O Guia Definitivo para Mochileiros no Egito
O Egito é um dos destinos mais procurados do mundo pelos viajantes. O país atrai milhões de visitantes a cada ano, todos ansiosos para conhecer as Pirâmides de Gizé, mas há muito mais no Egito esperando para ser descoberto. Se você está se perguntando se viajar de mochila pelo Egito é uma opção… com certeza que sim! O Egito tem albergues, comida barata, sítios arqueológicos e moradores muito acolhedores — tudo o que um mochileiro que cuida do orçamento deseja!
Mas por onde começar quando se viaja de mochila pelo Egito? E como se locomover? O Egito é seguro? Quanto vai custar? Não se preocupe, respondemos a todas as suas perguntas neste guia DEFINITIVO para viajar de mochila pelo Egito. Tudo, desde o que levar na mala, onde se hospedar e a melhor época do ano para viajar. Continue lendo para descobrir tudo o que você precisa saber sobre viajar de mochila pelo Egito.
Vá direto para:
- Melhor época para visitar o Egito
- Como se locomover pelo Egito
- Custos de viagem no Egito
- Melhores lugares para visitar no Egito
- Onde se hospedar no Egito
- Itinerários para mochileiros no Egito
- Gastronomia no Egito
- Cultura egípcia
- Dicas de viagem para o Egito
Melhor época para visitar o Egito
Para quem adora o sol, o Egito é conhecido por seu clima escaldante. Embora o sol geralmente brilhe no Egito, as temperaturas podem variar de um calor escaldante durante o dia a um frio extremo à noite. Afinal, estamos no deserto subtropical. Em geral, a melhor época para visitar o Egito é de outubro a abril, pois o calor não será insuportável e você evitará as multidões dos principais feriados religiosos.

Clima no Egito
O clima no Egito é consistentemente quente durante todo o ano. Quase nunca chove, mas o país está sujeito a tempestades de areia, que os locais chamam de “ventos khamsin”. Elas são mais comuns durante os meses da primavera, de março a junho.
As temperaturas durante os meses de inverno no Egito (dezembro a fevereiro) caem para cerca de 19 graus durante o dia e para uma média de 10 graus à noite. Durante os meses de verão (maio a outubro), as temperaturas chegam a 35 graus durante o dia e o sol pode ser implacável!
A alta temporada no Egito vai de dezembro a fevereiro, e os custos de hospedagem e transporte ficam mais caros nesses meses. Embora o Egito fique lotado durante a alta temporada, o clima é mais agradável para explorar tumbas e templos (em comparação com o calor extremo dos verões egípcios). Portanto, escolher em que época do ano visitar o Egito é uma questão de equilibrar seu orçamento com sua tolerância ao calor escaldante.
Melhor época para visitar o Cairo
A melhor época para visitar o Cairo e as pirâmides de Gizé é de dezembro a fevereiro, quando as temperaturas ficam em média entre 20 e 25 graus durante o dia. Essa é a temperatura ideal para passear pelas pirâmides ou até mesmo entrar nelas. E sim, o sol deve estar brilhando!
Se você visitar o Cairo durante os meses menos movimentados do verão (maio a outubro), visite os pontos turísticos e explore-os logo cedo, pois o sol nascente pode tornar os passeios extremamente desconfortáveis. Dá pra praticamente ver a Esfinge suando! As vantagens de visitar o Cairo no verão são que haverá menos gente e as acomodações e o transporte serão mais baratos.
Mas o Egito não se resume às pirâmides! O país também abriga o importantíssimo Canal de Suez, no norte, os oásis do Deserto Ocidental, os recifes de corais no Mar Vermelho e o rio mais longo do mundo.
Melhor época para visitar Alexandria
É na costa mediterrânea do Egito que você encontrará a animada cidade de Alexandria. Nessa região do Egito é onde você encontrará um pouco de chuva (se houver) durante os meses de inverno. A época mais movimentada para visitar Alexandria é durante o verão, pois é para lá que os moradores locais se dirigem em massa para se refrescar do calor do deserto.
Sugiro visitar Alexandria durante os meses da primavera, de março a junho, ou do outono, de setembro a dezembro, para evitar as multidões e os preços altos (sem deixar de aproveitar um clima agradável).
h3>Melhor época para visitar o Mar Vermelho
A costa leste do Egito faz fronteira com o Mar Vermelho e é conhecida por seus resorts de praia e mergulho incrível. A alta temporada para visitar cidades da costa leste, como Hurghada, é durante o verão. As temperaturas ficam em torno de agradáveis 25 graus nessa cidade litorânea… nada mal!
Não se preocupe, há albergues incríveis em Hurghada. Para evitar as multidões e os preços altos, visite Hurghada durante os meses de inverno, de dezembro a fevereiro. Ainda estará quente o suficiente para nadar, praticar mergulho com snorkel ou relaxar na praia, mas será bem mais barato e menos lotado.
Melhor época para visitar o Nilo
A maioria das principais atrações do Egito fica ao longo do Nilo, ao sul do Cairo. É nas cidades de Luxor, Edfu e Assuã que você encontrará a maioria dos templos e tumbas antigas do Egito. Mas atenção: faz MUITO CALOR nessas cidades durante os meses de verão. Estamos falando de 40 graus em algumas áreas (e não podemos esquecer da umidade).
Lamento ter que te dar essa notícia, mas esses túmulos e templos fechados não têm ar-condicionado. Embora haja menos gente para visitar esses locais e cidades antigas durante o verão, evite uma possível insolação e visite Luxor, Edfu e Assuã durante os meses de inverno, de dezembro a fevereiro. Isso tornará sua visita ao Nilo muito mais agradável.
Melhor época para visitar o Saara
Se você for a uma das cidades do Deserto Ocidental do Egito, como o Oásis de Siwa, recomendo fortemente evitar essa região durante os picos do verão e do inverno. As temperaturas no verão no Deserto do Saara podem ultrapassar os 38 graus, enquanto as noites de inverno podem cair para -17… caramba!
A melhor época para visitar o Saara (também conhecido como os oásis do Deserto Ocidental) é a primavera ou o outono. Lembre-se de que essa região é suscetível aos ventos khamsin, dos quais falamos anteriormente, que costumam causar tempestades de areia durante a primavera.

Feriados comemorados no Egito
A maioria dos egípcios é muçulmana, sendo o restante da população cristã. É importante ter isso em mente, pois certos feriados religiosos e públicos ocorrem ao longo do ano. As datas do Ramadã, o mês sagrado de jejum, mudam a cada ano, embora geralmente ocorra em maio/junho.
Durante o Ramadã, a maioria dos estabelecimentos fecha durante o dia ou tem horário de funcionamento reduzido. Isso inclui bancos, restaurantes e lojas. Os muçulmanos jejuam do nascer ao pôr do sol durante o Ramadã, por isso o Egito geralmente fica mais animado após o anoitecer, quando o jejum termina. No dia seguinte ao fim do Ramadã, começa um festival de três a quatro dias chamado Eid al-Fitr, que inclui feiras ao ar livre e pequenas festas em algumas cidades do Egito.
Outros feriados e eventos a se levar em conta ao planejar uma viagem ao Egito incluem o Natal copta, quando os cristãos coptas celebram o Natal nodia 7 de janeiro. Você encontrará decorações natalinas até bem entrado janeiro. É muito festivo!
