Eis a tua lista pessoal de joias escondidas em Roma

Roma pode ser a Cidade Eterna das atrações turísticas de grande sucesso — o Coliseu, o Vaticano, a Fonte de Trevi —, mas se te aventurares fora dos circuitos turísticos, descobrirás uma magia mais autêntica. Vagar para além das multidões leva-te a jardins tranquilos, ruas peculiares de estilo Art Nouveau, ruínas antigas sem filas e bairros onde a «dolce vita» prospera sem filtros. Este guia leva-o numa viagem pelas joias escondidas de Roma – aqueles locais menos conhecidos que os habitantes locais adoram e que os mochileiros se orgulham de ter descoberto. Desde uma vista secreta da Basílica de São Pedro através do buraco da fechadura até um paraíso da arte urbana longe de qualquer visita guiada a museus, vamos descobrir recantos únicos de Roma que revelam a alma da cidade.

Cada joia escondida da sua lista pessoal de desejos vem acompanhada de dicas sobre como encontrá-la, o que fazer lá e até onde comer nas proximidades – tudo isto mantendo os custos acessíveis (muitas destas opções são gratuitas ou custam apenas alguns euros). Quer sejas um viajante a solo em busca do ambiente local ou um grupo de amigos em busca de aventura com um orçamento limitado, estes segredos romanos irão enriquecer a tua viagem com experiências inesquecíveis. Leva contigo a tua curiosidade (e sapatos confortáveis para caminhar) e prepara-te para descobrir os melhores tesouros pouco conhecidos de Roma!

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Colina do Aventino – Vistas do pôr-do-sol e um buraco de fechadura secreto

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Foto de Casey Lovegrove no Unsplash

No tranquilo Monte Aventino, a um mundo de distância da agitação da cidade, encontrará dois dos segredos mais encantadores de Roma, lado a lado. O Giardino degli Aranci (Jardim das Laranjeiras) é um pequeno parque no topo de uma falésia, repleto de laranjeiras perfumadas e ruínas históricas de um forte. Venha até aqui ao pôr-do-sol para desfrutar de uma vista panorâmica que se estende pelas cúpulas e telhados de Roma até à Basílica de São Pedro — é um dos locais preferidos dos habitantes locais que procuram uma vista tranquila e romântica. A poucos passos de distância encontra-se o «Buraco da Chave» dos Cavaleiros de Malta, uma porta verde sem identificação com um minúsculo buraco de chave que emoldura na perfeição a cúpula de São Pedro ao longe. Espreitar por ali é como descobrir um postal na vida real; é uma surpresa deliciosamente peculiar que a maioria dos visitantes ignora por completo. Alguns passos mais adiante, pode visitar a antiga Basílica de Santa Sabina e o seu pátio tranquilo, que contribuem para o encanto sereno do Aventino. Esta zona no topo da colina exala uma atmosfera calma e exclusiva (algumas embaixadas e um mosteiro encontram-se aqui), fazendo-o sentir que descobriu uma Roma que só os conhecedores conhecem.

Como chegar

  • De metro: Apanhe a linha B até à estação Circo Massimo. A partir daí, são 10 minutos a pé, subindo a Via di Santa Sabina, até à entrada do jardim.

  • De autocarro: as linhas 81 ou 160 deixam-no perto da base do Aventino (paragem Parco Savello ou Santa Prisca), a uma curta caminhada do Jardim das Laranjeiras.

  • A pé: Se estiver a explorar o centro histórico, pode dar um passeio a partir da zona do Coliseu, atravessando o Circo Máximo, para chegar ao Monte Aventino. É uma subida um pouco íngreme, mas com vistas muito bonitas.

Dica local

O momento certo é tudo no Monte Aventino. O pôr-do-sol é mágico no Jardim das Laranjeiras – poderá ver a luz dourada sobre a cúpula da Basílica de São Pedro e talvez até ouvir os sinos das igrejas ao longe. O jardim é gratuito e fica aberto até ao fim da tarde (por volta do pôr-do-sol). Não há cafés por aqui, por isso considere trazer um lanche ou um gelato. Para comer qualquer coisa depois, desça até Testaccio (o bairro vizinho), onde os romanos costumam jantar fora. O mercado de Testaccio (de manhã até ao início da tarde) oferece comida de rua, como o trapizzino (bolinhos de pizza recheados), e o gelato clássico na Giolitti. À noite, as trattorias de Testaccio (como o Flavio al Velavevodetto, construído junto à antiga colina de cerâmica do Monte Testaccio) servem pratos romanos autênticos a preços locais – a recompensa perfeita após a sua aventura no Aventino.

Quartiere Coppedè – Um recanto de conto de fadas da Roma Art Nouveau

Crédito fotográfico: Turismo Roma

Escondido numa zona residencial do bairro de Trieste, em Roma, o Quartiere Coppedè dá a sensação de entrar no cenário de um filme de fantasia – na verdade, é um dos segredos arquitetónicos mais bem guardados de Roma. Projetado pelo arquiteto Gino Coppedè nas décadas de 1910 e 1920, este pequeno bairro é uma mistura caprichosa de influências Art Nouveau, barrocas e góticas medievais. Ao entrar por um arco ornamentado na Via Dora, é recebido por um enorme lustre de ferro forjado suspenso entre dois edifícios. Mais adiante, edifícios excêntricos alinham-se na pequena praça: procure a Fonte das Rãs (Fontana delle Rane), onde, segundo a lenda, os Beatles deram um mergulho improvisado após um concerto nas proximidades! Todos os edifícios em Coppedè exibem detalhes imaginativos – fachadas em mosaico, afrescos, arcadas e esculturas mitológicas. Uma villa parece um castelo de contos de fadas, outra tem uma fachada com padrões florais e varandas caprichosas. As ruas tranquilas da zona são residenciais, pelo que provavelmente as terá quase só para si, livre para admirar a arquitetura surreal. Os fotógrafos vão adorar especialmente o quão onírico e colorido este bairro é – é ouro para o Instagram que a maioria dos viajantes em Roma ignora completamente.

Como chegar

  • De elétrico: Apanhe o elétrico n.º 3 ou n.º 19 até à Piazza Buenos Aires (também conhecida como Piazza Regina Margherita). A entrada em arco do Quartiere Coppedè fica a apenas 2 minutos a pé da praça, na Via Dora e na Via Tagliamento.

  • De metro/autocarro: A estação de metro mais próxima é a Policlinico (Linha B), a cerca de 15 minutos a pé. Vários autocarros (como o 63 ou o 83) também param na Piazza Buenos Aires ou na Via Tagliamento.

  • A pé/de bicicleta: A partir da Villa Borghese ou da zona da Via Veneto, é um agradável passeio de 20 a 30 minutos a pé em direção norte até ao bairro residencial. Andar de bicicleta é outra boa opção, uma vez que a zona tem menos trânsito do que o centro de Roma.

Dica local

Aqui não há bilhetes nem visitas guiadas oficiais – o objetivo é passear sem rumo, por isso aproveite para explorar cada edifício ornamentado (a Via Brenta e a Via Olona têm algumas das fachadas mais fotogénicas). Os dias de semana são particularmente tranquilos, se quiser ter o local quase inteiramente só para si. Lembre-se de que esta é uma zona residencial: seja respeitoso e evite fazer barulho, especialmente de manhã cedo ou à noite. Para um lanche revigorante nas proximidades, dirija-se à Pasticceria Andreotti, no Viale Regina Margherita, para tomar um café e comer um doce (é um local muito apreciado pelos habitantes locais, mesmo à saída de Coppedè). Se estiver de visita por volta da hora do almoço, pode aventurar-se por alguns quarteirões até ao Mercato Trieste (mercado coberto), na Via Chiana, para provar queijo e prosciutto locais – um autêntico pedaço da Roma quotidiana que combina na perfeição com a sua excursão pouco convencional a Coppedè.

