O guia definitivo para viajar de mochila pela China

Existe algum lugar no mundo que desperte tanto espanto, curiosidade e fascínio quanto a China? Seja admirando a magnífica Grande Muralha, apreciando as gloriosas paisagens rurais ou tentando se orientar nas maiores cidades do mundo, uma viagem à China oferece experiências únicas. Cada canto é singularmente cativante, atraindo continuamente mochileiros que querem conhecer melhor esse país enigmático.

Não importa se você vai passar semanas, meses ou até anos na China: é simplesmente impossível explorar tudo. Mas siga este guia de mochileiros pela China para descobrir por qual lado você vai se apaixonar e o que não pode perder neste destino único.

Vá direto para:

  1. Clima da China
  2. Visto para a China
  3. Transporte na China
  4. Albergues na China
  5. Moeda chinesa
  6. Custos de uma viagem de mochila pela China
  7. Melhores lugares para visitar na China
  8. Itinerários para mochileiros na China
  9. Cultura chinesa
  10. A língua chinesa

backpacking China - steps and moutains

📷 @zukiniz

Clima da China

A China é tão vasta que é impossível falar de um clima geral. Com mais de 3.000 milhas de extensão, a China abrange desertos de tundra, selvas semitropicais, florestas alpinas nevadas e mais de 9.000 milhas de litoral; portanto, a melhor época para visitar o país dependerá realmente de onde você planeja ir.

Em geral, a estação chuvosa na China vai de maio a setembro.

Norte

A fronteira norte, junto à Mongólia, pode ser incrivelmente fria e coberta de muita neve no inverno e na primavera. Até mesmo em Pequim e, às vezes, até em Xangai, as temperaturas costumam ficar abaixo de zero. Dito isso, mesmo no norte pode ficar incrivelmente quente e abafado nos meses de verão.

Hong Kong e o Sul

Hong Kong e a maior parte do sul da China têm um clima subtropical — os invernos são amenos e os verões são quentes, úmidos e chuvosos. O sudeste também pode ser afetado por tufões de julho a setembro. A temperatura é agradável na primavera — pode ficar bem nebuloso, mas, pessoalmente, adoro a neblina. Outubro a dezembro é uma boa época para visitar, pois o clima fica mais fresco.

O sudoeste (incluindo Zhongdian, Kunming, Dali e Lijiang) é montanhoso e se caracteriza por invernos frescos e secos, com dias amenos e noites frias. Os verões podem ser quentes e abafados, mas ainda assim são bem mais frescos do que nas planícies. Enquanto Zhongdian e Lijiang podem ser frias no inverno, Kunming e Dali têm clima ameno o ano todo.

China Central

AChina Central(por exemplo, Xi’an, Xangai, Chengdu) tem o clima mais temperado, mas a umidade pode fazer com que os verões pareçam mais quentes e os invernos mais frios do que realmente são. Procure visitar durante a primavera e o outono, quando as temperaturas, a umidade e o número de turistas são moderados.

backpacking China - blossoms tree

📷@zukiniz

Tibete e o oeste

Com paisagens montanhosas espetaculares e altitudes incrivelmente elevadas, a região mais a oeste da China e o Tibete têm invernos rigorosos, com muita neve e geadas frequentes, embora o clima varie de região para região. A neve geralmente fica restrita aos picos, mas os ventos fortes acentuam a sensação térmica intensa. Se você conseguir enfrentar o frio, é uma boa época para visitar Lhasa, pois as acomodações ficam mais baratas e há menos turistas. Fora dos principais centros, porém, muitas estradas ficam bloqueadas devido à neve.

Geralmente, o verão é a melhor época para visitar, pois as temperaturas começam a subir. Embora essa seja a estação chuvosa na maior parte da China, o Tibete geralmente permanece seco. O outono também pode ser uma boa época para visitar — mas lembre-se de que, mesmo quando está ensolarado e quente durante o dia, as temperaturas ainda podem cair drasticamente à noite.

Seja qual for a estação que você escolher para visitar, evite feriados se não gostar muito de multidões. Lembre-se também de que as lojas em muitas regiões podem fechar por volta do Ano Novo Chinês (meados de janeiro a meados de fevereiro).

Clima de Pequim

Pequim tem um clima continental úmido, o que significa que apresenta quatro estações distintas. Embora seja obviamente uma questão de preferência pessoal, a primavera e o outono são consideradas as melhores épocas para visitar a cidade, com temperaturas mais amenas e menos turistas.

Os ventos vindos da Sibéria fazem com que os invernos em Pequim sejam extremamente frios — mas o lado positivo é que há menos multidões e a chance de ver a cidade e a Grande Muralha cobertas por uma espessa camada de neve branca.

O verão é popular entre os turistas, mas é quente e úmido. Os ventos de monção vindos do sudeste também aumentam a probabilidade de chuva.

A primavera traz as flores desabrochando, mas também pode trazer poeira do deserto de Gobi. O outono apresenta céus azuis e árvores cobertas por folhagem em tons vibrantes de vermelho e laranja brilhante, o que fica particularmente espetacular na Grande Muralha. Embora o outono seja geralmente considerado a melhor época para visitar a cidade, lembre-se de que setembro é quando os preços dos hotéis ficam mais caros.

backpacking china - tibet mountains

📷@zukiniz

Visto para a China

A China não concede vistos na chegada, então você terá que solicitá-lo na embaixada chinesa (ou no centro de atendimento para solicitação de vistos) do país em que estiver. Se você estiver apenas chegando e partindo de uma cidade, como Pequim ou Xangai, por exemplo, conseguir um visto de turista para a China é muito fácil, mas se estiver viajando de mochila e se deslocando bastante, isso pode ser um pouco complicado. Para qualquer visto de turista, geralmente é preciso apresentar comprovantes dos voos de entrada e saída, mas mochileiros que planejam se deslocar pelo país devem, tecnicamente, fornecer um itinerário detalhado de todos os locais onde pretendem se hospedar e comprovantes de reserva no momento da solicitação! Para a maioria, a ideia de reservar voos caros e vários albergues antes mesmo de ter certeza de que o visto será aprovado não é exatamente agradável, mas espere aí, ainda não há motivo para pânico!

A maioria das pessoas solicitará o visto de turista L. Os principais requisitos para isso são:

  • Um passaporte:o consulado precisará do passaporte original e o reterá enquanto o visto estiver sendo processado. O passaporte deve ter validade de pelo menos seis meses. Você também deve ter pelo menos duas páginas em branco. O processo normalmente leva cerca de uma a duas semanas, e pode ser que peçam informações adicionais caso não fiquem satisfeitos com o que você forneceu. O principal é ter paciência — a burocracia chinesa é notoriamente lenta, mas geralmente tudo dá certo no final!
  • Uma cópia do seu passaporte
  • 2 fotos de passaporte: devem ser recentes e ter as medidas de 2 x 2 polegadas.
  • Um formulário de solicitação: ele pode ser encontrado no site da embaixada chinesa local.
  • Vôos de entrada e saída e itinerário de viagem OU uma carta-convite: se você puder apresentar uma carta em vez de comprovantes de reservas, certifique-se de que a carta contenha seu nome completo, data de nascimento, sexo, datas de chegada/partida, endereço e contato. A carta deve ser emitida por uma agência de turismo chinesa, uma empresa ou qualquer cidadão chinês ou estrangeiro com residência permanente na China. O convidante deve incluir seu nome, endereço e contato.

Embora o processo de obtenção do visto chinês seja notoriamente complicado, se você quiser apenas fazer uma rápida escala durante uma aventura de mochila pela Ásia, há algumas regiões que permitem visitas sem visto por até 144 horas (seis dias) para residentes de 50 países, incluindo o Reino Unido, a Irlanda, os EUA e a Austrália. Que ótimo! Você pode verificar quais áreas esse acordo abrange e se você se enquadra aqui.

Se precisar de qualquer outro tipo de visto além do de turista, acesse o site da embaixada chinesa local para saber quais são os documentos necessários ou recorra a uma agência de vistos autorizada.

Dicas sobre o visto para a China para mochileiros:

Reserve voos e hotéis com direito a reembolso:

E se você não puder apresentar uma carta-convite, mas não quiser reservar voos e hotéis antes de ter certeza de que seu visto foi aprovado a tempo — ou se for aprovado de fato? Uma maneira de contornar isso é planejar um itinerário totalmente reembolsável. Voos reembolsáveis não são baratos, mas se você reservar por meio de uma companhia aérea confiável, não deve ter problema em receber seu dinheiro de volta. Vale lembrar que, se você estiver voando dos EUA e de volta para lá, todas as companhias aéreas oferecem um período de cancelamento garantido de 24 horas. Voos reembolsáveis também são uma boa ideia para mochileiros que viajam pelo Sudeste Asiático e querem entrar na China por via terrestre. Basta reservar voos para cumprir os requisitos do visto, depois cancelá-los e reservar qualquer meio de transporte que você quiser para entrar na China. Meu namorado e eu, na verdade, acabamos entrando a pé pelo norte do Vietnã!