O Festival do Sol de Abu Simbel acontece nodia 22 de fevereiro de cada ano. É quando os raios do sol nascente se alinham perfeitamente com o templo de mesmo nome, e a luz irrompe pela entrada para iluminar o santuário interno. Este festival celebra os magníficos templos antigos de Abu Simbel ao nascer do sol, com danças núbias, comida de rua e música ao vivo.
Os egípcios também comemoram um feriado chamado Sham al-Naseem, que significa “sentir a brisa”. Isso marca o início da primavera, no dia seguinte à Páscoa.
Wafaa an-Nil significa “fidelidade do Nilo”. É uma celebração do Nilo e da importância que ele tem na vida cotidiana dos egípcios. Esse evento ocorre todo ano em agosto.
Lembre-se de que viajar em qualquer uma dessas datas exigirá um planejamento extra. Essas festividades e feriados religiosos podem afetar o transporte público, e os quartos em albergues serão reservados mais rapidamente do que o normal. Os preços estarão mais altos e tudo ficará bem mais movimentado; portanto, leve esses eventos em consideração ao planejar uma viagem ao Egito.
Como se locomover pelo Egito
Dependendo do seu meio de transporte, viajar pelo Egito provavelmente não será tão confiável ou confortável quanto viajar, digamos, pela Europa. Felizmente, não é um país muito grande, então se locomover não deve causar muitos problemas.
Voando no Egito
A maneira mais prática (e mais cara) de se locomover é voando em voos domésticos com a Egypt Air. Dependendo do tempo que você tiver ou do seu orçamento, os voos domésticos entre cidades como Alexandria, Cairo, Asuã e Hurghada são a opção mais fácil. Esteja ciente de que um voo doméstico no Egito vai custar algumas centenas de libras.
Ônibus no Egito
Se você tiver tempo e quiser economizar, ônibus e trens são as opções mais acessíveis para mochileiros. Existem ônibus de longa distância entre as principais cidades, e eles costumam ser baratos. Confira a West & Mid Delta Bus Company se estiver viajando pelo Deserto Ocidental (para áreas como o Oásis de Siwa) ou ao longo da costa do Mediterrâneo. Você pode comprar passagens online ou na rodoviária de um dos destinos da empresa.
A Go Bus é uma opção conveniente que percorre as rotas do norte do Egito, levando você a cidades na Península do Sinai. Ela também oferece rotas ao longo da costa do Mar Vermelho. Os preços das passagens da Go Bus dependem do serviço escolhido (VIP ou padrão), mas todos os assentos têm ar-condicionado, o que é uma vantagem! Você pode reservar passagens facilmente online com a Go Bus.
Trens no Egito
Se viajar de ônibus de longa distância não for sua praia, há uma enorme rede ferroviária em todo o Egito, com um confortável trem noturno que vai do Cairo a Asuã. Se você estiver indo para Asuã, recomendo essa opção, pois a viagem de 12 horas pode ser exaustiva em um trem básico. No entanto, é caro — de €70 a €96, dependendo se você reservar uma cabine com cama de solteiro ou de casal. O lado positivo é que o jantar e o café da manhã estão incluídos no preço.
Dica de profissional: traga seu próprio papel higiênico e tome cuidado com o botão que você aperta ao dar descarga no trem. Talvez eu tenha ou não apertado algo que jogou água no meu rosto. Opa…
Se você já sabe que quer reservar um trem com vagão-leito, certifique-se de fazer isso com antecedência, pois os lugares costumam esgotar. O trem oferece serviços rápidos e lentos, então verifique bem qual deles você precisa antes de comprar a passagem.
Cruzeiro pelo Nilo no Egito
Pegar o trem noturno do Cairo para Assuã significa que você vai pular tudo o que fica no meio do caminho, mas muitos viajantes fazem isso com a intenção de subir o Nilo de volta em um cruzeiro.
Um cruzeiro de três noites pelo Nilo, de Assuã a Luxor, passa por todos os pontos turísticos, incluindo Edfu e Kom Ombo. Além disso, é incrivelmente bonito! O Nilo era, e ainda é, muito importante para os egípcios como fonte de vida. Os antigos egípcios dependiam dele para alimentação, água e transporte já há 5.000 anos! Mas tome cuidado com os crocodilos do Nilo…
Um cruzeiro pelo Nilo no Egito pode, porém, esvaziar sua carteira. Os preços variam de €350 a €530, dependendo da época do ano e do cruzeiro que você escolher. Mas você terá um quarto agradável com ar-condicionado! Alguns cruzeiros oferecem buffet em todas as refeições, ajuda na reserva de excursões e até mesmo piscina na cobertura e academia! #chique
Em alguns barcos, você pode contratar um guia para levá-lo aos principais pontos turísticos. Essa pode ser uma ótima maneira de obter informações valiosas com um morador local. O cruzeiro pelo Nilo significa viajar em um ritmo mais lento, mas você verá coisas incríveis ao longo do caminho. Compre os ingressos com antecedência, pois eles costumam lotar com grandes grupos de turistas.
Quando o cruzeiro te deixar em Luxor, você pode pegar um ônibus para Hurghada. Quer explorar a Península do Sinai? Faça uma viagem de balsa de duas horas pelo Mar Vermelho até Sharm El Sheikh. Não deixe de parar no caminho para praticar mergulho com snorkel!

Transporte urbano no Egito
Vou ser totalmente honesta com você e dizer que o transporte urbano no Egito não é nada glamoroso. Existem os tuk-tuks (que os egípcios chamam de “tok-toks”) e os micro-ônibus (que soam como “meekrobas”).
Um micro-ônibus é parecido com os coletivos da América do Sul. É uma van com capacidade para cerca de 10 a 14 pessoas que circula pelas cidades sem horário fixo. Se o motorista te vir esperando na rua, ele vai chamar para perguntar se você precisa de uma carona. Basta gritar de volta para onde você quer ir. Se o motorista estiver indo nessa direção, ele vai te dizer o preço e você é só entrar.
Você também pode pegar micro-ônibus em rodoviárias ou estações de trem. Lembre-se de que ele não vai partir até que esteja cheio. O preço é bem barato e você paga diretamente ao motorista durante a viagem.
Os “tok-toks”, como os tuk-tuks da Tailândia, são uma opção barata, mas um pouco mais caótica. Eles tocam música bem alta e, muitas vezes, são dirigidos por pessoas jovens demais para dirigir. Certifique-se de negociar o preço antes de entrar.
Táxis e Ubers não são recomendados, pois essa é uma forma comum de ser enganado no Egito. Se você insistir em pegar um táxi, peça para o seu albergue chamar um para você e combine o preço antes de entrar, já que a maioria dos táxis no Egito não usa taxímetro. Também não recomendamos alugar um carro e dirigir por conta própria no Egito. As estradas podem ficar bem confusas — imagine faixas de tráfego, mas ninguém usando-as.
Custos de viagem no Egito
É perfeitamente possível viajar pelo Egito com uma mochila e um orçamento apertado. Mantenha os custos baixos hospedando-se em albergues, evitando restaurantes que são armadilhas para turistas e sendo esperto com o transporte. Quando estiver no Egito, também ajuda se você for bom em pechinchar.
Lembre-se de que pode haver preços diferentes para estrangeiros e egípcios. Por exemplo, se você for pegar o trem do Cairo para Assuã, há dois preços distintos, assim como na visita aos sítios arqueológicos. Não se assuste se vir um preço e for cobrado algo mais alto. Provavelmente é apenas o valor para estrangeiros, mas é sempre bom conferir.