Via Appia Antica – Estrada antiga para ruínas e catacumbas

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Foto de Jan Ledermann no Unsplash

Percorrer a Via Ápia Antiga (Via Appia Antica) a pé ou de bicicleta é como viajar 2 000 anos no tempo, embora fique a apenas algumas milhas do centro da cidade. Esta antiga estrada romana ligava outrora a capital a Brindisi e mais além, e os seus primeiros troços fazem agora parte de um parque regional repleto de ruínas, túmulos e catacumbas a céu aberto. Pinheiros-de-guarda gigantes alinham-se ao longo do caminho de calçada onde outrora circulavam as carruagens – é possível ver, literalmente, os sulcos deixados pelas rodas em algumas pedras originais. Comece no Centro de Visitantes da Appia Antica (alugue uma bicicleta, se quiser) e passe pelas ruínas dos Banhos de Caracalla, pelo impressionante portão da Porta San Sebastiano e siga pela antiga estrada ladeada por mausoléus em ruínas e campos agrícolas. Entre as principais paragens contam-se as Catacumbas de São Calisto e São Sebastião, onde os primeiros cristãos escavaram cemitérios subterrâneos (as visitas guiadas levam-no por criptas misteriosas e fascinantes, decoradas com frescos). Mais adiante, encontram-se o Circo de Maxêncio (ruínas de um antigo estádio) e o imponente Mausoléu de Cecília Metela, um túmulo semelhante a um castelo do século I a.C. Apesar da riqueza histórica do local, a Via Ápia recebe relativamente poucos turistas — poderá partilhar o caminho com alguns ciclistas, um rebanho de ovelhas errante e um ou outro arqueólogo. É uma escapadela revigorante à antiguidade e à natureza, que oferece um vislumbre da zona rural de Roma dentro dos limites da cidade.

Como chegar

  • De autocarro: A partir do centro de Roma, apanhe o autocarro 118 (por exemplo, na zona do Coliseu ou do Circo Máximo) e saia na paragem Appia Antica/Domine Quo Vadis. Esta paragem fica perto do início do parque; o Centro de Visitantes (na Via Appia Antica 58/60) fica a uma curta caminhada daí. O autocarro 118 continua ao longo da Via Ápia, com paragens perto das catacumbas e de outros locais, caso queira seguir mais adiante.

  • De metro e autocarro: Apanhe a linha A do metro até Colli Albani ou Arco di Travertino e, em seguida, mude para o autocarro 660, que vai até às Catacumbas de São Calisto na Via Ápia.

  • De bicicleta: Considere alugar uma bicicleta no Centro de Visitantes da Appia Antica ou numa das lojas de aluguer na Via Appia Antica 42. Andar de bicicleta é uma das melhores formas de percorrer uma área maior e chegar às ruínas mais distantes (mas prepare-se para alguns paralelepípedos antigos e irregulares!). Os capacetes e os cadeados para bicicletas são fornecidos com o aluguer.

Onde comer nas proximidades

Explorar a Via Ápia pode abrir o apetite – mas tenha em conta que se trata de uma área de parque protegida, com opções de restauração muito limitadas no interior. A melhor opção é levar um piquenique. Pode comprar panini, fruta e água numa charcutaria ou num supermercado em Roma antes de sair. Há um pequeno café (Appia Antica Caffè) perto do centro de visitantes/aluguer de bicicletas que oferece sanduíches, saladas e bebidas num ambiente ajardinado – uma paragem prática para almoçar antes ou depois de caminhar até às catacumbas. Se continuar a descer pela Via Ápia, irá encontrar-se principalmente em zonas rurais, por isso leve água suficiente. Para uma refeição substancial após a sua excursão, regresse ao bairro de Appio ou à zona de Garbatella/Ostiense: lá encontrará trattorias e pizzarias locais em abundância. Por exemplo, a Hostaria Antica Roma (na Via Appia Antica, perto do início do parque) está, na verdade, situada num local onde outrora existiam túmulos e serve refeições tradicionais – um pouco dispendioso, mas uma experiência gastronómica única na Via Ápia.

Cimitero Acattolico e Pirâmide de Céstio – Paz, Poesia e uma Pirâmide

Crédito da foto: Turismo Roma

No animado bairro de Testaccio/Ostiense, um oásis de tranquilidade esconde-se por trás de muros altos: o Cemitério Não-Católico de Roma (Cimitero Acattolico), frequentemente chamado de Cemitério Protestante. Este cemitério ajardinado e exuberante é o local de descanso final dos poetas românticos John Keats e Percy Bysshe Shelley, entre outros artistas, escritores e expatriados. Ao passear pelos seus caminhos de cascalho, à sombra dos ciprestes, encontrará belas lápides e epitáfios em várias línguas – é um local melancólico, mas profundamente tranquilo. Os gatos dormitam sobre túmulos de mármore quente (existe até uma colónia de gatos bem cuidada no local). Um túmulo marcante a não perder é o anjo chorão da poetisa italiana Emelyn Story, que se tornou uma imagem icónica da tristeza silenciosa do cemitério. Mesmo ao lado, é impossível não reparar na Pirâmide de Céstio — uma verdadeira pirâmide de estilo egípcio com quase 2 000 anos. Esta pirâmide de 36 metros de altura foi o túmulo de um magistrado romano (Gaius Cestius) por volta de 12 a.C., agora aparentemente colocada no meio de Roma. É um dos monumentos antigos mais peculiares da cidade e que muitos visitantes nunca vêem de perto. A justaposição de uma pirâmide ao lado de túmulos centenários de poetas europeus, tudo sob o olhar das antigas muralhas de Roma, faz com que este recanto da cidade pareça encantadoramente fora do tempo.

Como chegar lá

  • De metro: Apanhe a linha B até à estação Piramide — cujo nome deriva da pirâmide, que fica mesmo à saída da estação. A entrada do cemitério fica ao virar da esquina (Via Caio Cestio, 6), a cerca de 5 minutos a pé do metro.

  • De autocarro: Vários autocarros param em Piramide/Ostiense ou Marmorata (por exemplo, as linhas 23, 715 e 716). A partir daí, são apenas alguns minutos a pé.

  • A pé: Se estiver em Testaccio ou Trastevere, pode ir a pé até ao local. A partir da praça central de Testaccio, são cerca de 10 minutos pela Via Marmorata em direção à pirâmide.

Onde comer nas proximidades

Depois de absorver a atmosfera contemplativa, pode regressar à Roma do dia-a-dia assim que sair pelos portões. O bairro vizinho de Testaccio é um dos pontos de referência gastronómicos de Roma. Para uma refeição rápida, passe pelo Trapizzino na Via Giovanni Branca – é famoso pelos seus pãezinhos triangulares, semelhantes a pitas, recheados com pratos romanos favoritos, como beringela à parmegiana ou rabo de boi estufado (barato, delicioso e fácil de comer com as mãos). Se estiver de visita por volta do meio-dia, o Mercado de Testaccio (Mercato Testaccio), na Via Galvani, é imperdível para os amantes da gastronomia — dezenas de bancas vendem de tudo, desde pizza al taglio a massa fresca e gelato artesanal (experimente um supplì — bolinho de arroz frito — na Casa Manco, dentro do mercado). Para uma refeição sentada, Testaccio oferece trattorias clássicas como a Felice a Testaccio (para um cacio e pepe de deixar qualquer um de boca aberta) ou o Flavio al Velavevodetto, onde se janta literalmente de frente para um monte de fragmentos de ânforas antigas. À noite, a zona perto de Piramide e Ostiense ganha vida com bares da moda e pubs de cerveja artesanal, pelo que é também um ótimo local para ficar por lá depois do anoitecer e brindar ao seu dia de descobertas escondidas.

Garbatella – Ambiente de aldeia na grande cidade

Foto de Gabriella Clare Marino no Unsplash

Com as suas casinhas cobertas de hera, pátios comuns e arquitetura caprichosa, Garbatella parece uma pequena cidade saída de um livro de contos, aninhada no meio da expansão urbana de Roma. Fundada na década de 1920 como um projeto de habitação social do tipo «cidade-jardim», Garbatella evoluiu para um encantador bairro da classe trabalhadora, muito apreciado pelos habitantes locais (e cenário de muitos filmes e séries de televisão italianos). Passeie pelas ruas tranquilas e sinuosas e irá notar que cada quarteirão, ou «lotto», tem um design único — desde fachadas de estilo barroco a motivos rústicos de quinta —, tudo construído em torno de jardins centrais exuberantes onde os vizinhos conversam e a roupa seca ao sol. Não perca as escadarias e os arcados que conduzem a estes pátios escondidos; são como jardins secretos abertos a todos. No coração de Garbatella encontra-se a Piazza Brin, o núcleo original com uma fonte pitoresca, e nas proximidades o Teatro Palladium, uma joia Art Déco da década de 1930. Diz-se que o nome do bairro deriva de uma hospedeira bondosa (uma «garbata ostella») ou talvez do vinho local «garba». Seja como for, manteve um ambiente comunitário e à moda antiga. Ao explorar o bairro, poderá deparar-se com murais de arte urbana, Vespas vintage estacionadas junto a paredes coloridas e moradores a cuidar dos vasos de flores – um pedaço da autêntica vida romana que está a anos-luz dos centros turísticos. Garbatella convida-o a abrandar o ritmo e a experimentar a «la dolce vita» ao ritmo do bairro.