Embora muitos consulados se contentem em ver apenas a primeira reserva de albergue no itinerário de viagem, alguns exigem que você apresente comprovante de cada reserva ao longo do trajeto. É aí que a opção de “cancelamento gratuito” do Hostelworld se torna útil. Fique atento a isso ao fazer a reserva e seu depósito será reembolsado no seu cartão de pagamento, desde que você cancele dentro do prazo estabelecido. Confiraas informações e a política de cancelamento da Hostelworld.

backpacking china - hostelworld free cancellation

Use uma agência de viagens:

Em vez de reservar uma passagem diretamente com a companhia aérea, algumas agências de viagens, como a visareservation.com, fornecem um itinerário proposto que conta como reservas confirmadas, cada uma com um número de reserva exclusivo. Isso significa que você não precisa pagar pelas passagens antecipadamente e elimina o risco de comprá-las antes de saber se seu visto foi aprovado. Assim que seu visto for aprovado, você poderá prosseguir e pagar pelas passagens.

Recorra a uma agência de vistos autorizada

Agências de visto como a Visarite vão ajudá-lo a navegar pelas águas turvas da tentativa de descobrir exatamente quais documentos o consulado chinês local exige que você apresente. Em algumas cidades, é necessário apresentar todas as reservas de hospedagem da sua viagem, enquanto em outras isso não é necessário. Além disso, dependendo de onde você mora, pode não ser viável viajar até o consulado chinês mais próximo, o que deve ser feito pessoalmente. Agências de visto autorizadas podem cuidar do seu pedido em seu nome.

Quanto custa um visto para a China?

Existem três categorias de visto de turista para a China, e o custo varia dependendo de onde você é.

Visto Padrão

– 85 libras esterlinas para cidadãos do Reino Unido

– 140 dólares americanos para cidadãos dos EUA

– 40 dólares americanos para cidadãos de outros países.

Vistos de dupla entrada:

– 85 libras esterlinas para cidadãos do Reino Unido

– 140 dólares americanos para cidadãos dos EUA

– 60 dólares americanos para cidadãos de todos os outros países

Vistos de entradas múltiplas com validade de seis meses:

– 85 libras esterlinas para cidadãos do Reino Unido

– 140 dólares americanos para cidadãos dos EUA

– 80 dólares americanos para cidadãos de todos os outros países.

Lembre-se de que, em muitos países, agora é obrigatório que os pedidos de visto sejam feitos por meio de um Centro de Atendimento para Solicitação de Vistos da China, que cobra uma taxa administrativa elevada. No Reino Unido, por exemplo, um visto de entrada única custa 85 libras, mas a taxa cobrada pelo centro de atendimento é de 68 libras adicionais.

Preciso de visto para Hong Kong?

Cidadãos da maioria dos países podem visitar Hong Kong por até 90 dias sem visto. Cidadãos do Reino Unido podem permanecer por 180 dias. Se você não tiver certeza se seu país está na lista de isenção de visto, verifique antes de reservar qualquer viagem.

Transporte na China

Quanto custa o transporte na China?

A seguir, apresentamos um guia aproximado dos custos que você pode esperar para vários tipos de transporte pela China. Lembre-se de que os preços das passagens variam muito dependendo da época do ano, da disponibilidade, da classe da passagem e da rota.

Ônibus

Os ônibus são geralmente a forma mais barata de se locomover na China, com as rotas locais custando uma média bastante razoável de 1 a 2 CNY (US$ 0,15 a US$ 0,30). Nas grandes cidades, as rotas são numerosas e o sistema funciona bem, mas o principal problema que você encontrará é que tudo está em chinês. Visite uma agência de viagens ou turismo local para pedir orientações e informações sobre rotas ou, se conseguir fazer isso online, anote ou tire uma foto do nome do seu destino em caracteres chineses e peça ajuda ao motorista ou aos outros passageiros.

Os ônibus de longa distância costumam ser mais baratos que os trens. Por exemplo, uma viagem de ônibus de Xangai a Hangzhou (2,5 horas) custa 75 CNY (US$ 11), enquanto o trem custa 95 CNY (US$ 14) e tem tempo de viagem semelhante.

Metrô

As grandes cidades geralmente têm um sistema de metrô e as passagens normalmente custam menos de 6 CNY (< US$ 1). Devido ao trânsito, essa costuma ser a maneira mais rápida de se locomover pelas cidades. Andar de metrô também pode ser mais simples do que pegar um ônibus, já que às vezes você encontrará placas em inglês e funcionários que falam inglês. backpacking china - tube guide

📷 @zukiniz

Trens

O custo das viagens de trem na China depende inteiramente de quanto você está disposto a gastar e do nível de conforto que busca.

Uma orientação aproximada dos preços do trem-bala mais rápido (G) na rota mais popular (Pequim-Xangai) é a seguinte:

  • Assento na classe executiva: 1.750 CNY (252 USD)
  • Assento na 1ª classe: 934 CNY (134 USD)
  • Assento na 2ª classe: 554 CNY (80 USD)

No trem D, um pouco mais lento, os leitos custam:

  • Cama macia nova: 740 CNY (106 USD)
  • Cama dura: 690 CNY (99 USD)
  • Assento de 2ª classe: 388 CNY (57 USD).

A título de comparação, um trem de passageiros comum na mesma rota custava recentemente:

  • Compartimento-cama macio: 456 CNY (66 USD)
  • Cama dura: 284 CNY (41 USD)
  • Assento na 2ª classe: 157 CNY (23 USD)

Táxis

Os táxis são uma maneira prática e surpreendentemente barata de se locomover na China. As tarifas dependem de onde você estiver no país (elas serão mais caras em Pequim do que em uma pequena cidade do interior). Um táxi do aeroporto de Pequim até o centro da cidade (cerca de 40 minutos de viagem) deve custar em torno de 120 CNY (17 USD). As tarifas de táxi locais começam em cerca de 6 CNY (< 1 USD). Lembre-se de que poucos motoristas de táxi falam inglês, portanto, tenha seu destino anotado. Alguns albergues fornecem um “cartão de táxi” específico. Não é necessário dar gorjeta.

Voos domésticos

Quase todas as cidades da China têm seu próprio aeroporto e há muitas companhias aéreas regionais para escolher, incluindo Spring Airlines, Air China, China Eastern, Southern e Southwest Airlines. Embora, em viagens longas, os voos possam, no fim das contas, levá-lo de um lugar a outro mais rápido do que os trens noturnos, lembre-se de que os voos domésticos na China raramente partem no horário, portanto, preste atenção às suas conexões ao fazer a reserva!

Viagens de trem na China

Quando viajei de mochila pela China, não peguei nenhum voo doméstico, mas, em vez disso, peguei o trem para cada destino. Os trens chineses são confortáveis, pontuais, relativamente baratos e uma ótima maneira de apreciar a paisagem e conhecer os moradores locais.

Trens de alta velocidade na China

O sistema de trens-bala (de alta velocidade) na China é especialmente impressionante. Viajando a uma velocidade máxima de 350 km/h (ou seja, 200 km/h mais rápido que o trem mais rápido dos EUA), eles podem levá-lo de Pequim a Xangai em 4,5 horas. Quando se leva em conta o transporte até o aeroporto e as filas de segurança, essa opção acaba sendo mais rápida do que voar. A rede ferroviária de alta velocidade da China não é apenas a mais rápida, mas também a mais extensa e a que mais cresce no mundo, com 15.500 milhas de trilhos cobrindo a maioria das principais cidades do país. Isso significa que você pode viajar praticamente para qualquer lugar na China de trem de alta velocidade.

Categorias de trens-bala

Existem três categorias de trens de alta velocidade na China: G, D e C, em ordem de velocidade.

  • Trens G: os mais rápidos e mais modernos, com velocidades máximas de 350 km/h.
  • Trens D: são os segundos mais rápidos, com velocidades de até 250 km/h, utilizados em algumas rotas de longa distância e noturnas.
  • Trens C: Trens de alta velocidade com velocidades de até 120 km/h, que operam em trajetos curtos entre cidades vizinhas.

Classes de assentos nos trens-bala

Os trens de alta velocidade têm quatro classes de assentos: segunda classe, primeira classe, classe superior e classe executiva.

A segunda classe é, obviamente, a opção mais econômica para ir de A a B, e os assentos são perfeitamente confortáveis. Os assentos da primeira classe são um pouco mais largos, e os da classe executiva são totalmente reclináveis.

Dicas para viajar de trem na China

Seja em um vagão comum ou em um trem-bala novinho em folha, há algumas coisas que você deve ter em mente.

  1. Reserve com uma agência ou baixe o aplicativo Trip

O site oficial das ferrovias da China está apenas em chinês, mas existem algumas agências (por exemplo, Travel China Guide ou Trip) que você pode usar para reservar suas passagens. Como alternativa, você pode baixar o aplicativo Trip (anteriormente Ctrip), que é muito fácil de usar e é um verdadeiro salva-vidas quando se trata de reservar transporte na China. Como estrangeiro, você precisará do seu passaporte para fazer a reserva e, novamente, na estação para retirar suas passagens. Você também precisará do número da sua passagem confirmada. Geralmente há guichês com atendentes que falam inglês nas estações. No site e no aplicativo Trip, você pode solicitar que as passagens sejam entregues no seu albergue por uma pequena taxa (cerca de US$ 6).