Moeda do Egito
A moeda do Egito é a libra egípcia (LE). A maioria dos lugares aceita cartão de crédito, mas é melhor ter dinheiro em mãos por precaução. Há caixas eletrônicos disponíveis em muitos lugares.
Esteja ciente de que é difícil conseguir troco de pequenas quantias no Egito; portanto, ao sacar dinheiro de um caixa eletrônico, opte por um valor ímpar que gere menos troco. A nota de 200 LE é a de maior valor que você pode obter e a mais difícil de trocar. As outras notas egípcias são de 5 LE, 10 LE, 20 LE, 50 LE e 100 LE.
Vai ser complicado, mas tente pagar com o valor exato em restaurantes, mercados e no transporte público. Se você tentar trocar uma nota de alto valor, é provável que a pessoa não consiga dar troco.
Moedas também são difíceis de encontrar. Se por acaso você conseguir uma, guarde-a como lembrança, pois elas são bem legais! A moeda de uma libra tem a imagem do Rei Tut, e a moeda de 50 piastras (ou seja, 50 centavos) mostra o perfil da Rainha Cleópatra. Como dica geral para mochileiros, mantenha um pouco da moeda do seu próprio país escondida na mochila, caso você se depare com alguma dificuldade. Alguns restaurantes e albergues aceitam dólares americanos ou euros.
Custos com alimentação no Egito
Os custos com alimentação no Egito são geralmente baixos. Um sanduíche de falafel ou um shawarma podem custar cerca de 3 LE em uma churrascaria ou lanchonete de kebab. Como aviso geral, tome cuidado com a comida de rua no Egito. Sei que geralmente é um ritual de passagem para mochileiros em viagens, mas no Egito a comida de rua pode te deixar bem doente (também conhecida como “barriga de múmia”).
Se você for fazer uma refeição sentada, ela pode custar entre 100 e 150 libras egípcias (€4 a €8). O preço de uma garrafa de água de dois litros é de cerca de LE20 (menos de €1) e o de uma cerveja, de cerca de LE30 (€1,50).
Dar gorjeta (também conhecida como baksheesh) é costume em todo o Egito, geralmente 10%. Dê gorjeta aos funcionários de restaurantes, motoristas de táxi ou tuk-tuk e, às vezes, aos guardas em locais turísticos. Lembre-se de que, se o estabelecimento ou restaurante não tiver troco para uma nota de valor alto, eles ficarão com o troco como gorjeta (não importa o valor). Isso também vale para a compra de ingressos em museus, templos ou tumbas.
Custo de vida no Egito
O custo de vida no Egito é razoável para quem viaja com orçamento limitado. Você pode encontrar camas em dormitórios por cerca de €7 no Cairo, €4 em Luxor e €6 em Hurghada. Alexandria é a cidade mais cara para se hospedar, com o preço médio de uma cama em dormitório em €12.
O preço médio de um tok-tok ou micro-ônibus é de cerca de LE15, dependendo de para onde você estiver indo (e da sua habilidade de barganhar).
Um mochileiro deve reservar cerca de LE 600 (€ 30) por dia para alimentação, hospedagem e transporte. Reserve um pouco mais se for fazer compras em feiras ou visitar um sítio arqueológico egípcio. As entradas para os principais pontos turísticos variam de LE 100 a LE 250 (€ 4 a € 13).
Por exemplo, custa cerca de LE160 (€8) para visitar as pirâmides (sinceramente, não é ruim) e LE200 (€10,50) para entrar no Vale dos Reis (esse é o ingresso mais básico, que permite a visita a quatro tumbas). Há também um custo extra se você quiser tirar fotos de templos, tumbas ou múmias, o que vale a pena pagar, pois você corre o risco de ter seu celular ou câmera confiscado ou de ser escoltado para fora da área se tentar agir às escondidas.
Compras no Egito
Pechinchar faz parte da diversão ao fazer compras em feiras ou ao negociar o preço do transporte local, então prepare-se para a negociação.
Se um vendedor lhe der um preço, ofereça metade disso. O vendedor sabe que você é turista e automaticamente aumenta o preço quando vê que você está comparando preços. Pechinchar é complicado, mas dê uma olhada em vários lugares e tenha uma noção de quanto as coisas custam. No fim das contas, lembre-se de que a diferença entre 5 LE e 10 LE realmente não é tanta assim.
O Egito é um dos países mais visitados do mundo e depende do turismo para se manter de pé. Os pontos turísticos mais populares podem ser um pouco caros para quem viaja com orçamento médio, mas, ei, você está vendo locais realmente antigos! Espere que cada local tenha sua própria loja de lembranças; portanto, se quiser comprar algo para a família (ou para você mesmo), espere até o final da viagem para que os itens não deixem sua mala pesada. Posso garantir que não faltam lojas ou mercados no Egito.
Existem cerca de 20 locais antigos imperdíveis para visitar neste país. Se você estiver viajando para o Egito para aprender, descobrir e mergulhar em sua história, lembre-se de que os custos das visitas a cada lugar vão se somar. Mas vale muito a pena.
Os melhores lugares para visitar no Egito
A maioria das pessoas que visita o Egito vai com a intenção de explorar os sítios antigos, e deixe-me dizer uma coisa: esses sítios valem a viagem. Se você é madrugador, isso vai jogar a seu favor. Se não for… tente ser madrugador para essa viagem de mochila nas costas. Quanto mais cedo você chegar aos locais, menos lotados e mais agradáveis eles serão.
O Egito é tão rico em história que você vai se sentir como se tivesse voltado no tempo ao explorar o país. Você estará cercado por obeliscos altos, pirâmides impressionantes, templos dedicados aos deuses e à realeza egípcios, hieróglifos esculpidos com detalhes intricados em paredes e colunas que estão de pé há mais de 4.500 anos, tumbas funerárias e múmias de aparência amigável (tá, talvez não tão amigáveis assim, mas elas só estão tentando aproveitar a vida após a morte). Prepare o rolo da câmera!
Melhores lugares para visitar no Cairo
Os melhores lugares para visitar no Cairo são o Museu Egípcio, as Pirâmides de Gizé, Khan el-Khalili, o centro do Cairo, a Mesquita de Al-Azhar e o Cairo Antigo.
O Museu Egípcio deve ser sua primeira parada no Cairo para uma revisão da história de tudo o que diz respeito ao Antigo Egito. É um museu enorme, então reserve um tempo para explorá-lo por completo. Não perca as Galerias de Tutancâmon, onde você encontrará a máscara intricada do Rei Tut, pesando 11 quilos, além de alguns dos tesouros reluzentes que foram encontrados em seu enorme túmulo.
Pague um valor extra para ver a Coleção de Múmias Reais do museu, literalmente uma sala cheia de múmias que já foram reis e rainhas do Egito Antigo. É incrível como elas estão bem preservadas. Os seguranças são bem rigorosos quanto à proibição de fotos nessa sala, então não tente tirar uma foto às escondidas. O novo Museu Egípcio está previsto para ser inaugurado em 2020 e será muito maior, abrigando mais de 100.000 artefatos e localizado bem próximo às pirâmides. O museu atual fica no centro do Cairo, então, depois da sua aula de história, vale a pena explorar o bairro. Repare que a cidade está coberta por uma camada de areia – vida no deserto!
Logo ao sul do centro da cidade fica o Cairo Antigo (também conhecido como Cairo Copta). Aqui você pode caminhar pelas muralhas do Forte de Babilônia e explorar o Museu Copta. O Cairo Antigo é onde você pode ter um vislumbre do período cristão inicial do país, com suas muitas igrejas.