Como chegar

  • De metro: Apanhe a linha B até à estação de Garbatella. Saia e caminhe cerca de 5 a 10 minutos pela Via Caffaro ou pela Via Magnaghi até à parte histórica de Garbatella (procure a zona da Piazza Brin e o arco característico que marca o Lotto 1).

  • De autocarro: autocarros como o 715, a partir da Piazza Venezia, ou o 716, a partir de Termini, levam-no até à Via delle Sette Chiese ou à Circonvallazione Ostiense, nos limites de Garbatella. A partir daí, passeie pelas ruas do interior (Via di Garbatella, Via delle Sette Chiese) para explorar a zona.

  • A pé/de bicicleta: Garbatella fica logo a sul da estação ferroviária de Ostiense – a cerca de 20 minutos a pé da zona da Pirâmide de Céstio. Também é possível ir de bicicleta a partir do centro, embora haja algumas subidas no bairro.

Onde comer nas proximidades

Garbatella é conhecida entre os romanos pelos seus fantásticos restaurantes autênticos – este é um ótimo local para saborear a clássica «cucina romana» sem as armadilhas para turistas. Para um almoço informal, experimente o Casetta Rossa, um café e restaurante gerido pela comunidade, situado num pequeno parque (literalmente, uma casinha vermelha), que serve pratos «da quinta para a mesa» e massas substanciais com ingredientes provenientes da zona rural do Lácio. É muito apreciado pelo seu ambiente acolhedor e pelas mesas ao ar livre sob os pinheiros – um verdadeiro tesouro gastronómico escondido. Se procura uma experiência tradicional de trattoria, o Al Ristoro degli Angeli, na Via Luigi Orlando, é um dos favoritos dos locais: com décadas de história, um serviço acolhedor e massas incríveis (o seu cacio e pepe é servido numa taça comestível de parmigiano, e o menu apresenta frequentemente receitas da infância do proprietário). Para um lanche rápido ou um aperitivo, o Bar Foschi, na Piazza Damiano Sauli, é uma instituição de Garbatella desde a década de 1950 — tome um café expresso à tarde ou um spritz à noite no seu pátio e observe a vida do bairro a passar. E se é um amante de vinhos, passe pela Enoteca La Mescita, na Via delle Sette Chiese, para provar vinhos italianos naturais num ambiente acolhedor. Basicamente, não há como errar ao comer em Garbatella – o calor da comunidade estende-se a todas as mesas.

Centrale Montemartini – Uma maravilha museológica de estilo industrial-chique

Foto Musei Crédito:Centrale Montemartini

Um museu de arte numa central elétrica? Só em Roma. A Centrale Montemartini é um dos museus mais interessantes e menos conhecidos da cidade, exibindo esculturas clássicas tendo como pano de fundo uma central elétrica do século XX. Instalado na restaurada Central Termoelétrica de Montemartini (construída em 1912 no bairro de Ostiense), este espaço foi reconvertido para acolher as peças que não cabem nos Museus Capitolinos – e o resultado é uma justaposição impressionante entre arte antiga e maquinaria industrial. Ao passear pela sala das turbinas, com o seu teto alto, verá estátuas de mármore imaculadas de deuses e heróis romanos dramaticamente dispostas entre gigantescos motores a diesel, turbinas a vapor e painéis de controlo Art Déco. O contraste entre o mármore branco e a maquinaria de ferro, entre a antiguidade e a modernidade, cria uma atmosfera que não encontrará em mais nenhum lugar. Entre as peças-chave contam-se mosaicos de banhos imperiais, estátuas funerárias e até vestígios de vilas luxuosas escavadas em Roma – tudo apresentado em secções temáticas com nomes inspirados nas antigas máquinas (Sala Colonne, Sala Macchine). O museu costuma ser tranquilo, dando-lhe espaço para apreciar cada artefacto de perto, e é permitido fotografar (imagine as fotos para o Instagram: Apolo erguendo-se majestosamente ao lado de uma turbina enferrujada!). Para os entusiastas de história e os amantes da arte, o Montemartini oferece uma abordagem refrescante à experiência típica de um museu – é um lembrete de que o património de Roma não se encontra apenas em fóruns e templos, mas também pode ser descoberto nos cenários mais inesperados.

Como chegar

  • De metro: Apanhe a linha B até à estação Piramide ou Garbatella. A Centrale Montemartini fica a cerca de 10 minutos a pé de qualquer uma delas (morada: Via Ostiense 106). A partir de Piramide, desça pela Via Ostiense afastando-se do centro da cidade; a partir de Garbatella, utilize a passagem superior para peões em direção a Ostiense e vire para a Via Ostiense.

  • De autocarro: As linhas de autocarro 23 e 769 têm paragens perto do museu (paragem Ostiense/Matteucci). O museu também fica muito perto da estação ferroviária de Roma Ostiense (útil se vier de outras partes de Itália ou do Aeroporto de Fiumicino de comboio).

  • De bicicleta/a pé: A partir da zona da Pirâmide/Cimitero Acattolico, é um passeio curto e agradável a pé ou de bicicleta até ao Montemartini. O bairro circundante de Ostiense tem ruas largas e algumas ciclovias.

Onde comer nas proximidades

Depois de alimentar a mente com arte e história, é hora de alimentar o estômago – e, felizmente, Ostiense é um bairro gastronómico em plena expansão. A apenas um ou dois quarteirões de Montemartini fica o Eataly Roma (acessível através de uma ponte aérea a partir da Estação de Ostiense), um gigantesco empório de comida italiana onde pode explorar iguarias regionais ou sentar-se para saborear desde pizza a massa e gelato. É uma opção prática e completa para o almoço. Se preferir algo mais acolhedor, a Osteria di Birra del Borgo, na Via Ostiense 135, é um moderno pub que serve cervejas artesanais (a Itália tem um grande movimento de cervejas artesanais) e pratos saborosos, como bruschette gourmet e almôndegas à romana – perfeito para uma refeição descontraída ou para passar o fim da tarde. Para os amantes de comida de rua, procurem o Trapizzino (sim, há outra filial nas proximidades, no Mercato Ostiense) ou a Pizza Ostiense para uma fatia rápida. E se tem um fraco por doces, a Pasticceria Andreotti (um pouco mais acima, na Via Ostiense, n.º 54) tem vindo a satisfazer os romanos desde 1931 com os seus bolos e pastéis – leve uns cannoli ou um tiramisu para levar. Em suma, o bairro de Ostiense, em torno do Montemartini, oferece inúmeras opções acessíveis e deliciosas, tornando fácil transformar a sua visita ao museu numa tarde completa de cultura e gastronomia romanas.

Basílica de São Clemente – História em camadas no subsolo

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Crédito da foto: Basílica de São Clemente

A poucos quarteirões do Coliseu encontra-se a Basílica de São Clemente, que, vista do exterior, pode parecer apenas mais uma igreja antiga – mas esconde uma extraordinária cápsula do tempo debaixo do seu pavimento. São Clemente é uma maravilha arqueológica em três camadas: uma basílica do século XII construída sobre uma igreja do século IV, que, por sua vez, foi erguida sobre uma villa romana do século I e um templo mitraico. Visitar este local é como descascar as camadas da história de Roma. Comece no presente (bem, na época medieval) admirando os magníficos mosaicos bizantinos da basílica na abside — ouro cintilante e cenas bíblicas vívidas — e as suas paredes decoradas com afrescos. Depois, desça ao subsolo (mediante uma pequena taxa) até à basílica do século IV: caminhará por salões pouco iluminados onde os primeiros cristãos outrora rezavam; os afrescos desbotados nas paredes incluem um dos primeiros textos conhecidos em latim vulgar (completo com um balão de diálogo cómico a repreender um servo preguiçoso!). Mais abaixo ainda, uns degraus conduzem ao nível romano antigo – irá passear por um corredor de uma mansão da era imperial, ouvir a água a correr num ribeiro subterrâneo que ainda flui e, finalmente, encontrar-se no misterioso Templo de Mitra. Este templo de culto pagão possui um altar onde os seguidores do mitraísmo (uma religião secreta na época romana) realizavam rituais. O clima lá em baixo é fresco, húmido e um pouco sinistro — é mesmo como entrar no submundo de Roma. San Clemente oferece uma viagem inigualável através do tempo, tudo num único local, e raramente está lotado, o que o torna uma joia para os entusiastas da história.