  1. Reserve com antecedência

Os trens são um meio de transporte tão popular na China que os lugares se esgotam rapidamente, especialmente perto de feriados e nos trens de alta velocidade. Eu não sabia disso quando fizemos nossa primeira viagem de trem, então acabamos com passagens para viajar em pé durante uma viagem de 12 horas. Felizmente, os chineses são incrivelmente simpáticos e todos se apertaram um pouco para nos deixar sentar ao lado deles!

  1. Certifique-se de que todas as suas informações pessoais estejam corretas

Tivemos uma experiência de pesadelo ao tentar viajar de Chengdu para Zhangjiajie. Tendo reservado com bastante antecedência, chegamos à estação para entregar nossos passaportes e retirar nossas passagens. Depois de alguns cochichos e olhares desconfiados dos funcionários da bilheteria, nos disseram que não poderíamos retirar nossas passagens porque a data de nascimento do meu namorado na reserva não batia com a do passaporte. Tentamos explicar que, claramente, se tratava de um erro de digitação e que, obviamente, a pessoa no passaporte era a que estava ali mesmo na frente deles, mas foi em vão. Perdemos nosso trem, que só partiria novamente dois dias depois, e perdemos todo o nosso dinheiro. Portanto, verifique três vezes todas as suas reservas antes de confirmar! A propósito…

  1. Não perca a calma e esteja preparado para filas longas

O nível de burocracia na China pode ser frustrante, mas ficar nervoso não vai levar a lugar nenhum — acredite em mim! Mesmo quando você já reservou as passagens online, terá que ficar na fila para retirá-las, e muitas vezes as filas são longas. Chegue à estação com pelo menos uma hora de antecedência e esteja preparado para esperar. As filas de segurança também podem ser longas, então certifique-se de chegar cedo ao seu portão de embarque — na China, o embarque nos trens ocorre cerca de uma hora antes da partida. As placas não estarão em inglês, mas os caracteres e o número do seu portão devem corresponder aos que constam no seu bilhete. Use essa dica para saber quando você chegou ao seu destino ou venha preparado com um bilhete para pedir ajuda ao condutor ou aos outros passageiros.

  1. Compre sua comida na estação

Cada vagão tem um bebedouro de água quente — os chineses bebem muito chá e comem muito macarrão instantâneo (embora esses tendam a ser bem melhores do que os que muitos de nós conhecemos). Surpreendentemente, muitos dos trens de alta velocidade não têm vagão-restaurante, mas apenas um atendente que passa oferecendo bebidas, lanches e macarrão instantâneo. Felizmente, as estações geralmente oferecem muitas opções de comida, então meu conselho é estocar provisões antes da viagem.

E para responder à pergunta que todo mundo está morrendo de vontade de fazer: os banheiros nos trens de alta velocidade são limpos. Esse não era o caso nos trens de velocidade normal; portanto, se você estiver viajando nesses trens, leve papel higiênico, álcool em gel e pratique seus agachamentos!

  1. Traga seu próprio entretenimento

A paisagem ao longo das linhas de alta velocidade geralmente não é espetacular (principalmente quando a poluição está forte), embora seja legal ver tudo passando voando. Os assentos normalmente vêm equipados com tomadas, então você poderá se divertir no melhor estilo millennial.

Albergues na China

Os albergues na China são ótimos, especialmente em centros de mochileiros como Xi’an ou Yangshuo. São divertidos, limpos, confortáveis e, claro, baratos. Mas, além de oferecerem acomodação econômica, costumam estar localizados em áreas centrais e convenientes das cidades, muitas vezes perto de estações de trem ou metrô. Os albergues são o lugar ideal para coletar dicas de outros viajantes, que ficarão mais do que felizes em compartilhar suas histórias de mochileiros. A China é enorme, então, se você não tiver certeza do que incluir no seu itinerário, conversar com as pessoas nos albergues pode ser uma fonte inestimável de informações sobre destinos, meios de transporte e qualquer outra coisa que possa despertar sua curiosidade.

Talvez o aspecto mais prático de se hospedar em um albergue na China seja a equipe, que provavelmente fala inglês e pode te ajudar com dicas locais e conhecimentos especializados. Os albergues estão acostumados a lidar com mochileiros internacionais e podem ser muito úteis na organização de atividades ou na elaboração de planos de viagem.

Quando se trata de comodidades, os albergues na China variam bastante no que oferecem. Enquanto alguns incluem toalhas, Wi-Fi e café da manhã no preço, em outros você deve pagar por esses itens separadamente. É sempre uma boa ideia viajar com uma toalha leve de microfibra, especialmente em viagens de mochila. Certifique-se de saber o que está incluído ao fazer a reserva.

Os albergues na China são populares entre turistas nacionais e estrangeiros, por isso tendem a lotar rapidamente. Os mochileiros são ótimos em descobrir os melhores, e devido à natureza do sistema de solicitação de visto, os albergues mais procurados costumam ficar lotados com antecedência — quanto mais cedo você fizer sua reserva, melhor!

A China é, em geral, muito segura, mas, como em qualquer lugar, recomenda-se usar o cofre fornecido pela maioria dos albergues para guardar objetos de valor quando você sair.

Albergues em Pequim

Os albergues de Pequim estão entre os mais caros da China, mas ainda assim são relativamente baratos. Os albergues são uma forma popular de hospedagem em Pequim e há centenas deles por toda a cidade. Você terá muitas opções para escolher na hora de decidir onde se hospedar.

Então, como restringir as opções? Tudo depende das suas prioridades, mas, geralmente, os albergues mais populares e cheios de atmosfera tendem a ficar nos hutongs — antigas áreas residenciais compostas por vielas estreitas e casas tradicionais com pátios internos. Os hutongs de Pequim resistiram ao crescimento vertiginoso observado no resto do país, oferecendo uma janela nostálgica para a China antiga. Bicicletas e riquixás ziguezagueiam entre a multidão e os lojistas vendem suas mercadorias, enquanto o cheiro da comida preparada nas ruas impregna o ar. Assim que você atravessa a viela e entra nos pátios das tradicionais casas cinza-ardósia, as incansáveis campainhas das bicicletas desaparecem e um silêncio profundo reina. Um descanso bem-vindo do caos das ruas superlotadas de Pequim.

backpacking china - bejing

📷 @zukiniz

Um albergue popular no hutong é o Happy Dragon Saga Hostel. Ele tem um jardim com cervejaria com vista para os pátios tradicionais e para o Shijia Hutong, onde você pode saborear sua cerveja de boas-vindas gratuita. Além disso, está em uma localização conveniente, a uma curta caminhada da Cidade Proibida e da principal estação ferroviária. Os passeios econômicos que eles oferecem são baratos, divertidos e uma ótima maneira de explorar Pequim. As comodidades do local incluem serviços de lavanderia, depósito de bagagem, Wi-Fi gratuito e dormitórios mistos e privativos. Eles também têm um café/bar que serve pratos chineses e ocidentais. O Red Lantern House e o Kelly’s Courtyard são outros dois albergues em hutongs altamente recomendados.

Um favorito incontestável entre os mochileiros, o Leo Hostel não fica em um hutong, mas ainda assim possui um belo pátio. É possivelmente o albergue “de festa” mais popular de Pequim devido aos seus preços razoáveis e, principalmente, à sua localização, que fica bem no centro histórico, ao sul da Praça da Paz Celestial. Ele também oferece uma ampla variedade de entretenimento no local, com mesa de sinuca, jogo de dardos e uma extensa coleção de livros e filmes. As comodidades incluem Wi-Fi gratuito, transporte para o aeroporto e um café/bar. Outro albergue em Pequim com excelente localização é o 365 Inn — a poucos passos do mausoléu de Mao e da Praça Tiananmen.

Para saber mais sobre albergues incríveis, confira nossa lista dos 25 melhores albergues da China!

Moeda chinesa

A moeda nacional da China é um pouco confusa. Oficialmente, ela é chamada de Renminbi (¥), mas também é conhecida como Yuan (CNY). Além disso, existe o CNH, mas, como turista na China, você não precisa se preocupar com isso. Hong Kong usa o dólar de Hong Kong (HKD).

  • 1 CNY equivale a cerca de US$ 0,14. Por outro lado, US$ 1 equivale a 6,2 CNY.
  • 1 HKD equivale a cerca de US$ 0,13.

Existem alguns grandes supermercados e lojas que aceitam moeda chinesa em Hong Kong, mas a taxa de câmbio é ruim — é muito melhor transferir seu CNY para HKD. A maioria dos estabelecimentos em Hong Kong não aceita moeda chinesa.