Khan el-Khalili é uma experiência de compras que você precisa viver pelo menos uma vez na vida. É um labirinto de lojas e oficinas no Centro Islâmico, ótimo para encontrar lembranças e testar suas habilidades de barganha. Enquanto estiver em Khan el-Khalili, não deixe de visitar a Mesquita de Al-Azhar. É um belíssimo edifício com arquitetura e história complexas, concluído no ano 970 d.C. Lembre-se de tirar os sapatos e vestir-se adequadamente ao visitar a mesquita.
É claro que, quando estiver no Cairo, você deve ir até o Planalto de Gizé. Na verdade, dá para ver as pirâmides da própria cidade, mas obviamente você vai querer chegar bem perto para conhecer essas construções antigas de 4.500 anos. As pirâmides que você verá são a Pirâmide de Khufu (a Grande Pirâmide), a Pirâmide de Khafre e a Pirâmide de Menkaure. E, claro, tire uma foto da icônica Esfinge, que guarda essas estruturas. Elas ficam abertas para visitação das 8h às 17h. Embora esses três ícones possam ser as únicas pirâmides que você visitará, na verdade há mais de cem pirâmides no Egito.
Depois de comprar o ingresso para as pirâmides, aproveite para explorar com calma e absorver sua história e beleza. Haverá muitos turistas, então espere grandes multidões e pessoas aparecendo de surpresa nas suas fotos do Instagram. Prepare-se para ser abordado por moradores locais que tentam vender lembranças, oferecer um passeio de camelo ou de carruagem ou tirar uma foto sua por uma pequena quantia. Isso faz parte da experiência de visitar uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo!
Você pode pagar um valor extra para entrar em uma das pirâmides, mas, graças aos saqueadores de tumbas ao longo dos anos, você não encontrará nenhum tesouro enterrado. Mas, falando sério, quantas pessoas podem dizer que já estiveram dentro de uma das pirâmides?! Não vou revelar muito, porque você precisa explorar as pirâmides por conta própria, mas vou avisar que, se você for claustrofóbico, entrar em uma pirâmide talvez não seja a melhor ideia.

Os melhores lugares para conhecer o Egito Antigo
Depois de conhecer todos os pontos turísticos do Cairo, siga para o resto do país. Os melhores lugares para vivenciar o Egito antigo incluem Abu Simbel, Kom Ombo, o Templo de Hórus, o Vale dos Reis, o Templo de Karnak e o Templo de Luxor. Você tem muito o que explorar!
Você terá que viajar até Assuã para ver Ramsés II em Abu Simbel. O templo foi descoberto em 1813 por um pesquisador suíço e ficava às margens do maior lago artificial do mundo, o Lago Nasser. Esse lago ameaçava submergir o local, então, na década de 1960, o templo foi desmontado e reconstruído mais afastado do lago. Imagine só esse projeto!
Se puder, visite Abu Simbel ao nascer do sol. A luz da manhã incide sobre as enormes estátuas de pedra de Ramsés II e sua rainha Nefertari de forma tão espetacular que você ficará de queixo caído. Abu Simbel é pura magia.
Siga para Kom Ombo para conhecer o Templo dos Dois Deuses. Neste lugar único, você aprenderá sobre o Deus Crocodilo (Sobek) e o Deus Falcão (Horus), além do importante papel que desempenharam na vida do antigo Egito. Kom Ombo é um templo duplo, o que significa que o edifício está dividido ao meio, sendo cada metade dedicada a um dos deuses. Você encontrará colunas esculpidas e hieróglifos que datam do século II a.C.
Você não pode deixar de visitar o Templo de Hórus em Edfu, o templo mais bem preservado do Egito. Essa beleza imponente foi, na verdade, descoberta em meados do século XIX, após ficar coberta por areia e sedimentos do Nilo. O local atrai uma multidão enorme, por isso é recomendável ir logo na abertura, pela manhã, para que você possa apreciar as paredes e passagens cobertas de hieróglifos sem ficar amontoado com outros turistas.
Depois, há o Templo de Karnak e o Templo de Luxor, em Luxor. O Templo de Karnak é enorme — é o segundo maior edifício religioso do mundo, depois de Angkor Wat! Na antiguidade, esse local era um centro de culto tebano. O Templo de Luxor marca o início da Avenida das Esfinges, que se estende até o Templo de Karnak. É impressionante visitá-lo à noite, com as luzes iluminando os altos obeliscos e estátuas — tente ver esse local depois que escurecer! Este é um templo que resistiu a muitas adversidades, incluindo o domínio grego e romano. Em certa época, foi transformado em igreja e, posteriormente, em mesquita, por isso tem uma história ricíssima!
Não se esqueça de visitar o Vale das Rainhas e o Vale dos Reis. Esses são os locais de sepultamento da realeza do Egito Antigo, situados na margem oeste do Nilo, em frente a Luxor. Não se trata de um cemitério típico com lápides, mas sim de cavernas profundas pintadas com hieróglifos coloridos e obras de arte que levam a tumbas antigas.
Como o nome indica, o Vale das Rainhas é onde as rainhas e seus filhos eram enterrados. O Vale dos Reis inclui 62 tumbas e é onde você pode encontrar a múmia do Rei Tut. Mais uma vez, a segurança é super rigorosa quanto a tirar fotos nessas tumbas. Só é permitido com um ingresso para fotos, então vale a pena comprá-lo.
Cada um desses templos e sítios do Egito Antigo fica ao longo do Nilo e está lá há mais de 3.000 anos. O Nilo era fundamental para o Egito Antigo, pois fornecia alimento, água e transporte para o povo. Enquanto você estiver explorando as cidades ao longo do Nilo, faça um passeio em uma feluca tradicional, que era como os antigos egípcios costumavam se locomover.

O Vale dos Reis 📷Ron Porter
Onde se hospedar no Egito
Com milhões de viajantes visitando o Egito a cada ano, o país oferece muitas opções de hospedagem, e os egípcios são muito hospitaleiros!
Você não encontrará muitos dormitórios em albergues; é mais provável que encontre quartos privativos individuais ou duplos. De qualquer forma, você encontrará alguns albergues únicos no Egito. É uma ótima maneira de economizar dinheiro e conhecer outros mochileiros. As tarifas para quartos privativos e dormitórios dependem da época do ano em que você visitar o país.
Albergues no Egito
Alexandria é a segunda maior cidade do Egito e fica bem às margens do Mediterrâneo. É caro se hospedar aqui durante a alta temporada, já que muitos viajantes e egípcios gostam de vir para cá para se refrescar. Mas não se preocupe, há alguns albergues econômicos em Alexandria. O Ithaka Hostel é um albergue pequeno, mas animado, no coração da cidade; além disso, fica bem na praia, para que você possa dar um mergulho no fresco mar Mediterrâneo! Os preços dos dormitórios começam em € 12.

Ithaka Hostel
Há tantos albergues legais no Cairo que pode ser difícil escolher em qual se hospedar! O Dahab Hostel fica a uma curta caminhada do Museu Egípcio, na Praça Tahrir, e do Mercado Khan El-Khalili, no Centro Islâmico, além de estar próximo às estações de trem e ônibus. Esse albergue colorido também tem um terraço com clima de praia, apesar de estar bem no meio de uma cidade enorme. É um ótimo cantinho para compartilhar um narguilé com novos amigos.