Como chegar

  • De metro: apanhe a linha B até à estação Colosseo. A partir do Coliseu, são cerca de 8 minutos a pé: siga para leste pela Via di San Giovanni in Laterano (a rua junto ao Coliseu, repleta de restaurantes) e, em seguida, vire à direita na Via di San Giovanni Decollato, que se transforma na Via San Clemente. A entrada da basílica fica na Piazza di San Clemente.

  • De autocarro/elétrico: A zona é bem servida por transportes públicos. Os elétricos n.º 3 ou 8 e autocarros como o 85 ou o 87 têm paragens perto do Coliseu/Colle Oppio. A partir daí, é uma curta caminhada até San Clemente.

  • A pé: Se já estiver nas proximidades do Coliseu ou do Fórum Romano, pode facilmente incluir San Clemente no seu passeio a pé pela zona – fica a cerca de 600 metros da saída do Coliseu.

Dica local

A entrada na igreja propriamente dita (piso térreo) é gratuita, mas as escavações subterrâneas têm uma taxa de entrada (cerca de 10 €). Vale absolutamente a pena para conhecer melhor a Roma antiga – reserve cerca de uma hora para explorar todos os níveis. Tenta visitar de manhã ou ao final da tarde, quando há poucos grupos de turistas; muitas vezes, podes dar por ti sozinho nas profundezas, o que intensifica a sensação de estar a viver uma aventura à Indiana Jones! Os níveis inferiores são frescos e um pouco húmidos, por isso traz um casaco leve ou um cachecol, mesmo em dias quentes. Depois de regressares à superfície desta aventura de viagem no tempo, talvez queiras algo para te dar energia – felizmente, estás na zona de Monti, um dos bairros mais badalados de Roma. Para um petisco rápido, caminhe alguns minutos até à Pasticceria Regoli (na Via dello Statuto) para provar o seu famoso maritozzo (pão doce recheado com creme) ou até à Gelateria Fatamorgana, em Monti, para saborear sabores criativos de gelato. Se estiver pronto para uma refeição, Monti tem opções fantásticas: a Trattoria Luzzi (muito perto de San Clemente) oferece massas romanas substanciais e a preços acessíveis, bem como pizza cozida em forno a lenha, adoradas tanto pelos locais como pelos viajantes com orçamento limitado. Saborear uma carbonara numa mesa ao ar livre do Luzzi depois de explorar templos antigos subterrâneos – isso sim é um dia perfeito em Roma, fora dos circuitos turísticos habituais.

Parco degli Acquedotti – Os antigos aquedutos de Roma ao ar livre

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Estendendo-se por uma vasta área verde na extremidade sudeste da cidade, o Parco degli Acquedotti é uma combinação deslumbrante entre a natureza e a engenharia antiga. Aqui, longe do caos urbano, encontrará arcos imponentes de aquedutos romanos a atravessarem prados, alguns quase intactos, tendo como pano de fundo as colinas dos Apeninos. Este parque faz parte da antiga região da Via Ápia, mas merece destaque próprio – contém as ruínas de, pelo menos, sete aquedutos que outrora abasteciam Roma com água. O mais fotogénico é o Aqua Claudia, com os seus arcos de tijolo de dois níveis a traçarem uma silhueta dramática sobre os campos (especialmente deslumbrante na hora dourada). Os habitantes locais vêm aqui para correr, andar de bicicleta ou fazer piqueniques debaixo dos aquedutos, conferindo ao parque um ambiente maravilhosamente descontraído. Poderá ver pastores a pastar ovelhas ou ouvir o som distante de uma partida de ténis (há campos desportivos nas redondezas — afinal, estamos em Itália). Ao contrário dos jardins bem cuidados da cidade, o Parco degli Acquedotti é mais selvagem e rústico — imagine ervas altas, flores silvestres e caminhos de terra batida que convidam a passear. É incrível estar debaixo destas estruturas antigas (algumas com mais de 1 800 anos) e refletir sobre como transportavam água potável para os banhos e fontes de Roma. Se precisar de uma pausa das multidões e dos museus, uma tarde descontraída aqui, entre ruínas antigas e a céu aberto, é o antídoto perfeito.

Como chegar

  • De metro: Apanhe a linha A até à estação Giulio Agricola ou Subaugusta. As entradas do parque ficam a cerca de 10 minutos a pé de qualquer uma das estações. A partir de Giulio Agricola, desça a Viale Giulio Agricola e vire na Via Lemonia, que conduz diretamente ao parque.

  • De autocarro: Os autocarros são menos diretos, mas linhas como a 654 (da zona de Cinecittà) param perto do parque. Se vier da zona da Via Appia Antica, pode apanhar o autocarro 118 ou 218 em direção às imediações do parque do aqueduto, embora ainda seja necessário caminhar um pouco.

  • De bicicleta: Para os mais aventureiros, é possível ir de bicicleta desde a cidade, passando pela Via Appia Nuova ou pela Via Tuscolana, até ao parque. Também pode alugar uma bicicleta na Via Ápia e percorrer os trilhos que ligam os parques para chegar aos aquedutos.

Dica local

O Parco degli Acquedotti é um parque público sem vedação, aberto 24 horas por dia, 7 dias por semana, mas é melhor visitá-lo durante o dia (o nascer ou o pôr do sol são especialmente lindos para fotografar). Nãoinstalações nem cafés dentro do parque, por isso traga água, protetor solar e lanches se pretender ficar por lá algum tempo. O parque é, em geral, seguro e frequentado por habitantes locais, mas é vasto – mantenha-se nos caminhos visíveis, especialmente se estiver sozinho, e tenha cuidado com o terreno irregular perto das ruínas. Uma ótima ideia é preparar um piquenique – compre pizza al taglio fresca e fruta numa padaria ou mercado perto da estação de metro Giulio Agricola, pelo caminho. Encontre um local agradável na relva com vista para os arcos do aqueduto e desfrute de um piquenique tranquilo como um verdadeiro romano (que outrora teria feito piqueniques fora das muralhas da cidade, precisamente nestes campos!). Por fim, se lhe apetecer explorar mais, este parque está ligado a outras áreas verdes – pode, na verdade, caminhar ou andar de bicicleta até à Via Ápia a partir daqui. Caso contrário, basta saborear a tranquilidade e a paisagem épica que parece uma cena saída diretamente de uma pintura clássica.

Arte urbana de Tor Marancia – Uma galeria urbana ao ar livre

Foto de Sean Deponti no Unsplash

Acha que Roma se resume a afrescos antigos e pinturas renascentistas? Pense de novo – no subúrbio de Tor Marancia, a cerca de 20 minutos do centro da cidade, um quarteirão inteiro de habitação social foi transformado numa vibrante galeria de arte de rua. O projeto, denominado «Big City Life», convidou artistas de rua internacionais, em 2015, para pintar murais em grande escala nas fachadas de 11 blocos de apartamentos. O resultado é uma surpresa colorida num bairro da classe trabalhadora que a maioria dos turistas nunca descobre. Passeie pelo pátio do Lotto 1 de Tor Marancia (na Via di Tor Marancia, n.º 63) e será recebido por obras de arte enormes e de tirar o fôlego, com até 10 andares de altura. Aí está a famosa obra «Il Bambino Redentore» — uma criança gigante a soprar bolas de sabão, cada uma contendo um pedaço da história do bairro. Outra fachada mostra uma floresta fantástica de animais e plantas exóticas, intitulada «Dream» (da autoria da artista japonesa Gaia). Cada mural conta uma história ou presta homenagem à comunidade – desde padrões abstratos a retratos de residentes locais. Ao passear entre eles, é provável que encontre crianças a jogar futebol, vizinhos a conversar nos bancos e uma comunidade acolhedora, orgulhosa do seu museu ao ar livre. O contraste entre os monótonos blocos de apartamentos originais da década de 1950 e as suas novas fachadas artísticas é impressionante – a arte urbana de Tor Marancia não é apenas digna do Instagram, mas também um exemplo comovente de regeneração urbana. É uma oportunidade de ver a cultura romana contemporânea num ambiente cru e autêntico, para além das vistas de cartão postal.

Como chegar

  • De autocarro: Apanhe o autocarro 160 ou 30 a partir do centro da cidade (por exemplo, da Piazza Venezia ou perto do Coliseu) até à paragem Tor Marancia/Arcadia, na Via di Tor Marancia. Os edifícios cobertos de murais ficam mesmo ao virar da esquina, na Via di Tor Marancia, n.º 63 (Lotto 1). A viagem de autocarro demora cerca de 20 a 30 minutos a partir do centro de Roma.

  • De metro e autocarro: Em alternativa, apanhe a linha B do metro até à Basílica de São Paulo e, em seguida, apanhe o autocarro 766 ou 792 para uma curta viagem até Tor Marancia (saia na paragem Tor Marancia/Arcadia).