Custo de viajar de mochila pela China

Como você deve ter ouvido falar, a economia da China vem indo muito bem. Isso significa que você não encontrará preços tão baixos quanto no Sudeste Asiático, especialmente nas principais cidades. Dito isso, ainda é muito barato quando comparado à Europa ou aos EUA, principalmente se você seguir algumas dicas inteligentes para economizar:

Hospedagem

Normalmente custando menos de 30 CNY (US$ 5), uma cama em um dormitório de albergue é a melhor opção para quem está com o orçamento apertado. Lembre-se de que esse valor fica mais próximo de 50 CNY (US$ 7) em Pequim e de 90 CNY (US$ 13) em Hong Kong. Um valor aproximado para o orçamento é de 30 CNY (US$ 5) por noite no interior, podendo chegar a cerca de 174 CNY (US$ 25) por noite nas cidades.

Para um quarto privado, os preços começam em cerca de 130 CNY (US$ 19), mas esteja preparado para pagar quase o dobro disso nas cidades maiores. Se você estiver viajando em casal, sempre verifique os preços de um quarto privado, pois às vezes pode sair mais barato do que alugar duas camas separadas!

Aproveite ao máximo as noites especiais que muitos albergues organizam, como oficinas de confecção de bolinhos chineses, churrascos e aulas de caligrafia. São divertidas e muito baratas – se não forem de graça!

Fique atento, pois os preços disparam na época do Ano Novo, bem como no feriado nacional no outono.

Gasto médio diário com hospedagem: 42 CNY (7 USD)

Alimentação

A comida na China é muito barata. Se você realmente quisesse comer com um orçamento apertado, poderia se limitar aos macarrões instantâneos (surpreendentemente bons) e gastar cerca de 5 CNY por refeição, mas onde estaria a graça nisso? É possível encontrar comida incrível em barracas de rua por menos de um dólar — por esse valor, você pode comer macarrão, sopa, pãezinhos no vapor ou bolinhos chineses. Uma refeição completa em um restaurante com mesas custará entre 18 e 50 CNY (3 a 7 dólares) por pessoa.

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Se você estiver com o orçamento apertado, o melhor conselho (como sempre) é optar pela culinária local. Não é difícil gastar menos de 60 CNY (9 dólares) em comida para um dia inteiro. Se você estiver fora dos principais centros turísticos, pode reduzir esse valor pela metade. Se você simplesmente não puder ficar sem comida ocidental, prepare-se para gastar muito mais dinheiro e ficar profundamente decepcionado. Enquanto um café da manhã chinês custa cerca de 10 CNY (US$ 1,50), um café da manhã no estilo ocidental provavelmente vai custar cerca de 40 CNY (US$ 6) e não será nem de longe tão saboroso.

Na China, é divertido comer em grupo, pois você pode pedir uma variedade de pratos e provar cada um deles. Como as porções são grandes, muitas vezes sai mais barato dessa forma. Se você não estiver em grupo e não estiver a fim de uma refeição farta, procure um restaurante com os caracteres 小吃 (Xiao Chi). Embora isso tecnicamente signifique “lanches”, trata-se, na verdade, de um restaurante que serve refeições individuais, em vez do típico jantar em estilo familiar. Não é costume dar gorjeta em restaurantes.

Gasto médio diário com alimentação: 50 CNY (7 USD)

Bebidas

A cerveja na China é deliciosa e ridiculamente barata, ainda mais do que em muitos países do Sudeste Asiático. As marcas locais custam cerca de US$ 0,30 a garrafa nas lojas. Cervejas ocidentais, como a Budweiser, custam cerca de três vezes mais. Vinho e coquetéis têm preços comparáveis aos ocidentais, assim como o café.

Bebidas alcoólicas locais, como o baijiu (uma bebida destilada forte e transparente), variam muito em preço e qualidade. O tipo mais barato de baijiu vem em garrafinhas e pode custar apenas 2 a 5 CNY (0,30 a 0,70 USD). Se você ficar tentado, não caia nessa — o sabor é de removedor de tinta e pode ser prejudicial à saúde. Por outro lado, marcas mais caras e de alta qualidade podem custar mais de 1.000 CNY (US$ 144) por garrafa.

Se você estiver com o orçamento apertado, opte pela cerveja e pelo delicioso chá de jasmim, que costuma ser servido de graça nos restaurantes.

Gasto médio diário com bebidas: 20 CNY (3 USD)

Atrações

Visitar pontos turísticos e locais emblemáticos é acessível na China. Os preços mais recentes das atrações populares são os seguintes:

  • Grande Muralha da China: o trecho mais caro para visitar é Jinshanling, custando 65 CNY (9 dólares) na alta temporada e 55 CNY (8 dólares) na baixa temporada.
  • Cidade Proibida: 40 CNY (6 USD) na baixa temporada e 60 CNY (9 USD) na alta temporada.
  • Exército de Terracota: A mais cara, custando 120 CNY (US$ 17) na baixa temporada e 150 CNY (US$ 22) na alta temporada.

Usar uma carteira de estudante geralmente dá direito a 50% de desconto em todas as taxas de entrada!

Uma excursão à Grande Muralha pode ser organizada pela maioria dos albergues em Pequim e custa a partir de cerca de 200 CNY (29 dólares), dependendo do que estiver incluído. É melhor optar por um passeio um pouco mais caro que inclua transporte de ida e volta e almoço, pois isso acaba saindo mais barato do que contratar esses serviços separadamente.

backpacking china - great wall

📷 @zukiniz

Os preços de caminhadas e atividades ao ar livre em parques nacionais e florestas tendem a ser mais caros na China. Os preços recentes de entrada nos seguintes parques foram:

  • Parque Nacional de Jiuzhaigou: 80 CNY (US$ 12) na baixa temporada e 220 CNY (US$ 32) na alta temporada. Além disso, há um custo adicional de 90 CNY (US$ 13) pelo ônibus que leva você para passear pelo parque.
  • Montanhas Wuyi, na província de Fujian: de 190 CNY (US$ 27) na baixa temporada a 210 CNY (US$ 30) na alta temporada, incluindo entrada e ônibus.
  • Huangshan, na província de Anhui: 150 CNY (US$ 24) na baixa temporada e 240 CNY (US$ 30) na alta temporada.
  • Montanha Nevada do Dragão de Jade: 170 CNY (US$ 24)
  • Parque Nacional de Zhangjiajie, na província de Hunan: 248 CNY (36 dólares) na alta temporada e 140 CNY (20 dólares) na baixa temporada.

Gasto médio diário (distribuído para incluir alguns parques nacionais por semana): 60 CNY (9 USD)

Transporte

O transporte provavelmente será sua maior despesa. Embora, individualmente, os meios de transporte na China sejam bem baratos, o país é enorme; portanto, se você quiser aproveitá-lo ao máximo, terá que estar preparado para gastar alguns renminbis.

Gasto médio diário: varia – os custos de transporte são explicados com mais detalhes acima.

Excluindo o custo do transporte, dá para se virar com um orçamento bem apertado de US$ 30 por dia. Para uma experiência de mochileiro mais confortável, reserve cerca de US$ 50. Preveja um pouco mais se for passar muito tempo em cidades maiores, como Pequim e Xangai, e um orçamento consideravelmente maior para Hong Kong.

Melhores lugares para visitar na China

Cidade Proibida

Construída na década de 1400, durante a Dinastia Ming, a Cidade Proibida de Pequim foi a residência exclusiva dos imperadores, suas famílias e sua comitiva por mais de 500 anos. O Palácio Imperial ostenta a impressionante quantidade de 980 edifícios com quase 9.000 cômodos. Incêndios e saques fizeram com que grande parte da opulência original do interior tenha desaparecido, mas a magnitude do exterior do palácio, com seus telhados dourados e detalhes em vermelho e amarelo vibrantes, é impressionante.

A Cidade Proibida recebeu esse nome porque entrar no palácio sem convite era exatamente isso, e a punição aplicada era severa. Da mesma forma, nenhum dos habitantes da Cidade Proibida tinha permissão para sair. Ironicamente, hoje ela é um dos lugares mais visitados do mundo desde que abriu suas portas ao público em 1925, recebendo até 140.000 visitantes por dia.

backpacking china - forbidden city

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Dicas e informações:

  • Preço: 200–400 CNY (US$ 29–58) para guias turísticos. Os guias de áudio custam 40 CNY (US$ 6). A menos que você seja um verdadeiro aficionado por história, recomendo os guias de áudio, pois você pode seguir seu próprio ritmo e, às vezes, eles são mais confiáveis.
  • Reserve boa parte de um dia para explorar o local — afinal, é uma cidade inteira. Há restaurantes e caixas eletrônicos dentro do complexo. Considere ficar até a hora de fechamento para aproveitar o local à medida que a multidão vai se dispersando.
  • Não deixe de conferir a vista panorâmica do Palácio Imperial a partir do Parque Jinshang.

Xi’an e o Exército de Terracota

Descoberto em 1974 por agricultores que cavavam um poço, o Exército de Terracota é composto por milhares de soldados, oficiais, cavalos e carruagens em tamanho real, cada um representando os exércitos de Qin She Huang, o primeiro imperador da China. Cada soldado possui traços faciais, uniforme e armas distintos, e acredita-se que tenha sido criado para proteger o imperador na vida após a morte. Após permanecer enterrado por mais de 2.000 anos, essa descoberta arqueológica foi a mais sensacional do século XX e hoje é um Patrimônio da UNESCO.

