Saindo dos circuitos turísticos tradicionais no Sudeste Asiático
No mais recente de uma série de artigos escritos por Matt Kepnes, do NomadicMatt.com, Matt nos fala sobre os diferentes lugares que você pode visitar no Sudeste Asiático e que ainda não foram tomados pelo turismo de massa. Lá, você pode até encontrar uma praia só para você. Para ficar por dentro das novidades do Matt, você pode segui-lo no Twitter e curtir a página dele no Facebook.
No Sudeste Asiático, você encontrará uma rota turística bastante frequentada, com muitas coisas para fazer, lugares para conhecer e festas para curtir. Desde que os hippies passaram por aqui pela primeira vez na década de 1970, o Sudeste Asiático tem sido uma meca tanto para viajantes com orçamento apertado quanto para mochileiros. Com seu clima quente, boa comida, praias deslumbrantes e preços relativamente baixos, há um motivo para o lugar ter permanecido um destino turístico incontornável por mais de 40 anos.
Mas a maioria dos viajantes se limita aos roteiros tradicionais, sem nunca sair para explorar os locais mais tranquilos, emocionantes e exóticos do Sudeste Asiático. Se você realmente quer fugir das multidões e conhecer a cultura local, aqui vão algumas dicas sobre o Sudeste Asiático para tirar você dos roteiros mais batidos.
Dicas sobre o Sudeste Asiático
Relaxe em Kep, no Camboja
Essa tranquila cidade colonial francesa é uma ótima alternativa a Sihanoukville, a agitada capital da festa do Camboja. As praias de Kep são igualmente bonitas, mas você não encontrará tantas pessoas por lá. Você pode chegar a Kep fazendo um desvio por Kampot, em vez de ir direto para Sihanoukville. Essa cidade tranquila recebe menos turistas e é, em geral, “mais cambojana” do que Sihanoukville. Não deixe de reservar um tempo para visitar a vizinha Ilha do Coelho, um paraíso praticamente deserto.
Visite um parque nacional no Vietnã
A maioria das pessoas viaja para o Vietnã e faz os passeios naturais típicos pela Baía de Halong, Sapa e o Delta do Mekong. No entanto, o Vietnã possui uma infinidade de parques nacionais que permitem a cada viajante ver o que, na minha opinião, é a melhor parte do país: sua beleza natural. A maioria dos parques passa despercebida pelos turistas, que se limitam aos destinos mais populares. Eles oferecem paisagens gratificantes, trilhas excelentes, joias escondidas e um pouco de tranquilidade longe das multidões.
Pegue o trem pelo centro da Tailândia
Muito poucos viajantes pegam o trem diurno que atravessa o centro da Tailândia. Em vez disso, optam pelo trem noturno entre Chiang Mai e Bangcoc e, embora isso economize tempo, você acaba perdendo grande parte da beleza natural do entorno. Pegue o trem pelo interior, parando nas três capitais históricas da Tailândia – Sukhothai, Ayutthaya e Lopburi. No trem, aprecie a selva enquanto passa voando por ela e saboreie a deliciosa e barata comida tailandesa vendida entre as paradas.
Pedale pelo Delta do Mekong, no Vietnã
A região plana do Delta do Mekong é perfeita para passeios de bicicleta de vários dias (ou de um único dia). Você pode sair de Ho Chi Minh e pedalar até a fronteira com o Camboja. Várias empresas oferecem passeios de bicicleta, mas se você se sentir mais à vontade na bicicleta, recomendo ir por conta própria. Você pode seguir no seu próprio ritmo e explorar o que quiser. Posso não ser um grande fã do Vietnã, mas adorei pedalar pelo delta.
Visite o Nordeste da Tailândia
Às vezes chamada de Isaan, essa região é composta principalmente por arrozais e cidades empoeiradas. A maioria das pessoas aqui não fala inglês e há poucas atrações importantes. As estradas raramente são pavimentadas, as cidades oferecem poucos serviços e você não encontrará hotéis de luxo por aqui, mas se realmente quiser conhecer a vida na Tailândia fora das grandes cidades, é aqui que você precisa ir. É um vislumbre da cultura tailandesa que poucas pessoas se dão ao trabalho de conhecer.
Descubra uma ilha tailandesa qualquer
Ko Phi Phi, Koh Samui, Phuket, Ko Chang, Ko Tao — você já ouviu falar desses nomes. Todas são ilhas incríveis — mas também estão entre as mais movimentadas da Tailândia. É difícil encontrar praias isoladas por lá. Você pode encontrá-las, mas apenas por um breve momento. Se você realmente quer paz e tranquilidade, encontre uma ilha qualquer. O paraíso das praias está por aí, basta procurar um pouco para descobri-lo. Mas é isso que significa sair da rota tradicional. Algumas boas recomendações são: Koh Jum, Koh Ravi, Koh Maak, Koh Taratao.
Passeie pelo sul do Laos
A maioria das pessoas tende a passar direto pelo Laos, visitando apenas os principais destinos a caminho do Vietnã ou antes de voltar para a Tailândia. Elas conhecem Vang Vieng, Vientiane, Luang Prabang — os principais pontos turísticos. Não há muito o que fazer no Laos e a estrada é bem acidentada, então a maioria das pessoas acaba deixando de lado a parte realmente empolgante — o sul. O Laos é uma terra acidentada, mas o sul é ainda mais acidentado. Não perca a chance de conhecer essa região, especialmente o incrível Si Phan Don, um grande delta fluvial com mais de 4.000 ilhas para explorar.
Deixe Bali e as ilhas Gili para trás na Indonésia
A maioria dos viajantes vai à Indonésia e visita Bali antes de seguir para as ilhas Gili para se divertir e praticar mergulho. Mas a Indonésia tem muito mais a oferecer além desses lugares. Vá para as ilhas de Lombok e Flores e evite a maior parte das multidões na Indonésia. Sulawesi e Sumatra também ficam bem fora do circuito turístico e oferecem uma visão muito melhor da diversidade da sociedade indonésia do que a famosa Praia de Kuta!
O Sudeste Asiático abrange uma vasta região do mundo, mas os viajantes tendem a se limitar a apenas alguns locais, deixando inúmeras oportunidades para você deixar as multidões para trás, sair da rota turística e ver algo verdadeiramente único. A Full Moon Party sempre estará lá. Angkor Wat estará lá. A Khao San Road está cheia de mochileiros há 40 anos. Saia dos roteiros batidos e tenha experiências mais marcantes!
Fotos cortesia de Phil Blackburn, Lars Olsen e omefrans. Todas as imagens utilizadas sob a licença Creative Commons.