  • De táxi/carro: Uma viagem de táxi a partir do centro histórico demora entre 15 e 20 minutos. Se for de carro, há estacionamento gratuito na rua na zona.

Onde comer nas proximidades

Tor Marancia é um bairro residencial, por isso não encontrará cafés da moda em cada esquina – mas isso faz parte do charme local. Se quiser comer algo nas proximidades, procure pequenos estabelecimentos familiares. Por exemplo, a Pizzeria da Walter, na Via di Tor Marancia, n.º 108, é uma pizzaria local com boas críticas, onde pode saborear a clássica pizza romana de massa fina ou comprar supplì para levar. A uma curta caminhada de distância, o Bar Zia Rosetta (Via Villa di Lucina) oferece sanduíches e café expresso – uma experiência simples num bar romano. Como não está longe das zonas de Garbatella e Ostiense, também pode planear comer por lá, seja antes ou depois do seu passeio pela arte urbana. Garbatella tem aquelas trattorias que mencionámos anteriormente (como o Ristoro degli Angeli), e o Eataly ou a Osteria di Birra del Borgo, em Ostiense, podem ser a escolha ideal se desejar mais opções. Outra ideia: combina a tua viagem com uma visita à Basílica de São Paulo Fora dos Muros (um ponto turístico importante a apenas uma paragem de metro) e vai aos bares cheios de estudantes na zona de San Paolo para um aperitivo. Seja como for, certifique-se de que se mantém hidratado durante as visitas de verão – leve água consigo enquanto explora os murais, uma vez que a sombra pode ser escassa no pátio.

Ostia Antica – Uma viagem no tempo ao porto da Roma Antiga

Foto de Evgeniy Markov no Unsplash

Está bem, tecnicamente, este local fica mesmo nos arredores de Roma, mas é uma joia tão escondida que temos de o incluir – especialmente se tiver um dia extra. Ostia Antica é uma cidade antiga incrivelmente bem preservada que outrora serviu de porto movimentado de Roma e que hoje é frequentemente apelidada de «Pompéia menos lotada». Passeie por este extenso parque arqueológico e percorrerá ruas romanas autênticas, ladeadas por ruínas de apartamentos, termas, templos, armazéns e lojas – é a vida quotidiana da Antiguidade congelada no tempo. Pode entrar numa antiga taberna (com direito a balcão de mármore), sentar-se no pequeno anfiteatro onde os habitantes assistiam a peças de teatro e admirar os magníficos pavimentos em mosaico (como o famoso mosaico de Neptuno e Anfitrite nas Termas de Neptuno). Ao contrário do Fórum de Roma, aqui pode realmente passear à vontade: suba os degraus do templo do Capitólio para desfrutar de uma vista sobre o local, ou entre nas sombras das antigas insulae (blocos de apartamentos de vários andares), imaginando a agitação dos comerciantes e marinheiros que outrora enchiam estas ruas. O local está rodeado de vegetação e é frequentemente maravilhosamente tranquilo, com muito menos visitantes do que as ruínas do centro de Roma — é possível ouvir o chilrear dos pássaros e o sopro do vento nos pinheiros mais do que as vozes dos guias turísticos. Há também um pequeno museu agradável que exibe estátuas e achados do local. Ostia Antica oferece aquela emoção rara de descobrir algo monumental, mas fora do radar turístico, e, como bónus, fica perto da costa — uma viagem até aqui pode até incluir uma visita à praia a seguir.

Como chegar

  • De comboio: Apanhe a linha de comboio suburbano Roma-Lido (muitas vezes indicada como Linha de Metro «Lido» nos mapas) na estação de Porta San Paolo (que fica ao lado da estação Piramide, da Linha B do metro). A viagem demora cerca de 30 minutos e deve sair na estação de Ostia Antica. A partir daí, são apenas 5 minutos a pé pela ponte pedonal e em frente pela Via della Stazione di Ostia Antica até à entrada do sítio arqueológico. Os comboios circulam com frequência (a cada 15-30 minutos) e a viagem é coberta por um bilhete normal de metro (1,50 €).

  • De carro: São cerca de 30 a 40 minutos de carro a partir do centro de Roma pela Via del Mare ou pela Autostrada Roma-Fiumicino (A91) – há estacionamento disponível no local. No entanto, os transportes públicos são normalmente mais fáceis e permitem evitar o trânsito.

  • Em excursão: Em alternativa, algumas agências de viagens oferecem excursões de meio dia a Ostia Antica com guia, caso prefira que um especialista o acompanhe numa viagem pela história.

Dica local

Planeie passar pelo menos meio dia aqui – o local é grande (semelhante em tamanho a Pompeia) e vai querer explorá-lo a um ritmo tranquilo. Use calçado confortável, pois irá caminhar por estradas antigas irregulares e caminhos de terra batida. Há um café dentro do parque arqueológico, perto da entrada, que vende sanduíches, bebidas e gelato – útil para um almoço rápido, mas um pouco mais caro do que na cidade. Uma boa ideia é levar um piquenique (há mesas de piquenique debaixo das árvores mesmo à saída do portão principal, ou pode encontrar um local tranquilo entre as ruínas para se sentar – lembre-se apenas de levar o lixo consigo). Não se esqueça do protetor solar e de um chapéu no verão; a sombra pode ser escassa ao meio-dia. Se estiver a visitar nos meses mais quentes e tiver tempo depois de explorar Ostia Antica, considere apanhar o comboio apenas duas paragens mais à frente até Lido di Ostia, a cidade balnear vizinha de Roma, para desfrutar da brisa do mar ou do pôr-do-sol sobre o Mediterrâneo. Um passeio na praia pública gratuita ou uma cerveja gelada num quiosque à beira-mar é uma excelente forma de relaxar depois de recuar no tempo até à Antiguidade. Ostia Antica continua a ser um dos segredos mais bem guardados de Roma — muitos viajantes deixam a cidade sem sequer saberem que perderam uma antiga cidade portuária mesmo debaixo do nariz, mas agora ela está orgulhosamente na sua lista de desejos!

Os melhores hostels em Roma para desfrutar da cidade

Roma tem muitos hostels, mas alguns destacam-se realmente pelo seu ambiente, localização e comodidades – perfeitos para conhecer outros viajantes e descansar entre as suas aventuras pela cidade:

O RomeHello Hostel

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Um hostel moderno e premiado, conhecido pelo seu ambiente social inclusivo. Está situado no centro, perto de Repubblica/Barberini (pode chegar a pé à Fonte de Trevi em 10 minutos). Os quartos são luminosos, limpos e dispõem de luzes individuais e tomadas. O hostel organiza atividades diárias – como aulas de culinária de massa, passeios a pé e noites de beer pong – ideais para quem viaja sozinho e quer fazer amigos. Com uma espaçosa área comum, um bar no local (que frequentemente acolhe música ao vivo ou karaoke) e até um pátio repleto de obras de arte, o RomeHello cria sem esforço um ambiente de comunidade. É muito bem cotado pela sua equipa simpática, que se esforça ao máximo para dar as boas-vindas a todos; quer venha em grupo ou sozinho, vai sentir-se em casa aqui.

Bónus: é muito seguro (recepção 24 horas e acesso com cartão magnético em todas as áreas) e dispõe de opções de dormitórios exclusivos para mulheres, tornando-o ideal para todos os tipos de viajantes.

YellowSquare Roma

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O Yellow é o lendário hostel de festas de Roma, e o YellowSquare é a sua versão evoluída – mais do que apenas um hostel, é um verdadeiro centro de estilo de vida. Localizado perto da estação Termini, é extremamente conveniente em termos de transportes. Durante o dia, pode relaxar no terraço ou participar numa aula de ioga; à noite, o Yellow Bar/Club, na cave, anima-se com atuações de DJs, bandas ao vivo e festas temáticas que atraem tanto viajantes como locais. Tem um restaurante no local para as tuas fomes de madrugada e até um estúdio de tatuagens e um salão de cabeleireiro (sim, a sério!). Os dormitórios e quartos privados estão distribuídos por vários edifícios – se preferires tranquilidade, podes pedir um quarto no anexo mais calmo, o que é ótimo porque significa que tanto os amantes de festas como quem gosta de dormir cedo podem coexistir alegremente. O YellowSquare é conhecido pelos seus eventos sociais (torneios de beer pong, aulas de culinária, visitas guiadas pela cidade) e pelo seu ambiente animado – como viajante a solo, vais achar quase impossível não conhecer pessoas aqui. É um local um pouco animado, por isso grupos de amigos e mochileiros extrovertidos tendem a adorá-lo. A limpeza e a segurança continuam a ser uma prioridade, e a equipa é jovem, divertida e cheia de dicas locais.