Seu ponto de partida para visitar o exército provavelmente será a vizinha Xi’an, a parada mais a leste da semimítica Rota da Seda, por onde caravanas de comerciantes transportavam seda e outras mercadorias para o Oriente Médio. O comércio de mercadorias também resultou em uma troca de ideias religiosas e filosóficas, sobre as quais você pode aprender em um dos maiores museus de história da China, o Museu de História de Shaanxi, bem como na Grande Mesquita do século VIII, no movimentado bairro muçulmano.

Grande Muralha da China

Uma das novas Sete Maravilhas do Mundo, a Grande Muralha é, sem dúvida, o monumento mais emblemático da China e uma obra-prima impressionante da antiga engenharia defensiva. Começando na província de Liaonang, a Muralha acompanha os picos e vales das montanhas, serpenteando por Pequim e atravessando 13.000 milhas do interior chinês antes de chegar ao implacável Deserto de Gobi, onde restam apenas suas ruínas desmoronadas e castigadas pelo vento.

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a Muralha não é uma estrutura contínua. Construída originalmente para proteger contra tribos invasoras do norte, vastas seções dela são formadas por barreiras naturais, como rios ou montanhas íngremes, que não precisavam de defesa adicional. A construção ocorreu de forma aleatória ao longo de 2.000 anos, e as seções mais bem preservadas — construídas durante a dinastia Ming — são facilmente acessíveis a partir do centro de Pequim.

backpacking china - great wall people

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Dicas e informações:

A maioria dos viajantes e guias turísticos opta pela parte mais acessível e melhor preservada da Muralha, a mais próxima de Pequim, mas essa é, de longe, a seção mais lotada. Com exceção de Jiankou, quanto mais distantes de Pequim forem as seções, menos lotadas elas tendem a ser. Aqui está um breve resumo das seções:

  • Badaling: a 1,5 hora de carro de Pequim. Bem preservada, fácil de escalar, possui um teleférico e é muito lotada.
  • Mutianyu: a 2 horas de carro de Pequim. Um pouco menos fácil do que Badaling, mas bem preservada e ligeiramente mais íngreme. Possui teleférico e tobogã. É menos lotada do que Badaling, mas mais lotada do que as outras seções
  • Jiankou: a 2 horas de carro de Pequim. Totalmente sem restauração e mantém sua aparência original, o que significa que é a seção mais extenuante e equipamento profissional de caminhada é imprescindível. Não possui comodidades e recebe muito poucos turistas.
  • Simatai: a 2,5 horas de carro de Pequim. Menos restaurada, mas bem preservada, com uma seção intacta e um local mais selvagem, com falcões voando alto e pinheiros. Prepare-se para algumas subidas íngremes e desafiadoras. Possui um teleférico de cadeiras e um tobogã. Você encontrará alguns turistas
  • Jinshanling: a 2 horas de Pequim. Bem preservado e possui a maior concentração de torres de vigia. Não é especialmente desafiador, mas você pode ter que fazer algumas subidas esporádicas. Possui um teleférico e você pode encontrar alguns turistas.

Centro de Pesquisa do Urso Panda de Chengdu

Chengdu — capital da região de Sichuan, na China — é considerada a “cidade natal” do panda-gigante, espécie ameaçada de extinção. Existem alguns lugares onde você pode ver esses animais incrivelmente fofos, mas a Base de Pesquisa de Reprodução do Panda-Gigante de Chengdu, uma organização sem fins lucrativos, é a mais popular. A base é composta por 96% de espaço verde ao ar livre, que imita o habitat natural dos pandas e oferece espaço para que eles possam circular livremente. A base também conta com um prédio de pesquisa, clínica veterinária, museu e áreas de atividades, além de abrigar outros animais raros, como o igualmente fofo panda-vermelho e os grous de pescoço preto e branco.

Placas espalhadas pelo local indicam os nomes e as características individuais de cada panda, além de explicar um pouco sobre sua situação precária. Uma das principais razões para o panda estar em risco de extinção é que eles são muito exigentes com a alimentação e se recusam a comer qualquer coisa além de bambu, por isso muitas vezes não obtêm energia suficiente da comida. Isso explica por que eles comem deitados e, literalmente, rolam de um lugar para outro. Eles também têm padrões muito exigentes — não só precisa ser um tipo específico de bambu, como também deve estar super fresco. Eles torcem o nariz para folhas murchas ou caules que não tenham o tom certo de verde.

backpacking china - panda

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Dicas e informações:

  • Preço: 58 CNY (US$ 8)
  • Se você quiser ver os pandas quando eles não estão apenas rolando de um cantinho para cochilar para outro, é uma boa ideia ir pela manhã, quando os tratadores trazem a primeira refeição do dia. Você vai vê-los mastigando alegremente o café da manhã, brincando de lutar, subindo em árvores e caindo delas. Você também vai chegar antes da multidão.

Yangshuo e Guilin

Outrora uma pacata cidadezinha rural nos arredores de Guilin, Yangshuo é hoje um ponto de encontro para mochileiros que vêm apreciar as paisagens de outro mundo e as montanhas cársticas da região rural ao redor. Durante séculos, o rio Li inspirou pintores de pergaminhos e poetas que tentaram capturar as vistas dos vales verdes enevoados, dos bosques de bambu e dos karsts cobertos por florestas.

backpacking china - Yangshuo & Guilin

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Dicas e informações:

  • Faça um passeio de jangada de bambu pelo rio Li (evite os barcos turísticos lotados) e deixe-se levar pela correnteza, passando por paisagens de tirar o fôlego e vilarejos pitorescos. Alugue uma bicicleta e pedale de volta pelas planícies tranquilas e vilarejos agrícolas.
  • Preço: Os preços para o traslado de hotel de Guilin a Yangshuo e um passeio de jangada de bambu variam entre 50 e 200 CNY (US$ 7 a 29).
  • O fato de Guilin e Yangshuo estarem se tornando destinos populares entre mochileiros significa que muitos moradores locais falam inglês e há muitas opções de hospedagem econômica.

Lhasa

Lhasa — que em tibetano significa “lugar dos deuses” — é uma das cidades mais importantes do Tibete, tanto do ponto de vista espiritual quanto político, além de ser uma das mais altas do mundo, a 3.500 metros (11.500 pés). Apesar da presença chinesa, Lhasa conseguiu preservar grande parte de sua cultura única. É o lar do Palácio Potala, antiga residência do Dalai Lama, e abriga um belo exemplo da arquitetura tradicional tibetana. Construído há mais de 360 anos, as paredes vermelhas e brancas do palácio e seu telhado dourado erguem-se majestosamente da Colina Vermelha, sobre a qual está situado. Ele é composto por duas partes: o Palácio Branco, residência do Dalai Lama, e o Palácio Vermelho, onde ocorriam os estudos religiosos e os rituais. O interior é um verdadeiro tesouro de artefatos históricos, religiosos e culturais tibetanos, incluindo estátuas budistas, antiguidades, esculturas, murais e joias religiosas.

Dicas e informações:

  • Sempre verifique as regulamentações mais recentes ao viajar para o Tibete.
  • Esteja ciente de que o Tibete fica fechado para viajantes estrangeiros por 5 a 6 semanas entre fevereiro e março, por ocasião do Ano Novo Tibetano.
  • O Palácio de Potala admite apenas um número limitado de visitantes por dia; portanto, chegue cedo à bilheteria ou reserve uma excursão com uma agência de turismo local.

Huangshan/Montanhas Amarelas

Pintores de rolos passaram séculos tentando capturar a beleza etérea das montanhas “amarelas” de Huangshan, com seus picos de granito surreais e belos e seus pinheiros retorcidos recortados contra a névoa. Reza a lenda que o ancestral sobrenatural da China, o Imperador Amarelo, reside nessas montanhas

backpacking china - Huangshan/Yellow Mountains

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Igualmente impressionante é a engenhosidade humana por trás das escadarias e trilhas vertiginosas que foram construídas diretamente nas montanhas. Você pode subir de teleférico até o topo ou subir a pé pelas escadas, com as opções de uma rota leste mais curta, de 3 a 4 horas, ou uma rota oeste, de 4 a 5 horas. Embora, tecnicamente, seja possível descer a pé no mesmo dia, passar a noite no local oferece a chance de ver o nascer do sol sobre a névoa matinal.

Dicas e informações:

  • O fácil acesso a partir de Xangai faz com que Huangshan fique lotado nos fins de semana e feriados. Evite esses horários, se possível.

Hangzhou

No século XIII, Marco Polo declarou Hangzhou como “a cidade mais bela e elegante do mundo”. Apesar das multidões de turistas que visitam Hangzhou devido ao seu status lendário na China e à sua proximidade com Xangai, a cidade ainda oferece vislumbres da China antiga. Panoramas tranquilos de lagos pontilhados por pagodes, jardins paisagísticos, pontes em arco e casas de chá renderam a Hangzhou o título de “paraíso na terra” da China. Cada estação traz consigo um espetáculo natural diferente — ameixeiras no inverno, flores de pêssego na primavera e acácias com aroma de laranja no outono. Suas margens ladeadas por salgueiros criam o cenário perfeito para uma pintura em aquarela chinesa.

backpacking china - Hangzhou

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Dicas e informações

  • O fácil acesso a partir de Xangai faz com que Hangzhou fique lotada nos fins de semana e feriados. Evite esses horários, se possível.