Outra opção legal no Cairo é o Tahrir Square Hostel. Cada beliche vem com um armário, além de uma cortina para a sua cama, garantindo um pouco de privacidade. Custa cerca de €9 por uma cama em dormitório e inclui café da manhã grátis, o que é um grande ponto positivo, já que os egípcios são conhecidos por seus cafés da manhã fartos.
Se for para Luxor, você vai gastar cerca de €4 por uma cama em dormitório. Dê uma olhada no Nefertiti Hotel, um estabelecimento familiar que também administra um restaurante e uma agência de passeios turísticos. É um bom lugar para conhecer moradores locais e aprender um pouco sobre a cultura egípcia enquanto saboreia a excelente culinária local. Seu lounge na cobertura também oferece uma vista deslumbrante do Templo de Luxor ao pôr do sol que você não vai querer perder. Os preços dos quartos começam em €25 por um quarto individual privado. Uma opção mais econômica em Luxor é o Bob Marley House Hostel, onde os quartos individuais privados custam a partir de €7 e incluem café da manhã.
Asuã é uma cidadezinha caótica. Em vez de se hospedar no centro, vá até a Vila Núbia, na margem oeste do Nilo. A Ekadolli Nubian Guesthouse Aswan é uma ótima opção. Ela tem uma bela vista para o Nilo, além de poder ajudar a organizar sua visita a Abu Simbel, que fica a cerca de quatro horas de distância. Os hóspedes adoram a comida desse albergue! Os quartos custam a partir de €25 por noite.
Se você preferir se hospedar no centro de Asuã, dê uma olhada no Keylany Hotel, que fica mais perto das estações de trem e ônibus. Cada quarto tem ar-condicionado e o albergue conta com um restaurante no local, além de um jardim na cobertura. Café da manhã incluído = ótimo!
Siga para Hurghada, uma cidade turística às margens do Mar Vermelho. Essa cidade costuma ser bem cara, especialmente na alta temporada, mas o aconchegante Sea Waves Hotel tem preços a partir de €7 por uma cama em dormitório. É bem provável que você passe o tempo na praia com novos colegas de albergue quando estiver em Hurghada – relaxamento total.
Se você fizer a viagem de balsa de duas horas pelo Mar Vermelho até a Península do Sinai, faça uma parada em Sharm El Sheikh. Os albergues por lá são mais parecidos com resorts econômicos. Se você quiser praticar mergulho com snorkel ou cilindro no Mar Vermelho, o Oonas Dive Club vai te levar para um mergulho – eles ficam bem na praia e as diárias começam em €30 por um quarto privativo.
Os preços das acomodações no Egito podem variar bastante dependendo da época do ano em que você visitar o país. Lembre-se: a alta temporada corresponde aos meses de inverno, de dezembro a fevereiro. A baixa temporada abrange os meses de verão, de maio a outubro.
Se você estiver viajando pelo Egito em grupo, a hospedagem será mais econômica, já que a maioria dos albergues oferece quartos com banheiro privativo para três ou quatro pessoas. Mas não se preocupe: você ainda encontrará muitas camas em dormitórios baratos se estiver viajando sozinho.
Compare mais albergues no Egito
Itinerário pelo Egito
Há muito para ver e fazer no Egito. Você tem o Deserto Ocidental, onde pode curtir os diversos oásis do Saara. Alexandria é uma cidade animada na costa do Mediterrâneo. O Canal de Suez é parte integrante da economia e do crescimento do país. A Península do Sinai tem uma rica história bíblica, sendo o local onde Moisés dividiu o Mar Vermelho. Você nunca vai ficar entediado na agitada metrópole do Cairo, e em Assuã, Edfu e Luxor você encontrará sítios arqueológicos egípcios antigos de tirar o fôlego.
Não importa o que você queira ver ou para onde queira ir, viajar de mochila pelo Egito é uma grande aventura!
Itinerário de 7 dias pelo Egito
Depois de pousar no Cairo, se acostume com o novo ambiente dando uma caminhada. Entre em um restaurante e experimente pela primeira vez a culinária egípcia; depois, pare no mercado Khan el-Khalili e tire a poeira das suas habilidades de pechincha. Ao lado do mercado fica a Mesquita Al-Azhar, que praticamente implora para que você tire uma foto dela. Tenha uma boa noite de sono, pois amanhã é um grande dia!
No segundo dia no Egito, você precisa acordar cedo para ser o primeiro da fila no Museu Egípcio. Sugiro vir aqui antes das pirâmides, para refrescar um pouco a memória sobre história. Depois de explorar o museu e aprender mais do que imaginava, siga para o planalto de Gizé. As pirâmides estão esperando por você!
Quando chegar às pirâmides, passe de três a quatro horas apenas caminhando pelo local e absorvendo tudo. Vai estar lotado e movimentado, mas, ora, essas construções incríveis existem há mais de 4.500 anos — é claro que você não é o único que quer vê-las! Pague um valor extra para entrar em uma das pirâmides ou até mesmo dar uma volta de camelo pelo local para tirar aquela foto perfeita para o Instagram. Não se esqueça de tirar uma selfie com a misteriosa Esfinge!

Depois de curtir essa maravilha do mundo, pegue suas malas e siga para a estação ferroviária, onde você embarcará em um trem-leito de 12 horas com destino a Assuã.
No terceiro dia, acorde na ensolarada Asuã. Dependendo do seu orçamento e do que você quiser ver, é aqui que você tem a opção de embarcar em um cruzeiro de três noites pelo Nilo, que o levará pelo rio mais longo do mundo, com paradas em Edfu e término em Luxor. É uma experiência realmente incrível! Se você não estiver a fim de um cruzeiro, hospede-se em um dos albergues de Asuã e organize um passeio tradicional de feluca pelo rio.
No quarto dia, acorde MUITO cedo para chegar a Abu Simbel a tempo do nascer do sol — uma vista incrível que você vai lembrar para sempre. Passe um tempo admirando as enormes estátuas do rei Ramsés II e de sua rainha Nefertiti. Você sabia que esse templo foi transferido, peça por peça, para um local mais afastado da margem do lago onde está situado? Quem diria que era possível mover um templo de 3.000 anos?! Você deve comprar um passe fotográfico para Abu Simbel, pois seu interior tem muitas estátuas e hieróglifos que você vai querer mostrar para sua família quando voltar para casa.
Ao voltar ao centro de Assuã, pegue um ônibus, trem ou barco de cruzeiro e siga de volta pelo Nilo até Edfu. Não deixe de fazer uma parada em Kom Ombo no caminho, apenas uma hora e meia antes de chegar a Edfu — se você estiver em um cruzeiro pelo Nilo, ele vai parar aqui de qualquer maneira. É aqui que você pode visitar o Templo dos Dois Deuses, além de ver alguns crocodilos mumificados! É isso mesmo, os crocodilos eram mumificados assim como os faraós, e sim, esse réptil parecido com um dinossauro ainda tem a mesma aparência de 2.000 anos atrás. Eca!
Siga para Edfu para passar a noite.
Explore Edfu no quinto dia da sua viagem. A cidade abriga mercados enormes e o Templo de Hórus, um templo muito bem preservado com muita história dentro de suas paredes. Depois de reservar um tempo para percorrer esse magnífico templo, embarque no ônibus, trem ou cruzeiro com destino a Luxor.
O sexto dia vai ser intenso. Acorde cedo e vá até a cidade para visitar o Templo de Karnak e o Templo de Luxor. O Templo de Karnak é um dos maiores templos já construídos pelo homem, então você terá muito o que ver. Ele também inclui a impressionante Avenida das Esfinges, com três quilômetros de extensão, que se conecta ao Templo de Luxor. Ambos os templos estão de pé há mais de 3.000 anos!