Ostello Bello Roma Colosseo

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Trazido até si pela famosa cadeia Ostello Bello de Milão (que já ganhou vários prémios de «melhor hostel»), este hostel perto do Coliseu faz jus à fama. Oferece um ambiente acolhedor e sociável, com um toque de hospitalidade italiana. A decoração é colorida e acolhedora, com espaços comuns concebidos para a interação: uma cozinha onde são servidos gratuitamente massas, café e, por vezes, até jantares comunitários, além de áreas de convívio interiores e exteriores (têm um terraço com redes e um pequeno jardim!). Todas as noites, o Ostello Bello organiza eventos divertidos — pode ser uma noite de karaoke, um jantar em família, um passeio pelos bares ou uma noite de jogos —, pelo que é perfeito para quem viaja sozinho e quer fazer parte de um grupo de amigos já formado. A localização é fantástica: a uma curta caminhada da estação de metro Colosseo e dos cafés do bairro de Monti. Apesar do ambiente social, não é um albergue de festas loucas; os horários de silêncio são respeitados e os dormitórios são confortáveis, com beliches resistentes, cortinas de privacidade e cacifos. Os viajantes costumam elogiar imenso a equipa – são super simpáticos, falam várias línguas e tratam os hóspedes como se fossem da família. Quer estejas a viajar sozinho com a mochila às costas ou com um pequeno grupo, vais achar fácil conviver com os outros e trocar histórias de viagem no Ostello Bello.

Hostel Trastevere (Borgo Ripa)

Reservar o Hostel Borgo Ripa

Se quiser ficar num bairro romano mais autêntico, com vida noturna e charme, o Hostel Borgo Ripa é uma excelente escolha. Situado em Trastevere (famoso pelas suas ruelas sinuosas e pelas suas praças), este hostel renovou recentemente parte das suas instalações, passando a chamar-se «Borgo Ripa», incluindo um belo espaço ajardinado. É único por ter uma piscina ao ar livre (aberta sazonalmente) – um luxo raro em Roma e perfeito para se refrescar após um dia de verão a visitar a cidade. O ambiente é descontraído e convidativo: imagine-se a relaxar numa rede ou a jogar pingue-pongue num pátio arborizado. Tem um bar e uma sala comum onde é fácil conviver. Os quartos variam entre dormitórios e alguns quartos privados; não são ultramodernos, mas são limpos e espaçosos. Devido à sua disposição, tanto quem viaja sozinho como os grupos sentem-se à vontade – os grupos adoram relaxar junto à piscina, enquanto quem viaja sozinho aprecia os jantares sociais ou as noites de massa que o hostel organiza ocasionalmente. A equipa pode organizar passeios a pé até ao centro da cidade (são cerca de 20 a 30 minutos a pé até às principais atrações, ou pode apanhar um elétrico). À noite, está a apenas um curto passeio dos inúmeros restaurantes e bares de Trastevere, mas o próprio hostel fica num local tranquilo, o que permite uma boa noite de sono. É um equilíbrio maravilhoso entre convívio e tranquilidade, com um toque daquela magia do bairro.

Generator Rome

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Para quem gosta de um pouco de estilo e conforto na sua estadia num hostel, o Generator Rome oferece uma experiência de «poshtel» boutique no bairro de Esquilino. Instalado num edifício do século XIX, o interior é chique e com foco no design – imagine escadarias de mármore e uma decoração retro-industrial combinada com um toque italiano. É um híbrido de albergue e hotel de maiores dimensões, pelo que pode acomodar grupos facilmente (dispõe de quartos privados e até quartos duplos ao estilo de hotel, para além dos dormitórios). O ambiente é um pouco mais descontraído e cosmopolita – ideal para nómadas digitais ou grupos de amigos que procuram uma estadia mais tranquila, mas sem abdicar da possibilidade de socializar. Há um café/lounge muito giro no local e um bar onde, ocasionalmente, se realizam eventos como música ao vivo ou palestras culturais. Em termos de localização, fica a uma curta caminhada da estação Termini e não muito longe do Coliseu; além disso, fica mesmo em frente ao animado Mercato dell’Esquilino (mercado de alimentos), que é um local divertido para explorar. A segurança e a limpeza são de primeira qualidade aqui. Embora o Generator possa não ser tão socialmente convidativo como um pequeno hostel, o seu conforto e as suas instalações compensam isso – pode sempre participar nos passeios gratuitos pela cidade para conhecer outros hóspedes. Os viajantes a solo que preferem um ambiente mais tranquilo ou pequenos grupos que procuram serviços semelhantes aos de um hotel (elevador, receção 24 horas, restaurante no local) com a simpatia de um hostel vão considerar o Generator Rome uma excelente base para as suas férias em Roma.

Pronto para descobrir por si mesmo as joias escondidas de Roma?

A esta altura, já viu o quanto Roma tem para oferecer para além do circuito turístico mais batido. Nestes dez destinos fora do comum, a história rica de Roma e a vibrante vida local brilham verdadeiramente – desde uma pirâmide junto a um cemitério de poetas até aos afrescos sob uma igreja, desde toques de arte urbana nos subúrbios até aos aquedutos que dominam campos bucólicos. Estes locais acabam muitas vezes por ser o ponto alto de uma viagem, precisamente porque «descobriste» algo que a maioria dos visitantes não viu. A melhor parte? Descobrir estas joias não requer um grande orçamento – elas alimentam-se da simplicidade, da curiosidade e da alegria da descoberta, que é exatamente o que os jovens exploradores e mochileiros anseiam.

Em 2026 e nos anos seguintes, viajar tem tanto a ver com a viagem em si como com o destino. Ao seguir este guia, teve acesso a dicas locais que tornarão as suas férias em Roma verdadeiramente únicas. Mas lembre-se: esta lista é apenas o começo – Roma recompensa quem se aventura. Sinta-se à vontade para usar estas joias escondidas como ponto de partida para as suas próprias aventuras. Vire naquele beco tranquilo em Trastevere, entre naquela igreja discreta por capricho, converse com aquele vendedor de produtos hortícolas no mercado – quem sabe que tesouro irá descobrir a seguir?

Cada recanto de Roma tem uma história à espera dos curiosos. Por isso, abraça a aventura e não tenhas medo de te perderes um pouco (com uma aplicação de mapas no bolso, claro!). Voltará para casa não só com fotografias de monumentos famosos, mas também com histórias pessoais de jardins secretos ao pôr-do-sol, encontros amigáveis com os vizinhos e a emoção de tocar na história de Roma com as suas próprias mãos. São essas as histórias de viagem que ficam verdadeiramente gravadas na sua memória. Buon viaggio e buona esplorazione! Desfruta de conhecer a Roma que vai além do folheto turístico – ela tem estado lá à tua espera desde sempre.

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FAQ: Hidden Gems in Rome

Skip the jam-packed overlook at Janiculum Hill (Gianicolo) and try these instead: the Orange Garden (Giardino degli Aranci) offers a stunning panorama of the city in a serene setting – it’s rarely too crowded, especially on weekdays. Another awesome (and free) view is from the top of Vittoriano (Altar of the Fatherland) via the glass elevator, but that’s a bit more known. For quieter spots, venture to Terrazza del Pincio in Villa Borghese park around sunset – it’s less busy than Gianicolo and gives a sweeping view over Piazza del Popolo and the historic center. Also, the Basilica di San Pietro in Montorio (on Gianicolo slope) has a courtyard with a beautiful view and hardly any tourists. And let’s not forget the Bunkers above Trastevere (if you hike a bit further past Gianicolo’s popular spot, you’ll find patches of wall and benches with equally amazing vistas minus the tour groups). All these viewpoints let you soak in Rome’s skyline – domes, pines, and all – in peace.

Yes – one big appeal of hidden gems is that they’re often light on the wallet. Many of the spots we’ve discussed are completely free to enjoy: parks like the Orange Garden and Parco degli Acquedotti, neighborhoods like Coppedè or Garbatella (just walking around costs nothing), and even the Non-Catholic Cemetery (they appreciate a small donation, but it’s essentially free). If there is an entrance fee, it’s usually modest. For example, exploring San Clemente’s underground layers is around €10, the Centrale Montemartini museum is about €11, and Ostia Antica (as a full-fledged archaeological park) is roughly €12 – significantly cheaper than, say, the Colosseum or Vatican Museums. Catacombs on the Appian Way require a guided tour ticket (about €8). Public transport to reach these places is affordable (a €1.50 bus/metro ticket can get you to most). Also, many of Rome’s museums and sites have free entry on the first Sunday of the month or other special days, so it’s worth checking. Overall, you can fill your itinerary with hidden gems and barely dent your budget, which is great news for backpackers and students.