Parque Nacional de Jiuzhagou

Aninhado nas montanhas Min cobertas de neve, na província chinesa de Sichuan, o Parque Nacional de Jiuzhagou parece saído de um conto de fadas. Florestas verdejantes, cachoeiras impetuosas com inúmeros degraus e lagos de um turquesa intenso, com águas tão cristalinas que é possível ver cada folha no fundo. O alto teor de carbonato de cálcio dessas águas glaciais as torna algumas das mais brilhantes e cristalinas do mundo.

Dicas e informações:

  • No momento da redação deste artigo, Jiuzhagou está fechado devido a inundações e danos à infraestrutura, e a data de reabertura ainda não foi definida.
  • Embora caminhadas e explorações fora das trilhas sejam permitidas até certo ponto, é muito mais prático pegar o ônibus do parque, do tipo “hop-on hop-off”, que para nas principais áreas panorâmicas e permite que você escolha os trechos para explorar a pé.

Parque Nacional de Zhangjiajie

Imagine milhares de imponentes formações cársticas de arenito se erguendo abruptamente em direção ao céu, onde as florestas perenes se fundem etéreamente com as nuvens. As formações cársticas são tão altas (a mais alta, a rocha Jinbiab, tem 380 m) que, muitas vezes, apenas os topos são visíveis através da névoa, o que explica por que muitas pessoas acreditam que Zhangjiajie tenha sido a inspiração por trás das montanhas flutuantesdofilmeAvatar.

O Parque Nacional de Zhangjiajie não se resume apenas a formações rochosas imponentes — espere encontrar uma floresta exuberante e verdejante, escadarias sinuosas construídas nas montanhas, cavernas, pontes naturais, ravinas profundas, riachos cristalinos e cachoeiras espumantes.

backpacking china - Zhangjiajie National Park

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Dicas e informações:

  • Não deixe de visitar a área panorâmica de Huangshizai (você também pode pegar um teleférico). Embora pareça relativamente pouco impressionante no mapa, as vistas são incríveis. Uma trilha fácil de percorrer uma vez no topo, a passarela leva você por vários mirantes diferentes, cada um mais espetacular que o outro.

Hong Kong

⚠️Devido à atual situação política, recomendamos que qualquer pessoa que esteja pensando em viajar para Hong Kong verifique as orientações de viagem do governo local.

Localizada na costa sudeste da China, Hong Kong é um centro comercial cintilante e dinâmico. É onde o Oriente encontra o Ocidente; onde antigas tradições chinesas, influências coloniais britânicas e tecnologia ultramoderna se misturam para formar algo verdadeiramente único. Arranha-céus reluzentes se erguem acima de edifícios coloniais imutáveis, como o Antigo Supremo Tribunal, e dos barcos de aparência antiga que navegam atemporalmente pelo Porto de Victoria. A fusão de culturas pode ser vista na arquitetura, no estilo de vida e, talvez mais claramente, na culinária. Embora haja uma abundância de opções gastronômicas ocidentais, você também pode passear pelas barracas caóticas dos mercados, passando por frutas espinhosas e de aparência estranha, produtos de peixe desidratado e ovos de cor escura que parecem estar fervendo em alcatrão.

backpacking china - hong kong

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Hong Kong ganha vida especialmente à noite, quando passear pela cidade dá a sensação de estar em um filme de ficção científica ou videogame. Algumas áreas — as regionalmente chamadas de Central e Mid-Levels — se conectam verticalmente, em vez de horizontalmente, sendo acessadas por uma rede de escadas rolantes externas interligadas, com paradas ao longo do caminho para acessar pequenas barracas de macarrão ou dim sum com letreiros de néon piscantes.

Dicas e informações:

  • A vista noturna do Victoria Peak, o ponto mais alto de Hong Kong, é impressionante, com as luzes fluorescentes da cidade em expansão perfurando vagamente a névoa escura como tinta.
  • Embora Hong Kong tenha a maior concentração de arranha-céus do mundo e uma das maiores densidades populacionais, os parques naturais representam 40% de sua área total. Você pode desfrutar de caminhadas nas montanhas, parques verdes e até praias tropicais, então faça as malas de acordo!

Xangai

A maior cidade e capital financeira da China, Xangai é imperdível. A imagem mais reconhecível da cidade é o Bund, uma avenida à beira-rio ao longo do rio Huangpu que oferece a visão perfeita da China antiga em contraste com a moderna. Edifícios coloniais das décadas de 1920 e 1930 embelezam a margem oeste, enquanto os arranha-céus futuristas de Pudong se erguem imponentes na outra margem. A vista é particularmente impressionante à noite, quando ambos os lados estão iluminados, realçando o contraste arquitetônico.

backpacking china -Shanghai

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Dicas e informações:

  • Visite o enorme Museu de Xangai, que exibe 5.000 anos de preciosas obras de arte e antiguidades chinesas. Ele também tem o formato de uma panela chinesa antiga!

Lijiang, Dali e o Desfiladeiro do Salto do Tigre

Dali

À sombra da montanha Cangshan e às margens do Lago Erhai, Dali é um destino popular entre os moradores das cidades chinesas que anseiam por céu azul e ar fresco. Embora possa ficar lotada, por estar na fronteira da China continental e nos confins do Himalaia, Dali transmite uma sensação misteriosamente remota, como uma parada no caminho para o mítico Shangri-La.

Suas casas apresentam uma bela uniformidade: edifícios brancos característicos com telhados cinza-ardósia que se estendem por milhas. Dali também está incrivelmente bem preservada, com um típico riacho que desce pacificamente pelas ruas ladeadas por árvores, levando ao centro histórico, onde os edifícios são emoldurados pela cordilheira circundante.

Lijiang

Com 2.000 anos de idade, Lijiang já foi o ponto final da rota comercial do Tibete entre a China e a Índia e ainda é o berço cultural do antigo povo Naxi, uma sociedade matriarcal onde as mulheres trabalham nas barracas do mercado e herdam propriedades, enquanto os homens ficam em casa para cuidar dos filhos. Com suas ruas de paralelepípedos do século XII, canais, vielas e antigas casas Naxi, Lijiang é, sem dúvida, linda, mas isso também significa que fica incrivelmente lotada.

A rota de caminhada mais popular na Cidade Velha de Lijiang leva aoParque do Lago do Dragão Negro, com sua vista espetacular da montanha mais alta da região, a Montanha Nevada do Dragão de Jade. O cenário da montanha contra a ponte de mármore branco e o pavilhão “Abraçando a Lua” é particularmente deslumbrante.

Lijiang é o ponto de partida perfeito para o Desfiladeiro do Salto do Tigre, que é uma caminhada de três dias (22 km) partindo de Qiaotao, geralmente terminando na pousada da Tina, em Shangri-La. Esculpido pelas corredeiras violentas do rio Jinsha, o desfiladeiro do Salto do Tigre atinge quase 4.000 m acima do nível da água, tornando-se um dos cânions mais íngremes e espetaculares do mundo.

Dicas e informações:

  • A entrada oficial para a Montanha Nevada do Dragão de Jade custa 130 CNY (US$ 17), mas há um custo adicional de 180 CNY (US$ 23) para pegar o teleférico até o Parque Glacial, no topo. Existem duas outras rotas de teleférico mais baratas, caso você não queira subir até o topo. Algumas pessoas que sobem até o topo podem sofrer de mal de altitude; por isso, recomenda-se comprar um cilindro de oxigênio antes de embarcar no teleférico, já que os vendidos na montanha custam cinco vezes mais.
  • Taxa de entrada no Desfiladeiro do Salto do Tigre: 65 CNY (US$ 9).
  • Não deixe de visitar a Parte Superior do Desfiladeiro. Fica um pouco mais acima do início da trilha, mas vale a pena a caminhada extra pelas vistas espetaculares. Ao voltar para a trilha, siga pela trilha superior — a trilha inferior acompanha o rio e é agradável, mas não tão impressionante. Você encontrará várias pousadas ao longo do caminho.

Itinerários de mochilão pela China

Itinerário de 2 semanas para mochileiros na China

Dias 1 a 4: Pequim

Dias 5 a 6: Xi’an

Dias 7 a 8: Guilin e Yangshuo

Dias 9 a 11: Hong Kong

Dias 11 a 13: Xangai

backpacking china - itineraries

Kowloon, Hong Kong 📷 @hopewarrenx


 

Itinerário de 3 semanas para uma viagem de mochila pela China

Dias 1 a 4: Pequim

Dias 4 a 6: Xi’an

Dias 7 a 9: Xangai

Dias 9 a 12: Yangshuo e Guilin

Dias 13 a 14: Kunming (pegue o trem de 20 minutos para a Floresta de Pedra)

Dias 15 a 17: Dali OU pule Dali e passe mais um dia em Lijiang para visitar a Montanha Nevada do Dragão de Jade

Dias 17 a 19: Lijiang

Dias 19 a 21: Hong Kong

Se você gosta de cidades: o mesmo itinerário, mas com uma semana em Hangzhou e Huangshan depois de Xangai.