À tarde, pegue um ônibus para o Vale dos Reis e o Vale das Rainhas. Esses são os locais de sepultamento da realeza do antigo Egito, localizados na margem oeste do Nilo, em frente a Luxor. Aqui você terá a oportunidade de ver o túmulo do Rei Tut e sua múmia, que repousa pacificamente ali desde por volta de 1324 a.C. O túmulo dele é um dos únicos que não foi saqueado por ladrões, e é por isso que temos tantas informações sobre esse jovem rei.
Depois de dar um oi ao Rei Tut e seus amigos, embarque em outro ônibus que levará quatro horas até Hurghada, na costa do Mar Vermelho. Você chegará lá depois de escurecer, então aproveite para descansar em um dos albergues da cidade.
Acorde no sétimo dia, vista sua roupa de banho e peça ao albergue para te ajudar a organizar um passeio de mergulho com snorkel no Mar Vermelho! O Mar Vermelho oferece alguns dos melhores locais para mergulho com snorkel e cilindro do mundo, com seus peixes coloridos e recifes de corais. Não se esqueça de levar sua GoPro para essa aventura!

Os passeios de barco no Mar Vermelho geralmente duram cerca de quatro a cinco horas. Daqui, você pode seguir para a Península do Sinai e seguir em direção à Jordânia e a Israel, se ainda estiver viajando. Ou pegue sua mochila e embarque no próximo ônibus de cinco horas para o Cairo, encerrando assim sete dias intensos no Egito.
Itinerário de 10 dias no Egito
Um roteiro de 10 dias pelo Egito dá a você tempo para incluir mais uma ou duas cidades no roteiro de sete dias acima.
Comece em Siwa, o oásis no deserto a 50 quilômetros da fronteira com a Líbia. Essa bela região é diferente de qualquer outro lugar do mundo. Cercada pelo Grande Mar de Areia e pela Depressão de Qattara, Siwa é uma área isolada com sua própria cultura e idioma únicos, chamado berbere. Aqui você pode explorar a Fonte de Cleópatra, a Ilha de Fatnas e as ruínas da Fortaleza de Shali. Vale a pena passar uma noite aqui; você ficará impressionado ao perceber como algo tão belo pode estar tão isolado do resto do país.
De Siwa, pegue um ônibus de oito horas para Alexandria. Passe uma noite na costa do Mediterrâneo e conheça a intricada mesquita el-Mursi Abul Abbas ou dê um passeio pela Corniche, um calçadão à beira-mar, antes de seguir para a Ponte Stanley para apreciar vistas panorâmicas da cidade e do mar. É em Alexandria que você encontrará a imponente Bibliotheca Alexandrina, construída em 2002 após o incêndio que destruiu a Biblioteca Real de Alexandria original.
No terceiro dia, pegue o ônibus ou o trem para o Cairo e comece o itinerário de sete dias que o levará pelo Egito e pelo Nilo. Ao chegar a Hurghada no décimo dia, faça uma viagem de balsa de duas horas pelo Mar Vermelho para terminar na cidade litorânea de Sharm El Sheikh, na Península do Sinai.
Em dez dias, você poderá conhecer o Deserto Ocidental, o Mediterrâneo, os sítios arqueológicos ao longo do Nilo e o Mar Vermelho. Essa viagem relâmpago de mochila nas costas é algo de que você vai falar com seus amigos por muito tempo!

Gastronomia no Egito
Você já sabe que o Egito é famoso por suas pirâmides, mas não se esqueça de que o país também tem uma culinária incrivelmente deliciosa. Os pratos típicos incluem queijo, folhas de uva, homus, falafel, pão e feijão. A comida é uma parte importante da cultura egípcia, então vamos nos atualizar sobre o que pedir quando você estiver viajando de mochila pelo Egito.
Comida tradicional no Egito
Os egípcios adoram seus temperos, especialmente o cominho, então você vai encontrar muito sabor na culinária egípcia. Hummus, torshi (legumes em conserva), queijo e azeitonas costumam ser servidos no café da manhã, que geralmente é uma grande variedade de petiscos que você coloca no prato à vontade, no estilo bufê.
A culinária tradicional do Egito inclui pratos como mahshi, shawarma, kofta e ta’ameya. O mahshi é a versão egípcia das folhas de uva recheadas, geralmente com arroz ou carne. O ta’ameya é o falafel egípcio, e, caramba, é uma delícia. No Egito, os falafels são feitos com fava seca em vez de grão-de-bico, o que lhes dá uma coloração verde quando você morde. As favas são amassadas junto com cebola e ervas e, em seguida, assadas ou fritas para ficarem com uma casca crocante. São servidos com pão pita e tahine ou homus. Atenção: a ta’ameya vicia.
Você vai notar pessoas comendo uma sopa verde brilhante. Trata-se da mulukhiya, um ensopado amargo feito com as folhas de uma planta conhecida como juta e cozido com frango. Parece incomum e é difícil descrevê-lo de forma apetitosa, mas se você o vir no cardápio, peça, pois é um prato tradicional em todo o país. Conte-nos o que você achou!
Se os egípcios estiverem comendo carne, pode ser coelho, pombo, frango, pato, cordeiro ou carne bovina.
Shawarma, kofta e kebab são pratos diferentes. O shawarma consiste em fatias finas de carne (frango, cordeiro, boi ou cabra) enroladas em um pão pita aquecido e recheadas com legumes e homus. O kebab é carne grelhada no espeto, servida com arroz e legumes. O kofta se parece com pequenas salsichas e é feito de carne moída enrolada e grelhada, servida com pão pita, legumes e tahine.

Comida vegetariana no Egito
Muitos egípcios seguem dietas vegetarianas, por isso não é difícil encontrar boa comida vegetariana.
O koshari é o prato vegetariano egípcio mais conhecido e tem uma longa tradição. Misture arroz, macarrão e lentilhas, acrescente grão-de-bico e molho de tomate apimentado, adicione ervas, cebola, chalotas e alho, e pronto: é o koshari. Você vai encontrá-lo na maioria dos cardápios.
A salada fattoush é muito refrescante depois de um longo dia sob o sol árabe. É só pepino, tomate, cebolinha, salsa e rabanete temperados com limão, azeite e vinagre. Simples, saudável e delicioso.
O besara é um molho de fava (os egípcios adoram suas favas). É um molho cremoso, levemente esverdeado, feito com pimentão verde, cebola, salsa, alho-poró e alho. Passe-o sobre o pão egípcio para um lanche saboroso e ideal para vegetarianos.
O aish baladi é um tipo de pão egípcio que combina bem com molhos como homus, tahine ou besara. Parece pão pita, mas é feito com farinha de trigo integral e assado em fornos de pedra extremamente quentes. Se você gosta de pão, está com sorte, porque o aish baladi é servido em quase todas as refeições e é uma delícia!
Sobremesas egípcias
As sobremesas egípcias geralmente são diferentes tipos de doces que são extremamente doces. O baklava é feito com camadas de massa folhada, nozes e um xarope de laranja chamado sharbat. Nossa, é difícil parar de comer baklava. Não é estritamente uma sobremesa egípcia, mas eles têm sua própria versão, que é totalmente irresistível.
Outra sobremesa egípcia saborosa é o kanafeh. Tem gosto de baklava, mas parece feno (consegui te convencer?). Tem uma textura diferente da baklava, um pouco mais crocante, e pode ser recheado com queijo, creme, sharbat ou nozes, dependendo da padaria que o serve.