Reaching the Appian Way (Via Appia Antica) and its catacombs by public transit is easier than it seems. The most direct option is bus 118, which you can catch near the Colosseum or Circus Maximus; it runs through the Appian Way park. Get off at the Catacombe di San Callisto stop (for the major catacombs and bike rentals) or earlier at “Domine Quo Vadis” chapel which is a landmark near the park’s start. Another route: take Metro Line A to Colli Albani and then hop on bus 660 which goes to the catacombs of San Callisto (this combo is handy on Sundays when 118 might be crowded). If you want to start at the beginning of Appian Way (near Porta San Sebastiano gate), you could also walk from Baths of Caracalla area or take a short taxi ride. Once there, consider renting a bike at the visitor center – it’s the best way to cover a lot of the Appian Way. Do note that buses might only run until early evening out there, so keep an eye on the schedule or be prepared to walk back to a metro stop. And bring water – you’ll be out in the sun along ancient Roman roads with few places to buy supplies!

Generally, yes – Rome is overall a safe city for solo travelers, including women, and its hidden gems are in fairly safe areas. Petty crime (like pickpocketing) is the main issue in crowded tourist zones, which is less of a concern in offbeat spots (though still stay aware of your belongings). When exploring alone, stick to the basic precautions you’d use anywhere: stay in well-lit areas after dark, know your route (or have GPS handy so you don’t look lost), and avoid very isolated parks at night. Many hidden gems like Garbatella, Aventine Hill, and Coppedè are in residential neighborhoods where you’ll see locals around – these are quite safe day and early evening. If you’re visiting something like the Aqueduct Park or Appian Way solo, it’s best to go in daytime when other joggers/cyclists are present, and perhaps avoid the far reaches of the park when it’s near empty. As a solo female traveler, you might get the occasional unwanted comment (unfortunately common in Rome) but it’s usually harmless – a confident “no, grazie” or ignoring it works. Romans are generally friendly and helpful, so don’t hesitate to duck into a cafe or ask someone (even better, a family or a woman) for directions if you feel unsure. In short, use city-savvy common sense: inform someone of your plans if heading out of the center, keep your phone charged, and trust your instincts. Thousands of solo travelers explore these offbeat places every year and come back with wonderful experiences!

One top pick is Centrale Montemartini, which we featured above – it’s a fantastic blend of ancient Roman sculptures and industrial heritage, and usually very quiet compared to the big museums. Another underrated gem is the Museo delle Mura (Museum of the Walls) at Porta San Sebastiano: it’s free, located inside one of the old city gates on the Appian Way, and you can actually walk along a stretch of the ancient Aurelian Walls for panoramic views – yet hardly anyone goes there! If you’re into creepy-but-cool, the Capuchin Crypt under Santa Maria della Concezione Church (Via Veneto) is unforgettable: it’s a series of chapels decorated entirely with the bones of Capuchin monks. Admission to the crypt and accompanying museum is around €8. It’s macabre but historically interesting – and definitely off the standard tourist path. For art lovers, consider Galleria Doria Pamphilj, a gorgeous private palace gallery downtown that somehow stays under the radar; and contemporary art fans should check out MACRO (Museum of Contemporary Art) in a converted brewery. Rome has dozens of museums beyond the Vatican and Capitoline – if you have a specific interest (say, coins, musical instruments, or the Liberation War), there’s likely a small museum for it. They may be “underrated” simply because not many know about them, but that can make your visit all the more special.

Yes! Rome actually has a pyramid – the Pyramid of Cestius – and it might blow your mind when you see it unexpectedly poking out near a busy traffic circle. This pyramid was built around 12 BC as the tomb for a Roman aristocrat, Gaius Cestius, who was fascinated by Egypt (Egyptomania hit Rome after Egypt became part of the empire). It’s about 36 meters high (roughly 120 feet) and made of white marble, incredibly well-preserved because it was later incorporated into the city’s defensive walls. You can view it easily from the street (right next to Piramide metro and train station). It’s even possible to tour the inside of the pyramid, but only on select days with advance reservation through the archaeological authorities – inside are small burial chambers (often these special tours sell out, so plan ahead if keen). The pyramid is adjacent to the Non-Catholic Cemetery we discussed, making that whole area a doubly interesting detour. Fun fact: this pyramid is one of the reasons why Rome’s metro Line B had to curve oddly – they built the line around the pyramid to avoid disturbing it! So yes, snap that selfie with Rome’s ancient pyramid – your friends back home might be surprised to learn of its existence.

The “keyhole view” refers to a famously perfect view of St. Peter’s Basilica that you can see through the keyhole of a gate on Aventine Hill. It’s located at the Priorato dei Cavalieri di Malta (Priory of the Knights of Malta) on Piazza dei Cavalieri di Malta. When you peek through the small keyhole of the big green door, you’ll see a long hedged pathway perfectly aligned with the dome of St. Peter’s in the distance – it’s like a secret framed picture. To get there, go to Aventine Hill (as described in our Aventine section above) and find the quiet piazza with an ornate white wall and that unmarked green door; usually you might spot a couple of people taking turns at the keyhole. It’s completely free and accessible at any time of day (though if you go at night, you’ll see the dome beautifully illuminated). The view is a fun little optical trick and remains one of those word-of-mouth gems in Rome. Remember, you don’t need to knock or enter – the property belongs to the Knights of Malta and isn’t open to the public – but they’re kind enough to not block the view. Just peer in and enjoy this little wow moment. It’s a great stop to combine with visiting the Orange Garden, which is just steps away, as both showcase different angles of Rome’s beauty.

If you’re a foodie looking for an authentic (and affordable) adventure, Testaccio is Rome’s hidden gem neighborhood of gastronomy. It’s a bit off the tourist radar despite being quite central. The Testaccio Market (Mercato di Testaccio) is fantastic late morning through lunch: you can graze on freshly made pasta, gourmet panini, and local cheeses from various stalls (don’t miss the Trapizzino stall or Mordi e Vai for braised beef sandwiches). Also, Testaccio is the birthplace of many “cucina romana” dishes – the neighborhood butchers historically got the off-cuts, leading to specialty dishes like coda alla vaccinara (oxtail stew) and trippa (tripe) which you can try at places like Checchino dal 1887 (for the adventurous eater). For a street food snack, hunt down a supplì – many pizzerias in Testaccio sell these fried rice balls; Supplizio (though in the center) also has excellent ones if you’re around Campo de’ Fiori. Another foodie gem is Trionfale Market up near the Vatican – massive local market with amazing fresh produce and deli products where you can assemble a picnic. On the sweet side, seek out gelato in non-touristy areas: for example, Gelateria dei Gracchi (multiple locations, one in Prati) or Fatamorgana (Monti/Trieste areas) for creative, all-natural flavors that locals rave about. Essentially, venture into markets and family-run trattorias in residential districts – that’s where Rome’s hidden culinary gems lie. Buon appetito!

We’ve talked about Garbatella and Testaccio already (both excellent choices for local vibes), but another great one is Pigneto. Located just outside the Porta Maggiore, Pigneto is a hip, artsy neighborhood that’s been compared to Brooklyn or Berlin’s indie quarters – it’s where young Romans hang out. By day, Pigneto is pretty chill: you can find street art murals, vintage shops, and cozy cafes (try a specialty coffee at Necci dal 1924, a historic cafe where director Pasolini used to go). By night, especially on weekends, the main street Via del Pigneto turns into a lively pedestrian zone with craft cocktail bars, craft beer pubs, and casual eateries spilling onto the sidewalks – think food truck-style stalls selling arancini or fusion bites, alongside Roman trattorias. It’s a great area to mingle with locals, catch live music or just enjoy a less touristy nightlife scene. Another neighborhood worth exploring is Monti (actually in the center, between the Colosseum and Termini) – it’s gotten more popular now but still has a bohemian flair with its independent boutiques, vintage market (weekends at Piazza dei Mercanti), and hidden wine bars on Via Panisperna and Via Urbana. Monti is like a little village in the heart of Rome. Lastly, for a truly untouristy stroll, head to Centocelle or San Lorenzo – more gritty, studenty areas with street art and cheap eats. Each of these quarters shows a different facet of Roman life beyond the postcards, and they’re all welcoming if you come with curiosity and respect.