 

Itinerário de 3 semanas pela China para amantes da natureza

Se você gosta de natureza e não se importa em pular uma das cidades

Dias 1-3 Hong Kong

Dias 3-6 Yangshuo e Guilin

Dias 6-8 Kunming (pegue o trem de 20 minutos para a Floresta de Pedra)

Dias 8 a 12: Dali e Lijiang OU pule Dali e visite a Montanha do Dragão de Jade e o Desfiladeiro do Salto do Tigre.

Dias 12 a 14: Chengdu

Dias 14 a 18: Parque Nacional de Zhangjiajie

Dias 18 a 21: Pequim OU Xangai

backpacking china - monkey

📷 @zukiniz

Cultura chinesa

Culinária chinesa

Esqueça os pratos “pu pu” e os biscoitos da sorte, porque, com exceção do que você pode encontrar na região de Cantão (próxima a Hong Kong), a comida na China não terá nada a ver com o que você está acostumado a comer em casa. A razão pela qual a culinária cantonesa parece mais familiar se deve ao grande número de pessoas que emigraram da região para países fora da China, disseminando suas tradições por onde passavam.

A comida varia muito de região para região, com apenas uma certeza culinária que une todo o povo chinês: seu amor inabalável pela comida.

Embora existam inúmeras variações regionais e sub-regionais, pode-se dizer, de modo geral, que há quatro principais cozinhas chinesas: Shandong (Norte), Jiansu (Leste), Guangdong/Cantonês (Sul) e Sichuan (Oeste).

Cozinha de Shandong: Em vez de arroz, a culinária de Shandong apresenta principalmente pratos feitos com farinha de trigo, como macarrão, bolinhos ou panquecas finas.

Prato típico: pato à Pequim. Esse prato favorito de Pequim é composto por pato assado e tiras de pelecrocante de patoenroladas em panquecas finas, geralmente servidas com fatias de pepino, cebolinha e molho hoisin. (Pequim era o nome de Beijing até depois daRevolução Culturaldo final da década de 1960, e o prato ainda é conhecido em grande parte do Ocidente por esse nome).

backpacking china - Chinese food

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Experimente no: Muitos restaurantes de Pequim afirmam ter o melhor pato à Pequim. Experimente no Restaurante Jingzun Peking Duck.

Cozinha de Jiangsu: Ênfase em frutos do mar e molhos de sabor forte. Embora os molhos possam ser fortes, o peixe e a carne são temperados com moderação, para não sobrepor os sabores naturais. Isso significa que seus pratos típicos são aromáticos, levemente salgados e moderadamente doces.

Prato típico: Peixe-mandarim frito agridoce, também conhecido como peixe-esquilo-mandarim. O prato é apresentado de forma que a carne do peixe frito pareça escamas pontiagudas. É coberto por um molho laranja brilhante feito de vinagre e ketchup.

Experimente no: Shunfeng Gangwan, em Xangai.

Cozinha de Guangdong: Famosa por seus pratos cozidos no vapor, sopas, churrasco, arroz frito e pratos salteados levemente temperados. É amplamente considerada a mais sofisticada das cozinhas chinesas.

Prato típico: Rolinho de ovo.

Experimente no: Duck Shing Ho, em Hong Kong.

backpacking china - Guangdong cuisine

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Cozinha de Sichuan: Conhecida por seus pratos oleosos e, muitas vezes, muito apimentados, preparados com (muita) pimenta, alho, cebola e alho-poró. O sabor picante vem do uso do huajiao, ou pimenta entorpecente, que causa uma sensação de entorpecimento em vez de ardência.

Prato típico: Um prato popular até mesmo fora da China, o frango Kung Pao é feito com frango, amendoim, legumes e pimentas.

Experimente no: Chen Mapo Tofu, em Chengdu.

Cultura gastronômica chinesa

  • A etiqueta à mesa chinesa é, em alguns aspectos, o oposto da ocidental. Chupar o prato e demonstrar entusiasmo ao comer são sinais de apreço pela comida, e terminar a refeição é tradicionalmente considerado falta de educação, pois sugere falta de generosidade por parte do anfitrião. Pode-se dispensar a polidez desnecessária, e não é incomum ouvir gritos como “garçom, traga-me água” (服务员!来一杯水!- fú wù yuán! lái yī bēi shuǐ!) sem todos os “por favor” e “obrigado” adicionais.
  • Comer fora na China é uma atividade muito social, tanto que às vezes pode ser difícil encontrar uma mesa pequena para duas pessoas. Seja em casa ou em um restaurante, um prato nunca é servido para apenas uma pessoa. Cada pessoa tem seu próprio prato, mas todos à mesa compartilham a comida.Em muitos restaurantes, os pratos são colocados em uma bandeja giratória e passados ao redor da mesa. Os pratos são muitos e geralmente começam com uma seleção de pratos frios, seguidos pelos pratos principais, acompanhamentos, sopa e, por fim, sobremesa. Grupos grandes significam que as refeições também podem envolver bastante bebida — tanto cerveja quanto bebidas destiladas fortes (baijiu).
  • Os chineses adoram carne e praticamente não há nenhum animal ou parte de animal que eles não comam. Historicamente, acreditava-se que comer órgãos de animais beneficiaria os órgãos correspondentes do ser humano — comer cérebro tornaria a pessoa inteligente, comer coração contribuiria para um coração saudável e comer pênis de animal… bem, você entendeu. Existe até um restaurante em Pequim dedicado inteiramente a servir pênis de animais, e ele é incrivelmente popular e caro!
  • O chá, que é oferecido gratuitamente na maioria dos restaurantes, é a bebida nacional da China. Os tipos mais populares — preto, verde e oolong — costumam ser tomados puros, sem leite nem açúcar.
  • Prepare-se para alguns erros de tradução hilários no seu cardápio (geralmente enorme) — meus favoritos foram “feijão de carne ácida com gotículas respiratórias” e “Rosto da Jane”.

Religião na China

Como país comunista, a China não tem religião oficial, e uma pesquisa de 2015 revelou que 90% dos cidadãos chineses se classificariam como não religiosos. A Constituição chinesa estabelece que as pessoas têm o direito de praticar qualquer religião que desejarem — embora as únicas religiões legalmente reconhecidas sejam o budismo, o taoísmo, o islamismo, o catolicismo e o protestantismo.

É difícil medir o sentimento religioso, já que religião e filosofia costumam estar intimamente entrelaçadas na China, especialmente no que diz respeito ao taoísmo, ao budismo e ao confucionismo. A religião popular, à qual muitos chineses aderem, também se caracteriza por crenças amplas em salvação, veneração dos ancestrais e do mundo natural, que não estão necessariamente associadas à religião clássica.

Taoísmo

A principal religião na China é o taoísmo, uma antiga religião filosófica fundada por Lan Tu em algum momento do século III ou IV a.C. O taoísmo enfoca a necessidade de viver em harmonia com o “Tao”, que é a fonte e a essência de toda a existência. É difícil descrever o taoísmo, já que seu próprio “objetivo” é não se concentrar em alcançar metas, mas sim “fluir” com a vida, descobrindo e abraçando o verdadeiro eu. O taoísmo se concentra nos “três tesouros”: humildade, compaixão e frugalidade. Ao contrário do confucionismo, ele não se concentra na ordem social nem em normas ritualísticas.

Budismo

O budismo foi trazido pela primeira vez para a China por monges indianos há quase 2.000 anos, onde se fundiu com o taoísmo nativo e a religião popular. É a religião com maior influência na China. O budismo antigo era ensinado por Buda e envolvia alcançar a Iluminação por meio da meditação, uma noção que tem inúmeras interpretações diferentes de acordo com cada seita. Durante a Revolução Cultural da década de 1960, muitos templos foram destruídos na tentativa de erradicar toda a religião, mas o budismo na China está voltando a ganhar popularidade. A maioria dos budistas na China é de etnia han, embora os tibetanos também representem um grande número.

Confucionismo

Embora não seja estritamente uma religião, o confucionismo é amplamente seguido na China. Baseia-se nos ensinamentos éticos e filosóficos de Confúcio, que viveu há mais de 2.500 anos.

O princípio fundamental do confucionismo é o “ren” (“humanidade” ou “benevolência”), que equivale aos conceitos de amor, misericórdia, sabedoria, confiabilidade e humanidade. O confucionismo trata essencialmente da relação da pessoa com a sociedade, na qual a família ocupa o centro, antes mesmo do próprio indivíduo. O caminho para alcançar esse modo de vida passa pelo “Li”, um conjunto de normas e regras rituais para a interação com os outros. O controle das emoções, as boas maneiras, a obediência à autoridade e a preservação do “prestígio” são altamente valorizados e importantes. O confucionismo teve um enorme impacto na civilização chinesa e na história mais ampla do pensamento humano.

