o WiFi grátis e o Google Maps.
6. Ontem: a obrigatoriedade dos cartões-postais
Hoje: todas as redes sociais do mundo
Nos dias em que e-mail não existia, mães agradeciam a Deus por serem informadas de que seus filhos aventureiros estavam vivos (e em segurança) seja recebendo ligações a cobrar (caríssimas), seja recebendo cartões postais (com uma semana de atraso). Esse era o ritual dos mochileiros a cada cidade visitada – mas claro que eles só se lembravam de fazê-lo na última hora, deixando as mães com cartões postais toscos comprados em lojas de gosto duvidoso.
Felizmente, hoje ela pode seguir todos os seus passos via Facebook/WhatsApp/Snapchat e mandar mensagens a cada hora – agora diga lá, é melhor assim?
7. Ontem: a luta por espaço na bagagem
Hoje: a salvação dos gadgets multifuncionais
Era sempre aquela dúvida cruel: aproveitar o último espaço livre da mala com o mais recente livro de Game of Thrones ou com doses extra de remédios? Hoje, basta pegar o seu Kindle/iPad para carregar o equivalente a uma biblioteca inteira (ocupando bem menos espaço que um único livro) e ainda sobra espaço para os medicamentos que podem salvar a sua vida.
Se você ainda levar o seu smartphone, pode ter por perto músicas, fotos, e-mail e sites favoritos. Minha dica para as próximas viagens? Use aquele espaço livre na mala para carregar baterias a mais para tantos eletrônicos.
Conte pra gente nos comentários abaixo se você prefere mochilar nos dias de hoje ou se sente falta e alguma coisa das antigas.
Obrigado a vagabondquest.com pela foto bacana, e para Bill Frazzetto, Horia Varlan, soundfromwayout, tara hunt, Andy Wright, Ken_Mayer e Heather Dowd pelas imagens do Flickr (com Creative Commons).







Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.