Absolutely. One of the largest is Villa Doria Pamphilj, a huge park on the west side of the city. It’s a beautiful expanse of gardens, woods, and trails surrounding a 17th-century villa (now a government building). You’ll find locals jogging, picnicking, and doing tai chi, but almost no tourists. It’s perfect for a tranquil walk or a run; there’s even a lovely little lake with swans. Another peaceful green space is Villa Ada in the north of Rome – more wild and wooded, with a small lake and often some live music or festivals in summer, but otherwise very low-key. Villa Torlonia (in the Nomentana area) is smaller but charming, featuring the quirky “House of the Owls” (Casina delle Civette) and often near-empty lawns – plus it has historical significance as Mussolini’s former residence, though now just a nice park/museum. If you’re near the city center, the Orto Botanico (Botanical Gardens in Trastevere) is a hidden oasis – there’s a small entry fee, which keeps it quiet; you can wander among exotic plants, a Japanese garden, and even a bamboo forest. We’ve already covered Parco degli Acquedotti and the Appian Way, which are fantastic for a more rustic nature fix. And here’s a tiny gem: the Rose Garden (Roseto Comunale) on Aventine Hill, open in spring and early summer – it’s small, fragrant, and overlooks the Circus Maximus with hardly a soul around on weekdays. So yes, when you need a break from piazzas and museums, Rome offers plenty of green retreats where you can hear birds chirp and forget you’re in a capital city.

Aside from Ostia Antica, which we covered, there are several underrated day trips. One fantastic option is the Villa Gregoriana in Tivoli – many people go to Tivoli for Villa d’Este’s fountains (which is great but popular), while Villa Gregoriana is a lesser-known park featuring waterfalls, Roman ruins, and lush trails in a gorge – a very romantic, nature-filled excursion. Tivoli is just an hour by train or bus from Rome. Another gem is the medieval hilltown of Calcata, about 50 km north of Rome. Calcata was practically abandoned mid-20th century and then revived by artists; it’s perched on a cliff and looks straight out of a fantasy novel. Now it’s full of galleries, quirky cafes, and a very bohemian vibe (plus views for days). For archaeology buffs, Cerveteri and Tarquinia offer incredible Etruscan tombs and painted sarcophagi – truly ancient wonders often with few visitors. Nature lovers could head to Lago di Nemi (a small volcanic lake in the Alban Hills, known for wild strawberries and a sunken Roman ships museum) or Lago di Bracciano (a bigger lake with a castle in Bracciano town and a peaceful atmosphere). If you’re up for a journey, the Giardino dei Tarocchi (Tarot Garden) in Capalbio, Tuscany, is a visually stunning sculpture garden by artist Niki de Saint Phalle – like a Gaudí-meets-Tarot fantasyland, about 1.5-2 hours from Rome. Each of these trips will show you something unexpected and enriching – proving that even beyond Rome, Lazio (and nearby regions) are packed with hidden treasures for the curious traveler.

Rome has plenty of hostels, but a handful really stand out for their vibe, location, and amenities – perfect for meeting fellow travelers and resting up between your city adventures:

  • The RomeHello Hostel: A award-winning modern hostel known for its inclusive social atmosphere. It’s centrally located near Repubblica/Barberini (you can walk to Trevi Fountain in 10 minutes). Rooms are bright, clean, and come with personal lights and outlets. The hostel runs daily activities – think pasta cooking classes, walking tours, and beer pong nights – great for solo travelers looking to make friends. With a spacious common area, an in-house bar (often hosting live music or karaoke), and even an art-filled courtyard, The RomeHello effortlessly creates a community vibe. It’s top-rated for its friendly staff who go above and beyond to welcome everyone; whether you’re a group or on your own, you’ll feel at home here. Bonus: It’s very secure (24-hour reception and keycard access everywhere) and has female-only dorm options, making it ideal for all types of travelers.

  • YellowSquare Rome: The Yellow is Rome’s legendary party hostel, and YellowSquare is its evolved form – more than just a hostel, it’s a whole lifestyle hub. Located near Termini station, it’s super convenient for transportation. By day, you can chill on the rooftop terrace or join a yoga class; by night, the basement Yellow Bar/Club turns up with DJ sets, live bands, and theme parties that attract travelers and locals alike. They have an on-site diner for your late-night munchies and even a tattoo parlor and hair salon (yes, really!). Dorms and private rooms are spread across a couple of buildings – if you prefer quiet, you can request a room in the calmer annex, which is great because it means both party lovers and early sleepers can coexist happily. YellowSquare is known for its social events (beer pong tournaments, cooking lessons, city tours) and its outgoing vibe – as a solo traveler, you’ll find it almost impossible not to meet people here. It’s a bit on the lively side, so groups of friends and outgoing backpackers tend to love it. Cleanliness and safety are still high priority, and the staff are young, fun, and full of local tips.

  • Ostello Bello Roma Colosseo: Brought to you by the famous Ostello Bello chain from Milan (which has won multiple “best hostel” awards), this hostel near the Colosseum truly lives up to the hype. It offers a warm, social environment with a touch of Italian hospitality. The decor is colorful and homely, with communal spaces designed for interaction: a kitchen where free pasta, coffee, and sometimes even community dinners are provided, plus indoor and outdoor hangout areas (they have a terrace with hammocks and a little garden!). Every evening, Ostello Bello organizes fun events – could be karaoke night, a family dinner, a pub crawl, or a game night – so it’s perfect for solo travelers wanting a built-in friend group. The location is fantastic: a short walk from Colosseo Metro and Monti neighborhood’s cafes. Despite the social vibe, it’s not a wild party hostel; quiet hours are respected and dorms are comfy with solid bunks, privacy curtains, and lockers. Travelers often rave about the staff – they are super friendly, multilingual, and treat guests like extended family. Whether you’re backpacking alone or with a small group, you’ll find it easy to connect with others and trade travel stories at Ostello Bello.

  • Hostel Trastevere (Borgo Ripa): If you’d like to stay in a more authentic Roman neighborhood with nightlife and charm, Hostel Trastevere is a great choice. Tucked in Trastevere (famous for its winding lanes and piazza scene), this hostel recently upgraded part of its facilities to “Borgo Ripa,” including a beautiful garden space. It’s unique for having an outdoor swimming pool (open seasonally) – a rare treat for Rome, and perfect for cooling off after a summer day of sightseeing. The atmosphere is relaxed and communal: picture yourself lounging in a hammock or playing ping-pong in a leafy courtyard. They have a bar and common room where it’s easy to mingle. Rooms range from dorms to some privates; they’re not ultra-modern but are clean and spacious. Because of its layout, both solo travelers and groups feel comfortable – groups love chilling by the pool, solos appreciate the social dinners or pasta nights the hostel sometimes hosts. Staff can organize walking tours into the city center (it’s about 20-30 minutes on foot to major attractions, or you can hop on a tram). In the evenings, you’re just a short stroll from Trastevere’s myriad eateries and bars, yet the hostel itself is in a quiet spot allowing a good night’s sleep. It’s a wonderful balance of social and low-key, with a touch of that neighborhood magic.

  • Generator Rome: For those who like a bit of style and comfort with their hostel stay, Generator Rome offers a boutique “poshtel” experience in the Esquilino district. Housed in a 19th-century building, the interior is chic and design-focused – think marble staircases and retro-industrial décor fused with Italian flair. It’s a larger hostel/hotel hybrid, so it can accommodate groups easily (they have private rooms and even hotel-style twins in addition to dorms). The vibe is a bit more laid-back and cosmopolitan – great for digital nomads or friends who want a quieter stay but still the option to socialize. There’s a cool café/lounge in-house and a bar where they host events like live music or cultural talks occasionally. Location-wise, it’s a short walk from Termini station and not far from the Colosseum, plus it’s right across from the vibrant Mercato dell’Esquilino (food market) which is a fun place to explore. Security and cleanliness are top-notch here. While Generator might not be as inherently social as a small hostel, its comfort and facilities make up for it – you can always join their free city tours to meet fellow guests. Solo travelers who prefer a calmer environment or small groups who want hotel-like services (elevator, 24hr reception, on-site restaurant) with hostel friendliness will find Generator Rome an excellent base for their Roman holiday.

Each of these hostels brings something unique to the table, but all share a commitment to being budget-friendly, safe, and welcoming for travelers young and old. Whether you want all-night party vibes or a chill homey feel, Rome’s hostel scene has got you covered. And wherever you stay, you’ll have a friendly place to swap stories about your favorite newly discovered Roman hidden gem – perhaps over a beer on a hostel terrace, new friends at your side, and the Roman sunset overhead. Enjoy your stay in the Eternal City!

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