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Celebrações seculares e festivais

Os festivais são ricos e coloridos. O mais importante deles é o Festival da Primavera — também conhecido como Ano Novo Chinês, com o qual você já deve estar familiarizado pelo costume de nomear cada ano com o nome de um animal. Ele é celebrado por mais de um quinto da população mundial e geralmente conta com espetaculares fogos de artifício e desfiles coloridos de dragões.

  • 1º de janeiro – Dia de Ano Novo
  • 28 de janeiro – Ano Novo Chinês (as datas podem variar – ocorre no 12º mês lunar do calendário chinês)
  • 29 de janeiro – Feriado da “Semana Dourada” do Festival da Primavera
  • 5 de abril (ou 15º dia do equinócio da primavera) – Feriado de Qing Ming Jie
  • 1º de maio – Dia do Trabalho
  • 28 de maio – Festival dos Barcos-Dragão
  • 1º de outubro – Feriado da Semana Dourada Nacional
  • 4 de outubro – Festival do Meio do Outono

Idioma da China

A língua oficial da China é o mandarim. Falada por mais de 800 milhões de pessoas, é de longe a língua mais falada no mundo. O cantonês também é falado por cerca de 60 milhões de pessoas em Guangdong, Hong Kong e Macau. Além desses, a China possui incríveis 56 grupos étnicos reconhecidos, cada um com seus próprios dialetos, que, em sua maioria, não são mutuamente compreensíveis.

Para muitos de nós que usamos o alfabeto latino, o chinês parece uma língua intimidadora e difícil de entender. Ao contrário do alfabeto latino, os caracteres chineses individuais representam não apenas sons, mas significados específicos. Mesmo quando as palavras são decompostas foneticamente em pinyin usando caracteres latinos, elas estão sujeitas a tons (representados pelos símbolos à, ā, ǎ e á) que devem ser pronunciados corretamente. Veja esta frase, por exemplo:

Māmā qí mǎ. Mǎ màn, māmā mà mǎ.

Isso se traduz como “A mãe está montando a cavalo. O cavalo é lento, a mãe repreende o cavalo.”

Percebi pela primeira vez a importância dos tons quando pedi sopa (Tāng) em um restaurante e me trouxeram uma tigela de açúcar (Táng).

Embora aprender os caracteres chineses envolva, sem dúvida, um processo longo e difícil de memorização, aprender a falar chinês (depois de dominar os tons) é, em alguns aspectos, mais fácil do que aprender a falar línguas românicas. O chinês pode ser fascinantemente lógico em sua estrutura.

Por exemplo, as palavras chinesas costumam ser formadas a partir de outras palavras mais simples, como se estivéssemos montando uma frase com peças de Lego.

coruja = cabeça de gato águia 貓頭鷹

panda = urso gato 熊貓

camaleão = dragão que muda de cor 變色龍

caro = preço do céu 昂貴

vulcão = montanha de fogo 火山

batata = feijão de terra 土豆

rádio = máquina que recebe som 無線電

universidade = grande aprendizado 大學

telefone =fala elétrica電話

computador = cérebro elétrico 電腦

Além disso, enquanto a maioria das línguas tem tempos verbais no passado e no futuro, no chinês não há tempos verbais nem preposições, o que significa que, assim que você dominar o vocabulário, poderá praticamente seguir em frente e começar a formar frases. Lembra como era chato memorizar todas as terminações verbais dos tempos no passado e no futuro nas aulas de francês e espanhol? Pois bem, com o chinês você não precisa fazer nada disso!

Ao contrário do inglês, a forma de um verbo chinês nunca muda, independentemente de ser no passado, no futuro ou no presente. Em inglês, o verbo “drink” se torna “drank” no passado, mas o verbo chinês (喝) permanece o mesmo.

Então, como a pessoa com quem você está falando sabe que você está se referindo a algo que ocorreu no passado ou que ainda está por ocorrer?

Grande parte da língua chinesa tem a ver com o contexto; portanto, usar a palavra “ontem” já implica que algo aconteceu no passado. Para comunicar que você fez algo ontem (em vez de dizer que gostaria de ter feito, por exemplo), você acrescenta a palavra (particípio) “le 了” após o verbo, para mostrar que concluiu essa ação.

A frase seria: Ontem eu comi no refeitório (le了)!

Fácil!

backpacking china - bike

📷@zukiniz

Então, como eu me viro na China sem saber chinês?

Tudo bem, isso é ótimo, mas você ainda não fala chinês fluentemente — então, como vai se virar na China? Além de saber algumas frases-chave (abaixo), os aplicativos de tradução serão seus melhores amigos e garantirão que você não coma intestino de pato em conserva em todas as refeições (o que pode ou não ser uma coisa boa).

Google Tradutor

O Google Tradutor é provavelmente o aplicativo mais versátil quando se trata de aplicativos de viagem. Preciso e abrangente, ele oferece traduções de texto e voz e funciona offline. A versão mais recente também possui uma função de OCR (reconhecimento óptico de caracteres), na qual você pode traduzir um texto simplesmente apontando a tela para ele, embora seja necessário estar online para usar esse recurso. O Google Tradutor não requer uma VPN para funcionar na China.

Preço: O Google Tradutor é totalmente gratuito.

Pleco

Um dos aplicativos de tradução bidirecional mais populares e precisos disponíveis. A versão mais básica é essencialmente um dicionário. Ele oferece um tradutor confiável de palavras e frases em inglês, que é muito preciso e também funciona com pinyin. O Pleco também oferece vários complementos pagos, incluindo um complemento de OCR que traduz textos na hora por meio da câmera do seu smartphone e um complemento de escrita à mão que reconhece caracteres que você desenha à mão na tela do celular (tanto em inglês quanto em chinês).

A melhor parte é que o Pleco é um banco de dados de dicionário, portanto, você não precisa de internet para acessá-lo.

Preço: A função básica de dicionário é gratuita. O complemento de OCR custa US$ 14,99 e o complemento de escrita à mão custa US$ 9,99.

Waygo

O Waygo pode traduzir cardápios e placas em chinês para o inglês e é superfácil de usar — basta passar o dedo sobre os caracteres na tela e traduzir! A melhor característica do Waygo é que seu recurso de reconhecimento de caracteres não exige que você esteja online — assim, da próxima vez que você for fazer um pedido em um restaurante sem Wi-Fi, não precisará mais fechar os olhos, apontar e torcer para que dê tudo certo! Se você estiver com o orçamento apertado e viajando sem roaming de dados, o Waygo é um aplicativo muito útil para se ter.

Custo: você tem direito a 10 traduções gratuitas por dia. Compras no aplicativo estão disponíveis por um custo adicional.

HelloChinese

Esse aplicativo prático pode não garantir que você ficará fluente até o final da viagem, mas vai fazer com que você aprenda o básico rapidinho. Além disso, é divertido, envolvente e estranhamente viciante — uma ótima maneira de passar o tempo nessas longas viagens de trem.

Speak The World

OK, talvez sejamos um pouco tendenciosos – mas o Speak the World é realmente útil quando você está viajando! O Speak the World é um recurso do nosso aplicativo Hostelworld que permite traduzir entre idiomas. Selecione o ícone “speak” e o idioma que você deseja traduzir (chinês, neste caso) e, em seguida, comece a falar… É simples assim! Para deixar o clima mais descontraído, você também pode escolher entre 8 filtros de boca hilários que falam junto com a tradução! Está disponível GRATUITAMENTE naApp Store do iTunes e no Google Play.

Conectando-se à internet

É fácil comprar cartões SIM na China e, embora você não consiga obter um número de telefone chinês, existem alguns pacotes de roaming de dados 4G bem baratos disponíveis para estrangeiros. Certifique-se de que seu celular esteja desbloqueado e simplesmente compre um chip quando chegar à China — você os encontrará no aeroporto, nas estações de metrô, em albergues e em lojas de conveniência. Não se esqueça de levar seu passaporte com você.

Um cartão SIM na China custa entre 100 e 200 CNY, e você provavelmente gastará menos com um pacote de roaming de dados chinês do que com um internacional.

Frases essenciais:

Olá – Ni Hao – pronuncia-se “knee how”

Obrigado – Xie Xie – pronuncia-se “shie’r shie’r” (mais ou menos)

Como vai? – Nǐ hǎo ma – pronuncia-se “knee how ma”

Bem/OK – Hǎo – pronuncia-se “how”

Não está bem/OK – Bù hǎo – pronuncia-se “boo how”

Quanto custa? Duoshau qian – pronuncia-se “duoshau keeyarn”

Conta – Maidan – pronuncia-se “my dan”

backpacking china - baskets

📷 @zukiniz

Vacinas na China

A China não exige nenhuma vacina específica, a menos que você esteja chegando de um país com alto risco de febre amarela; nesse caso, será necessário apresentar comprovante de imunização. O CDC e a OMS recomendam as seguintes vacinas para a China: febre tifóide, hepatite A, hepatite B, raiva, encefalite japonesa, poliomielite e gripe, especialmente se você for viajar para áreas rurais da China por longos períodos.

Fuso horário da China

Há apenas um fuso horário na China — o Horário Padrão da China (GMT 8)

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