A basbousa é um bolo feito com coco, iogurte e amêndoas, tendo como ingrediente principal a sêmola (trigo usado para massas). É uma sobremesa egípcia doce e simples que combina bem com chá ou café quente.
É claro que você não pode ir ao Egito sem provar o famoso café ou chá local. O café no Egito é feito ao estilo turco, preparado em uma cafeteira especial chamada cezve. É servido em xícaras pequenas, cujo fundo contém uma pasta espessa feita de grãos de café moídos finamente. É MUITO forte e geralmente precisa de duas colheres de açúcar. Para dar um toque saboroso, adiciona-se cardamomo ao café. Cuidado ao tomar aquele último gole, ou você vai ficar com a boca cheia de grãos de café moídos.
O chá egípcio é chamado de shai. Experimente o chá de hibisco (karkade), feito com flores de hibisco soltas (não em saquinhos) que ficam de molho na água quente, criando uma cor rosa-avermelhada. Tem um sabor parecido com o de cranberry, e é comum que o chá de hibisco seja servido como bebida de boas-vindas em restaurantes, lojas ou hotéis.
Embora a comida seja deliciosa no Egito, ela é muito pesada e, às vezes, preparada com ingredientes aos quais você talvez não esteja acostumado. É muito comum ter dor de estômago ou intoxicação alimentar quando se está no Egito, fenômeno conhecido como “Vingança do Faraó” ou “Barriga da Múmia”. Embora a comida de rua seja uma opção econômica, nem sempre é a melhor escolha no Egito. A comida pode não ser higienizada ou preparada adequadamente e pode facilmente causar intoxicação alimentar. Uma dor de estômago pode realmente atrapalhar seus planos.
Tente não beber água da torneira no Egito. Os egípcios bebem porque o corpo deles está acostumado, mas o seu talvez não esteja. É melhor prevenir e não estragar sua viagem ao Egito. Beba bastante água engarrafada para se manter hidratado no calor!

Cultura egípcia
A cultura egípcia está enraizada na tradição. Os antigos egípcios deram início à sua civilização por volta de 3.100 a.C., deixando para trás monumentos, tumbas, templos, artefatos e hieróglifos que os arqueólogos ainda estudam até hoje.
Ao explorar os sítios do Egito Antigo, vale a pena se familiarizar com o Império Antigo (os construtores das pirâmides), o Império Médio (12ª Dinastia) e o Império Novo (reinado do rei Ramsés II e do rei Tut).
Fatos sobre a cultura egípcia
Alexandre, o Grande, conquistou o Egito em 332 a.C., e a última governante do Egito antigo foi a rainha Cleópatra VII, em 30 a.C. Sua morte foi seguida por seis séculos de domínio romano, antes que o Egito fosse finalmente conquistado pelos árabes no século VII d.C. Muitas pessoas disputaram esse país, e os egípcios têm muito orgulho de sua terra.
A cultura egípcia não celebra a morte como o fim da vida, mas sim como uma continuação. Você perceberá isso em seu processo funerário, que dá grande atenção aos detalhes. Os egípcios não construíam todos esses túmulos e múmias como um símbolo de luto, mas sim para ajudar os falecidos a continuar a vida no além. É por isso que seus túmulos eram enchidos até a borda com todos os seus pertences e seus corpos passavam por um intenso processo de mumificação.
Mas essa era a cultura egípcia naquela época… então, como é hoje? Os egípcios modernos têm muito orgulho de seu passado e de suas origens, e mantêm essas tradições por meio da comida, da música, da dança e de outras atividades em seu dia a dia.
Língua egípcia
A língua oficial do Egito é o árabe, mas a maioria dos egípcios também fala inglês. Os egípcios que trabalham em lojas, em mercados de souvenirs, no turismo ou em albergues podem até falar um pouco de francês, espanhol ou mandarim.
O povo egípcio
Os egípcios são pessoas muito prestativas e hospitaleiras. Estão sempre dispostos a ajudar, especialmente os turistas. Se você sentir que um morador local realmente se esforçou para te ajudar, ofereça um baksheesh (uma pequena gorjeta) em agradecimento à generosidade dele. É assim que se demonstra gratidão. O baksheesh também é comum no setor de serviços (pelo menos 10% da conta).
Ao viajar de mochila pelo Egito, você vai notar pessoas relaxando em restaurantes, compartilhando um cachimbo do tipo narguilé. Isso se chama shisha, um cachimbo de água com uma mistura de tabaco e aromatizantes que costuma ser passado de mão em mão enquanto se toma um drinque e conversa. Chame alguns colegas do albergue e veja se você gosta!
Você vai perceber que muitas mulheres no Egito estão cobertas da cabeça aos pés. Isso porque elas seguem os princípios islâmicos, nos quais optam por ser conservadoras e recatadas. Se você for homem, não é uma boa ideia abordar uma mulher egípcia se não a conhecer.
Religião no Egito
Quanto à religião, a maioria dos egípcios pratica o islamismo sunita. A outra pequena parcela da população é composta por cristãos coptas. Você pode perceber que o horário de funcionamento de alguns estabelecimentos é afetado às sextas-feiras, já que esse é um dia sagrado para os muçulmanos.
Se você estiver visitando o país durante o Ramadã, o mês sagrado do jejum, a maioria dos estabelecimentos fecha ou tem horário reduzido durante o dia, incluindo bancos, restaurantes e lojas. A data muda a cada ano, mas o Ramadã geralmente ocorre em maio/junho. Algumas grandes mesquitas estão abertas aos turistas; portanto, se você tiver curiosidade, tire os sapatos e dê uma olhada nesse local de culto.
A cultura da dança egípcia
A música e a dança eram parte importante da religião e da vida cotidiana na época do Egito Antigo. Sabemos que eles dançavam bem, pois algumas dessas danças foram retratadas em pinturas e hieróglifos nas paredes dos templos. Eles também tocavam instrumentos musicais, como tambores, címbalos e sinos.
O amor dos antigos egípcios pela música e pela dança se manteve na cultura contemporânea. Hoje em dia, os egípcios adoram balançar os quadris — a dança do ventre teve origem no Egito! Os locais adoram dançar ao som de músicas animadas, fáceis de acompanhar com palmas e que usam muitos instrumentos de percussão. Então, bata palmas junto e divirta-se!
A vida no Egito
Algo que você talvez note são as pessoas vendendo papiro e óleos essenciais. Ambos são muito importantes para a cultura. O papiro é basicamente a primeira forma de papel, graças aos antigos egípcios. É feito a partir do caule da planta do papiro e, em seguida, cortado em tiras que secam para formar um material semelhante ao papel. Esse era o material que eles usavam para escrever e pintar.
Hoje, artistas egípcios modernos criam folhas de papiro e pintam nelas, o que rende ótimas lembranças! Mas tenha cuidado: o papiro vendido nos mercados pode não ser autêntico. É melhor ir a uma galeria para apreciar pinturas em papiro autênticas.
Os óleos essenciais eram uma parte importante da vida cotidiana do Egito Antigo — o túmulo do Rei Tut foi encontrado com jarros de alabastro cheios deles! O que são óleos essenciais, você pergunta? São apenas líquidos com um aroma naturalmente agradável (feitos a partir de plantas) que você pode usar como perfume ou ambientador. Você encontrará inúmeras lojas por todo o Egito vendendo perfumes e óleos essenciais. Dê uma passada em uma delas para aprender um pouco sobre o significado desses óleos e por que os egípcios os valorizam tanto.
Há milhares de anos de história para explorar no Egito e, assim que você pisar neste magnífico país, vai se sentir imediatamente imerso em sua cultura e tradições.

Dicas de viagem para o Egito
Os costumes do dia a dia no Egito podem ser completamente diferentes do que você está acostumado em seu país. Por ser um país muçulmano, é importante estar ciente dos eventos do calendário ao planejar sua viagem. Viajar pelo Egito durante feriados religiosos pode atrapalhar seus planos. Por exemplo, sítios arqueológicos podem estar fechados e o transporte público pode não estar funcionando.
Antes de partir para a viagem, é importante verificar se você tem todos os documentos necessários para entrar no país. Você precisará de um passaporte e, para a maioria dos países, o visto pode ser adquirido na chegada ao aeroporto. A partir de 2020, a taxa do visto é de US$ 25 se você for cidadão britânico, europeu, australiano ou americano.
É bom garantir que você tenha colocado na mala tudo o que é necessário antes da viagem ao Egito. Como mencionei anteriormente, o Egito é basicamente quente o ano todo, com pouquíssimas chuvas. Fica mais fresco durante os meses de inverno, mas nunca faz aquele frio de precisar se agasalhar como se fosse uma nevasca. Traga um suéter e calças compridas para quando o sol se pôr.
O que vestir no Egito
Como o Egito é um país muçulmano, é importante se vestir adequadamente ao entrar em locais sagrados. Evite usar shorts, minissaias ou regatas. Calças largas e blusas ou camisetas de manga comprida soltas são perfeitas para o Egito. Você estará vestido adequadamente e se integrará com os moradores locais.
Para as mulheres, é bom levar um xale para enrolar nos ombros. Saias ou vestidos longos serão úteis para passear, assim como um cardigã quando esfriar à noite. Um par de sandálias confortáveis será seu melhor amigo. Também é bom trazer seus próprios absorventes internos, pois eles são difíceis de encontrar no Egito.
Para os homens, shorts são aceitáveis no Egito, mas deixe a camiseta regata em casa. Camisetas e blusas de manga comprida que permitam a respiração da pele são a melhor opção. Não se esqueça dos tênis confortáveis — você vai andar bastante.
O que levar na mala para o Egito
Tanto para homens quanto para mulheres, não se esqueçam de levar chapéus, óculos de sol e protetor solar. O sol árabe é implacável e vocês não vão querer que ele tire a melhor de vocês. É bom manter sempre uma garrafa de água na sua mochila. Se você estiver viajando pelo Egito no auge do verão, traga um pequeno ventilador a bateria para se refrescar — você vai me agradecer depois.
Os insetos no Egito são uma praga. Leve repelente, pois é inevitável que você seja picado por mosquitos. Leve também um remédio pós-picada, caso tenha uma reação adversa.
Lembre-se de que é comum ter dor de estômago no Egito. É recomendável consultar seu médico sobre quais medicamentos levar como precaução.
Não se esqueça de levar carregadores, conversores e adaptadores. As tomadas no Egito são iguais às da Europa. Leve também um carregador portátil para aquelas longas viagens de ônibus e trem.
Dicas gerais para o Egito
É sempre bom aprender o básico do idioma antes de viajar para qualquer país. Embora o árabe possa ser difícil de ler, aprenda a dizer “obrigado” (shukraan), “olá” (marhabaan) e “adeus” (wadaeaan). O simples fato de tentar falar o idioma já faz uma grande diferença com os moradores locais.
Atualize seus conhecimentos sobre a história do Egito Antigo antes de viajar. Assim como em qualquer lugar ou nos principais pontos turísticos, é útil saber um pouco do contexto do que você está vendo. Se você estiver procurando um livro para ler, dê uma olhada em “O Livro Egípcio dos Mortos”, de Ogden Goelet, “Rainhas do Egito”, de Leonard Cottrell, ou “Uma História do Egito”, de James Henry Breasted. Eles vão te ajudar a se atualizar antes da viagem.
Caso contrário, você sempre pode participar de uma excursão ou contratar um guia local para levá-lo aos pontos turísticos e explicar alguns dos sítios antigos e seu significado. Apenas tome cuidado com os moradores locais nos locais turísticos que o convidem para fazer um passeio ou levá-lo para comer. Seja um viajante esperto e recuse os convites respeitosamente quando se sentir desconfortável.
Tenha trocado à mão. Ao abrir sua carteira em uma loja ou no mercado, faça isso discretamente para não mostrar a todos quanto dinheiro você está carregando.
É difícil encontrar Wi-Fi no Egito e, mesmo que você compre um pacote de dados, o sinal ainda é muito fraco. Esteja preparada para encontrar conexões muito lentas (se é que você encontra alguma), já que a velocidade da internet no Egito está entre as mais lentas do mundo. Você deve encarar isso como uma boa oportunidade para se desconectar!
Dicas de viagem ao Egito para mulheres
Como mulher viajando sozinha, você pode sentir que os moradores locais estão olhando para você enquanto caminha com confiança pelas ruas. Não deixe que isso a deixe desconfortável ou constrangida. Viajar sozinha é incrível, mas, como mulher viajando pelo Egito, muitas vezes é preferível viajar em grupo (mas não é necessário). Você pode fazer amigos facilmente no seu albergue!
O melhor conselho é se cobrir bem — calças compridas, vestidos longos e saias compridas. Leve um lenço com você ao visitar mesquitas, pois isso vai ajudar você a se misturar à galera.
Não importa se você é homem, mulher ou morador local, você vai ser assediado ou receber cantadas. É assim que as coisas funcionam, então fique atento.
Se você sentir uma vibração ruim vinda de um motorista de táxi, restaurante ou albergue, não ignore. Simplesmente pegue suas coisas e vá embora. Usar um anel no dedo anular pode ajudar a evitar atenção indesejada, mas se essa não for sua primeira viagem sozinha como mulher, você vai se virar bem.

O Egito é seguro?
De modo geral, sim, o Egito é seguro para turistas. O turismo é um dos principais setores da economia do país, e as autoridades fazem o possível para proteger os turistas. O Egito recebe milhões de visitantes todos os anos.
Como mochileira, a sua maior preocupação deve ser manter seus pertences em segurança e lidar com o assédio nas ruas. Fique atenta e mantenha sua bolsa de cintura ou mochila bem perto de você ao fazer compras nos mercados. Não entre na conversa com os moradores locais, apenas continue andando. Fique atenta ao que está ao seu redor se sair à noite, especialmente se você for mulher. Viaje em grupo, se possível.
O Egito é um lugar mágico, cheio de história, tradição e vida. Aprenda o máximo que puder enquanto estiver lá e absorva tudo. É inspirador caminhar por templos que estão de pé há milhares de anos, e finalmente estar diante das pirâmides é uma sensação indescritível.
Viajar de mochila pelo Egito com um orçamento apertado é totalmente possível. Mais gente está fazendo isso do que você imagina! Encare a viagem como se estivesse viajando de mochila por qualquer outro lugar do mundo: com respeito e mente aberta, e você vai se divertir como nunca. Pronto para começar a planejar sua aventura no Egito?
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Sobre a autora
Marina Nazario é uma escritora especializada em gastronomia e viagens, originária dos Estados Unidos, que atualmente mora na Austrália. Ela adora conhecer pessoas, mergulhar em diferentes culturas e saborear pratos ao redor do mundo. Você pode acompanhar suas aventuras no Twittere no blog dela, Marina’s Milestones.